sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mísia

O primeiro LP de Mísia, "Mísia", lançado em 1991 pela EMI, inclui o tema "Ai Que Pena" (Mário Martins - Carlos Paião)

Só uma pena me assiste / Só uma pena me assiste / E me alaga de tristeza / Não ser toalha de linho / Não ser loalha de linho / A cobrir a tua mesa / Não ser o jarro de vinho / Não ser o jarro de vinho / Não ser a fruta ou o pão / Nem ser o talher de prata / Nem ser o talher de prata / No calor da tua mão / Só uma pena me assiste / Que pena, que pena / Não ser o pão que tu comes / Que pena, que pena / Com esse trigo amassado / Mataria duas fomes / Ai que pena / Só uma pena me assiste / Que pena, que pena / Não ser convidado à mesa / Que pena, que pena / P'ra te encher de coisas doces / O prato da sobremesa / Ai que pena / As penas são os critais / As penas são os critais / Desta ceia cintilante / Mesmo amando-te demais / Mesmo amando-te demais / Nunca o amor é bastante /Nunca se morre de fome / Nunca se morre de fome / A mingua o amor resiste / Mordo com raiva o teu nome / Mordo com raiva o teu nome / Só esta pena me assiste.

http://www.misia-online.com/official/textes/misia-pt.pdf

http://www.misia-online.com/official/ecoutez/1991-01.mp3

sábado, 23 de maio de 2009

Nuno da Câmara Pereira


Não Me Cantes Esse Fado - Nuno da Câmara Pereira (Nuno da Câmara Pereira - EMI, 1985)
Estou Velho - Nuno da Câmara Pereira (Mar Português - EMI, 1986)

(A) Marcha do Castelo - Nuno da Câmara Pereira (Atlântico - EMI, 1992)

http://fadosdofado.blogspot.com/2009/01/marcha-do-castelo.html

sobre este inédito:

"É um tema que eu andava a preparar há 4 anos e que ele me ofereceu ainda em vida"

Nuno Câmara Pereira, TV Guia, 1998

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Play-back






















O Foguete

Ficha IMDB

Programa de variedades passado num comboio (Foguete) que era apresentado por Carlos Paião, Luis Arriaga e António Sala. Os três cantavam o genérico que foi lançado em single.

Fernando Mendes estreou-se em televisão neste programa que aliava a música ao humor: «Foi aos 19 anos, num programa de música portuguesa que se chamava "O Foguete", com António Sala, Luís Arriaga e o meu querido amigo Carlos Paião». fonte: CM
«Teve uma critica muito violenta e vendo-a agora, dou-lhe razão. Não foi bem entendido, foi um tiro de pólvora seca». António Sala ao DN, 2007

sábado, 16 de maio de 2009

Letra e Música: 15 anos depois


Letra e Música: 15 anos depois (Compilação, EMI, 2003)

CD 1

01. Play-Back
02. Souvenir De Portugal
03. Ga-Gago
04. Zero-a-Zero
05. Marcha Do "Pião Das Nicas"
06. Meia -Duzia
07. Telefonia Nas Ondas Do Ar
08. Tenho Um Escudo A Minha Frente
09. Não Há duas Sem Três
10. Prás Sogras Que Encontrei na Vida
11. Refilar Faz Mal à Vesícula, Mais o Diabo a Sete
12. Quatro Maços (É Só Tabaco)
13. O Foguete
14. Vinho do Porto (Vinho De Portugal)
15. Eu Não Sou Poeta
16. Cinderela
17. Lá Longe Senhora
18. Só Porque Somos Latinos
19. Perfume
20. Muito Mais

CD 2

01. Pó De Arroz
02. Discoteca
03. Quando as Nuvens Chorarem
04. Versos De Amor
05. Mar De Rosas
06. A Razão
07. Cegonha
08. Os Namorados
09. História Linda
10. Caiu Redonda no Chão
11. Canção dos Cinco Dedos
12. Arco Íris
13. Lobo do Mar
14. Intervalo
15. Bailarina (Nunca te Direi)
16. De Mão em Mão
17. Caminhar

Imagens/Design: Transglobal

Redescobrir Carlos Paião em duplo CD a lançar segunda-feira

"Redescobrir Carlos Paião" 15 anos após a sua morte é a proposta da EMI-Valentim de Carvalho, que lança segunda-feira um duplo-CD com 37 temas da autoria do cantor, entre eles um inédito.

"A ideia não é um vulgar 'best of`, mas antes chamar a atenção para o tamanho do talento do Carlos Paião", disse à Lusa David Ferreira, da EMI-VC.

O duplo CD "é praticamente a integral do Paião", incluindo o inédito "Caminhar" - "uma espécie de apontamento áudio, isto é, o Carlos tinha uma ideia para uma canção e registava-a de imediato".

Os projectos da editora, que faz uma aposta forte no lançamento deste duplo CD, passam ainda pela gravação de temas do cantor por artistas portugueses."Não no sentido de um tributo a... Mas que nos seus CD a lançar este ano incluam um ou outro tema do Paião, que têm uma actualidade musical extraordinária", esclareceu David Ferreira. A proposta da editora "é que as pessoas redescubram a obra do Carlos".

O nome de Carlos Paião saltou para a ribalta da cena musical portuguesa em 1981 com o tema "Souvenir de Portugal" (incluído neste duplo CD), após o que, nesse mesmo ano, venceu o festival RTP da canção com "Play Back". No ano anterior a sua interpretação de "Amigos voltei" não impressionara o júri do Festival RTP.

"Play Back" obteve o 14º lugar no Festival da Eurovisão e vendeu em Portugal 80.000 cópias.

A ligação de Carlos Paião à EMI-VC deve-se "ao ouvido atento do [produtor discográfico] Mário Martins", que, ao escutar a terceira maquete que Paião enviou à editora, "achou que (...) não era apenas um tipo com piada".

David Ferreira sublinhou "o talento maior de Carlos Paião, por vezes subtil, mas sempre incisivo, e o casamento perfeito entre palavras e música que as suas canções demonstram".

Carlos Paião, "apesar de não saber escrever música, foi um génio para inventar", disse à Lusa Mário Martins, que produziu a maioria dos seus discos.

"O Paião tinha um talento único, de uma imaginação sem limites, capaz de escrever tanto canções mais sérias como

bem-humoradas. O seu senso de humor era em tudo idêntico ao de Alberto Janes", rematou, referindo-se ao autor de "Oiça lá ó senhor Vinho" e "A casa da Mariquinhas".

Mário Martins lembrou ainda que, por sua iniciativa, Amália Rodrigues ouviu uma cassete com temas de Carlos Paião. "Gostou tanto que quis logo gravar alguns deles, eu divulguei isso na imprensa e o nome dele rapidamente saltou".

De Carlos Paião, Amália Rodrigues gravou "Senhor Extraterreste" em 1982.

LUSA

O HOMEM DO PÓ-DE-ARROZ

Tendo Carlos Paião desaparecido há 15 anos, há uma geração ou duas, que nunca privou de perto com aquele que é, seguramente, um dos mais admiráveis, talentosos e divertidos compositores, sem pretensão a ser artista, da música portuguesa. Por isso

nunca nos vamos referir a ele nesses termos. Ele não era artista, nem era poeta, como gostava de referir.

Escreve David Ferreira, na nota introdutória do disco "Carlos Paião Letra e Música 15 anos depois", que hoje chega ao mercado nacional, que Paião "podia ter sido revolucionário, mas não era coisa que lhe interessasse".

PÁGINA DE OURO

E a brincar a brincar, sobretudo com as palavras, Carlos Paião escreveu uma página de ouro na música pop portuguesa e algumas das mais conhecidas canções da música nacional, algumas delas mais populares do que o próprio hino-nacional. E é fácil perceber porquê!

"Pedia-se-lhe à sexta um hino não-oficial para a selecção e à segunda vinha o 'Bamos lá Cambada' (...) Faltava-nos um lado B para o "Play-back" e dava-nos (só) o 'Pó-de-Arroz'", escreve o administrador da editora Emi-Valentim de Carvalho.

À data da sua morte, a 26 de Agosto de 1988, Carlos Paião deixou 500 canções escritas, das quais apenas perto de 50 foram gravadas. Cada uma delas é o espelho de um homem que gostava de fazer rimas e trocar-lhes as voltas, versar o simples e provocar o riso. “Meia-dúzia/Fui sair co’uma medúsia/ Fomos comer carcanhóis/ Pevidinhas e termóis/Regadinhos com tin tóis/Que eu não vou em futebóis (...) Ela pediu-me: hás-de compôr uma canção chamada Meia-Dúzia e eu... compuse-a”, canta no tema “Meia-Dúzia”.

“Eu defendo que o difícil é trabalhar o simples sem dar cabo dele. Complicar e baralhar é bastante mais fácil”, dizia Carlos Paião.

Miguel Azevedo / CM 31/03/2003

Agradecemos à Maria a sua sugestão para uma reedição do primeiro LP de Carlos Paião, Algarismos. Como deve ter reparado, a Som Livre editou há pouco tempo uma compilação deste artista. Qualquer lançamento mais abrangente terá de ser feito em parceria com a EMI Music, que detém as gravações do artista posteriores a 1983 (incluindo singles como "Discoteca" e o segundo LP, "Intervalo") e que lançou há alguns anos aquela que julgamos ser a "edição definitiva" deste artista, o CD duplo "Letra e Música - 15 Anos Depois".

Do Tempo do Vinil 21/01/2008

É a compilação (2 discos) que representa melhor a carreira de Carlos Paião. No disco 1 inclui "as rápidas" e no disco 2 "as lentas". Inclui 18 temas editados em formato single, 7 temas de "Algarismos", 10 temas de "intervalo" (o disco na sua totalidade), 1 tema com Herman José (Serafim Saudade) e o inedito "Caminhar".

Outras Compilações :

Cantigas da Telefonia 1981-1983 (1983) [Carlos Paião/Candida Branca Flor]
O Melhor de Carlos Paião (Compilação, EMI, 1985)
O Melhor de Carlos Paião (Compilação, EMI, 1991) 2CD
Os Singles (Compilação, EMI, 1993) caixa Carlos Paião (3cd)
Pó de Arroz - Colecção Caravela (Compilação, EMI, 1996)
Cinderela - Colecção Caravela (Compilação, EMI, 1997)
Play-Back - Colecção Caravelas (Compilação, EMI, 2004)
Perfil (Compilação, Som Livre, 2007)
Grandes Êxitos ()

A compilação "Perfil", lançada em 2007, inclui apenas canções até 1983 (8 temas de singles e 6 temas do álbum "Algarismos").