sábado, 30 de janeiro de 2010

Tributo a Carlos Paião


As melodias deixadas por Carlos Paião já fazem parte da música portuguesa e são reconhecidas por todos. Nesta homenagem a este cantor, Álvaro Reis juntou 3 dos seus temas mais conhecidos: Cinderela, Pó de Arroz e Playback. Com um arranjo acessível, mas eficaz, para todo o nível de bandas vai ter sucesso garantido junto do público português.
No youtube é possível ver actuações de várias bandas filarmónicas a tocarem temas de Carlos Paião.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Banda Pátria

Paulo Lemos nasceu em Ílhavo em Janeiro de 1959. Estudou no Conservatório da Aveiro onde aprendeu guitarra clássica. Em 1974 conseguiu que três músicas suas fossem apuradas para o II Festival da Canção do Illiabum Clube. Fez parte dos conjuntos de baile Top 5, Jakarandá, Cheque Visado e Bária.

Foi vencedor por quatro vezes dos Festivais da Canção de Ílhavo. Participou também nos Festivais da Canção da Figueira da Foz, Amarante, Marco de Canavezes, Lisboa e nos Festivais da Canção Vida, onde foi o vencedor da 4ª edição.

Em 1987, Paulo Lemos fundou a Banda Pátria por iniciativa do seu amigo de infância, Carlos Paião. A banda acompanhou Carlos Paião em várias digressões até ao falecimento do cantor.

No youtube está disponível um video da Banda Pátria de homenagem a Carlos Paião:
http://www.youtube.com/watch?v=5S5J3iEcGkw

Em 1990, o cantor Rui Amorim foi acompanhado pela Banda Pátria na gravação do seu disco de estreia.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Canto de Guerra

Carlos Paião venceu o 6º Festival da Canção do Illiabum Club realizado em 15/12/1978.
1 - Canto de Guerra (52 pontos)
4 -Eu Quero Cantar a Vida (29 pontos)
http://carlos-paiao.blogspot.com/2009/04/festival-da-cancao-do-illiabum-club.html

http://ramalheira.do.sapo.pt/festival/festival.htm#F6 (mais fotos e mais dados)

Também foi nesse ano que Carlos Paião esteve na RDP-Centro para apresentar as suas canções.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Discoteca



Tens ao pe de ti o teu amor
Que sorri, sonhador
Dança parada, sem compasso
Embalada num abraço

Vieste distrair na discoteca
O disco toca, ataca muito slow, oh…

Esse mal de amor que tu atrais
É bom demais, é bom demais…
Fecha os olhos, deixa ver o som
É mais que bom, é ais que bom

Só cabelos encostados
Os sentidos desligados lentamente…

REFRÃO:
Na alma sonhos de boneca
Na discoteca, oh, na discoteca
Na alma sonhos de boneca
Na discoteca, oh, discoteca…discoteca

Tens o teu amor ma-luz
Num calor que seduz
Vou respirar o teu perfume
Devagar, num queixume

Suspiros sussurados ao ouvido
Ideias que o barulho misturou, oh…

Esse mal de amor que tu atrais
é bom demais, é bom demais…
Fecha os olhos, deixa ver o som
é mais que bom, é ais que bom

Nos afagos que demoras
Não há ai, nem mãe, nem horas, nem liceu

REFRÃO

http://letras.cifras.com.br/carlos-paiao/discoteca
http://carlos-paiao.letrasdasmusicas.com.br/discoteca-letra.html

domingo, 10 de janeiro de 2010

Especial Antena 1 sobre Carlos Paião

Entrevista de Edgar Canelas (Antena 1) com Mário Martins. Inclui vários depoimentos de Carlos Paião. [2006]

Intervenção de José Manuel Lourenço, em 1981, por ocasião do Festival Eurovisão com declarações de Carlos Paião sobre a chegada a Dublin.

música: Play-back - Carlos Paião

Carlos Paião refere a colaboração anterior com canções como "Canção do Beijinho" e "A Gente Cresce, Cresce".

música: A Gente Cresce, Cresce - Joel Branco

Mário Martins conta o episódio de envio das cassetes para a Valentim de Carvalho. Já tinha sido recusado numa primeira vez. Manuel Paião entregou-lhe a cassete que entregou a um dos seus colaboradores (Nuno Rodrigues). O colaborador considerou que não tinha qualquer talento mas se servisse era para letrista. Como a resposta não era afirmativa resolveu ouvir porque devia uma resposta a Manuel Paião. Ficou convencido porque se tratava de um jovem, com 18 ou 19 anos, que rinha vindo de Ílhavo para S. Domingos de Rama, com uma escrita ainda muito incipiente mas que já demonstrava o que poderia vir a fazer. Logo nos primeiros encontros escreveu um fado só com a descrição que Mário Martins lhe fez de uma Casa de Fados.

Carlos Paião relata o envio da cassete através de Manuel Paião. Em 1979 - através de Manuel Paião (primo direito do seu pai) manda uma cassete com 4/5 músicas porque a Mãe queria saber se valia a pena apostar na música

música: O Fado é fixe - Vasco Rafael

Como Mário Martins não conseguia convencer os outros do talento de Carlos Paião decidiu levar algumas cassetes- três - a Amália para que ela escolhesse. Achava que uma opinião de Amalia valia mais do que as suas tentativas. Amália tinha tido um problema no casino - coração - e por isso estava de cama.

Amália gostou e escolheu várias canções para serem retiradas das cassetes. No dia seguinte a notícia foi propagada nos jornais por Mário Martins.

Carlos Paião relata na primeira pessoa: de 34 canções era a única humorística, tinha sido dois anos antes de ser editado o single.

música: Senhor Extra-terrestre - Amália

Mário Martins relembra a canção sobre o recorde do Guiness (ainda inédita) e a facilidade com que passava dos temas mais sérios para temas mais humorísticos.

música: Marcha do Pião das Nicas - Carlos Paião

Mário Martins considera Carlos Paião o artista mais completo que conheceu e mantendo-se no mesmo tema relembra outras canções do seu lado mais sério: a canção sobre o artista que envelhece, que tentou que Nicolau Breyner gravasse e que Simone de Olivera também quis gravar; a canção sobre o romance dos pais ("História Linda"); ou a "Canção dos cinco dedos", uma canção exemplar para crianças. Relembra que o Intituto Piaget de Almada organizara, poucos anos antes, várias iniciativas extra-curriculares cujo tema eram as canções de Carlos Paião.

Carlos Paião descreve o álbum "Algarismos": queria que todas as canções tivessem algum fio de ligação, neste caso serem sobre cada algarismo; também queria que todas fossem de estilos musicais diversos.

música: Canção dos Cinco dedos - Carlos Paião

Mário Martins relembra que Amália gravou mais temas, um deles ainda inédito e que considera um tema extraodinário. Mais outro episódio passado com uma Fadista brasileira que tinha que ausentar-se de Portugal e que precisava urgentemente de um inédito.

Edgar Canelas recita parte da letra da canção "De Mão Na Mão".

música: Cinderela - Carlos Paião

domingo, 3 de janeiro de 2010

Carlos Paião e um poema esquecido

Estávamos em 1984. O Casino da Figueira completava o seu primeiro centenário.
Para assinalar a efeméride, a realização dum grande espectáculo de música original , intitulado “Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica”.

Certamente muitos já esqueceram o acontecimento, inédito, e outros, presentes quer na assistência quer no próprio júri, já deixaram este mundo.

Sansão Coelho, o conhecido locutor, apresentou o espectáculo que encheu literalmente o Casino.
Artistas de renome da canção ligeira, como Maria Guinot (“Tantos mares tantas marés” e "As Órfãs do Rei”), Natércia Maria (Ai D. Pedro, porque tardas?” e “Mare nostrum”), Ronda dos Quatro Caminhos (“Quedos, quedos, cavaleiros” e “Sua Alteza a quem Deus guarde”)), Fernando Pedro (“Sobre este mar”), Elsa Coimbra (“Linda Inês”), Marta (“Sonho de criança”) e António Sala (“A História de Portugal”), fizeram o encanto do vasto público, numa noite memorável.

Algumas das canções interpretadas faziam referência à Figueira da Foz, como, por exemplo, a que António Sala cantou intitulada “A História de Portugal”, que continha um verso que rezava: “Da Praia da Figueira até à Foz das despedidas”.

Mas Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal.

De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista (viria a falecer num acidente de viação em 26 de Agosto de 1988), entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”.

A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, cabendo aqui relembrá-la no seu todo:

Pro Fide, pro Pátria, pro Regae

Pro Fide, pro Pátria, pro Regae,
Pela Fé, pela Pátria, pelo Rei,

Em 1808 era o terror,
O Rei no Brasil, Portugal entregue à dor.
A nossa bandeira a um canto sem esperança,
Do alto do mastro,
As cores são as de França.
Para Bonaparte, o império que sonhou,
E um país a saque pelas tropas de Junot.

A velha Coimbra, a Universidade,
Já pensa revolta e ferve de vontade,
E ali se forma um grupo em movimento,
Um corpo académico de um só pensamento.
Quarenta estudantes avançam com coragem,
Bernardo Zagalo no comando da viagem.
Em Carapinheira, Tentúgal, Montemor,
Junta-se mais gente, a força ainda é maior,
Conquistam o forte de Santa Catarina,
Figueira da Foz, a França não domina.

Chega enfim a ajuda dos nossos aliados,
Vem Sir Arthur Wellesley e com 13 mil soldados.
Na praia de Lavos, a coberto do forte,
Dá-se o desembarque e muda a nossa sorte,
O Duque de Wellington começa suas glórias
Roliça [*] e Vimeiro [**] transformam-se em vitórias.
E a nossa bandeira de novo desfraldou
Finalmente livre das tropas de Junot.

E assim prosseguiu este sonho,
O qual se chamou Portugal.

Pró fide, pró Pátria, pró Regae,
Pela Fé, pela Pátria, por nós.
.

[*] Freguesia do Concelho do Bombarral – Leiria -, célebre pela batalha de que foi teatro, em 17 de Agosto de 1808, e na qual o exército anglo-luso, comandado por Sir Wellesley (depois Duque de Wellington), bateu o exército francês do General Labord.

[**] Freguesia do Concelho da Lourinhã – Lisboa -, célebre pela batalha de 21 de Agosto de 1898, a que deu o nome, e em que os franceses, comandados por Junot, foram destroçados pelas tropas anglo-lusas sob o comando de Sir Arthur Wellesley.

Do júri que participou neste evento, faziam parte Ferrer Trindade (presidente), Mário Nunes, Helena Duarte, Armando Garrido, Miguel Maduro, Marcos Viana e Maria Clara que deu a voz à canção “Figueira da Foz”, de António de Sousa Freitas e Nóbrega e Sousa. “A grande responsável pela divulgação do nome da Figueira da Foz”, como opinou Sansão Coelho.

Hoje e aqui, lembramos o acontecimento, completando o trabalho com imagens que retratam o que foi essa memorável noite do ano de 1984, em que foi assinalada a data do primeiro centenário do Casino, na origem com a designação de Teatro-Circo Saraiva de Carvalho.

Aníbal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/2009/09/efemerides_03.html