sábado, 27 de agosto de 2011

Recordar Carlos Paião

http://sic.sapo.pt/online/sites+sic/querida-julia/diario/carlos+paiao.htm

Carlos Paião, um músico excepcional.

Programa "Querida Júlia" (SIC) de 26.08.2011 com a presença de Luís Arriaga, Maria do Deserto e Rui Nova.

Apresentação

Faleceu há 23 anos, mas a sua obra permanece bem viva!

Primeira Parte
 
Amigos e familiares relembram o músico e a pessoa.

Conversa com Luís Arriaga, Maria do Deserto e Rui Nova. Intervenções ao telefone de Joel Branco.

Segunda Parte

Com tributo musical de alguns dos êxitos do cantor!

Depoimentos dos pais de Carlos Paião (Ofélia e Carlos) e várias imagens de video amador, fotografias, etc

Pais relembram Carlos Paião: A mãe e o pai do músico recordam o filho.

Notas:

- Luis Arriaga conheceu Carlos Paião aquando do Festival de 1980.
- Joel Branco foi apresentado por Mário Martins.
- A fotobiografia de Maria do Deserto foi lançada em Novembro de 2008. Surgiu após um desafio lançado por alguns amigos. Nunca tinha privado com o cantor apesar de ser admiradora da sua carreira.
- Rui Nova era locutor da Rádio Onda Verde e fez uma entrevista após um espectáculo no Casino da Póvoa. Também foi apoiado por Carlos Paião na sua carreira como cantor. Paião deveria produzir o seu disco de estreia e compor uma das músicas .
- Carlos Paião chegou a fazer serviço de urgência no hospital mas muitos dos pacientes não o levavam a sério.
- Joel Branco relembrou que ele era muito disponível  para os seus amigos chegando ao ponto de ter uma agenda com contactos de colegas artistas que costumava sugerir aos promotores que o contratavam para espectáculos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Morte de Carlos Paião

'Eu hei-de entrar para o Guiness'. Podia ter sido mais uma das trezentas músicas de Carlos Paião a chegar às lojas. Mas esta “espécie de malhão” nunca saiu da gaveta. Continua numa maqueta, na discoteca pessoal de António Sala, como revelou ao Página1 o “melhor amigo” do “genial criador de temas”, que, há 23 anos, morreu num acidente de viação.

Carlos Manuel de Marques Paião preferia “ser um bom cantor a um mau médico”. Mas foi, primeiramente, a veia vanguardista de compositor e de autor que lhe fechou, de vez, a porta do consultório, apesar do diploma de Medicina.

Após vencer vários festivais regionais de música, nomeadamente em Ílhavo – a sua terra-natal – no arranque da década de 80, o Dr. Paião aventurou-se, já de microfone na mão, no então mítico Festival da Canção. Concurso que um ano depois venceu, graças a 'Playback'.

Quando, em 1982, chega ao programa de televisão 'Foguete', de António Sala e Luís Arriaga, “já tinha bastante protagonismo, já dava nas vistas. Era diferente, avançado para a época. Só mesmo comparado, no mesmo contexto de poesia ligeira do século XX, a Ary dos Santos ou a António Variações”. Ainda assim, a voz do Despertar da Rádio Renascença admite que “a junção da coincidência televisiva e do talento criaram, a partir daí, um grande fenómeno de popularidade". Carlos Paião "ainda hoje é estimado e apreciado por jovens que nasceram após a sua morte" e esse constitui "o maior elogio que se pode fazer a um artista”.

E é assim mesmo que o eterno locutor de rádio define Paião. Às críticas da época sobre a ausência de uma grande voz, responde hoje com a definição de um “intérprete genuíno”, de “tantos e bons temas”, dos quais coloca na pole position 'Pó de Arroz'. Mas são muitos os que ainda permanecem na ponta da língua de muita gente. Talvez por isso, aquela tarde de Agosto, tenha sido de luto em cada casa portuguesa, após a notícia fatídica do seu acidente, em Rio Maior, quando regressava de um concerto em Fornos de Algodres.

“Naquele dia, parte da minha juventude, da rádio, dos espectáculos, da televisão, que fizemos juntos, ficou naquela carrinha”, recorda António Sala.

Mas, como dizia “o homem que a brincar falava bem a sério”, “a amizade é aquilo que fica depois das teias da lei. Por isso, até qualquer dia, porque da vossa simpatia, nunca mais me esquecerei”.

Joana Costa / Página1, 26/08/2011

Nota: Mário Martins já tinha falado do tema sobre o "Guiness" numa entrevista à RDP.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mitos urbanos e Boatos

Susana André lança o livro "Mitos Urbanos e boatos" (onde analisa mais de 80 rumores), e cujo ponto de partida foi uma reportagem feita para a SIC.

Outro [boato] forte é o do caixão arranhado por Carlos Paião. A esposa do cantor, médica de profissão, despistou a Susana André qualquer dúvida a respeito dessa eventualidade.

DINA MARGATO/JN (Boatos: efeitos perigosos)


e que trata este seu livro «Mitos Urbanos e Boatos»?

É um trabalho de investigação que pretende desconstruir alguns dos maiores e mais conhecidos boatos e mitos urbanos de sempre. Desde o boato que inventou (...), passando pelo mito urbano que diz que o cantor Carlos Paião foi enterrado vivo, o livro aborda dezenas de histórias falsas ou distorcidas e desmonta-as, muitas vezes com a ajuda dos seus protagonistas.


Carlos Paião (não) foi enterrado vivo

Quem nunca ouviu o boato de que Carlos Paião foi encontrado virado no caixão depois de o ter arranhado não deve ter andado em Portugal nos últimos 20 anos. O mito de que o cantor de “Playback” tinha sido enterrado vivo era contado em cafés como um facto. “É uma história chocante e foi com relutância que contactei a viúva de Carlos Paião. Ela explicou-me que o corpo tinha sido autopsiado e que nunca ninguém abriu o caixão”, diz ao i Susana André.

VANDA MARQUES / I - 22.03.2010

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Estreia em disco


Ainda antes de vencer o Festival da Canção foi lançado o seu primeiro single que incluía as outras duas canções que não foram seleccionadas porque apenas poderia ser apurada uma por artista/compositor.

No texto da contracapa aparece já uma referência ao tema "Play-back" e aos temas gravados por Amália Rodrigues que apenas foram editados em 1982. Refere ainda os temas compostos para Pedro Couceiro, Joel Branco, António Mourão e Herman José. É realçada a diversidade de estilos: canção infantil, balada, fado e uma brincadeira.