http://letras.cifras.com.br/carlos-paiao/historia-linda
Ouve, quero contar-te uma história de amor
Dessas que a gente já sabe de cor
Igual a tantas que esta vida tem
Vais conhecer duas pessoas como outras quaisquer
Dois namorados que foram viver
A história linda de quem se quer bem
Apaixonados com o tempo à frente
Tinham caricias a queimar na mão
Tocando a dor de quem se sente
Um escravo do seu coração
E num só corpo quando se abraçavam
Beijando as horas com melancolia
Nunca as palavras chegavam
Para tudo o que no peito havia
Ela, sempre bonita na sua ternura
Dava alegria, a forma insegura
Dos que procuram sonhar o real
Ele, tinha um emprego nas ondas do mar
Pescava os versos do seu navegar
E as despedidas sabiam-lhe a sal
Adeus querida, que me vou embora
Levo as saudades, que te vou deixar
Hei-de lembrar-te noite fora
Assim como quem quer chorar
O mar é longe e longa é a nossa espera
E as palavras vão de encontro ao cais
Adeus querida, quem me dera
Que eu não partisse nunca mais
E depois, os dois casaram como era suposto
Sonhos na alma, sorrisos no rosto
Como as pessoas mais belas do mundo
Lado a lado, criando as ruas do seu dia-a-dia
Dobrando esquinas que a sorte trazia
Como nós todos fazemos no fundo
E então perguntas-me a razão da história
Assim tão simples como respirar
Sabes, amar é uma vitória
E a vida é simples de contar
Eu aprendi a perceber melhor
A importância das coisas normais
É que eu fui filho desse amor
Da história linda dos meus pais
Eu sou o filho desse amor
Palavras que já não dizem mais
sexta-feira, 20 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Dulce Guimarães
Casa Branca - Dulce Guimarães (LP, Vidisco, 1991)
Alinhamento:
Lá Longe Senhora
Cinderela
Souvenir de Portugal
Só Porque Somos Latinos
Marcha do pião das nicas
História Linda
Alinhamento:
Lá Longe Senhora
Cinderela
Souvenir de Portugal
Só Porque Somos Latinos
Perfume
Lobo do Mar
Versos de AmorMarcha do pião das nicas
História Linda
Cegonha
Quando As Nuvens Chorarem (com António Pinto Basto)
Produção de António Pinto Basto
Há uma referência verdadeiramente sentimental na escolha do genérico deste álbum - todo ele uma homenagem à memória do Carlos Paião.
CASA BRANCA é, ainda hoje, o nome de uma bonita vivenda de Tires, onde o Carlos partilhou com a Zaida os seus últimos anos de vida. Foi lá que ele foi feliz. Foi lá que ele compôs a maioria dos temas escolhidos para o álbum da DULCE GUIMARÃES.
Foi de lá que ele partiu em direcção ao acidente de 26 de Agosto de 1988.
Foi na CASA BRANCA que tomámos a inspiração para todo este disco e foi de lá também que se tiraram as fotografias da capa de um álbum que, para além de outras facetas, vem mais uma vez evidenciar o imenso talento do CARLOS PAIÃO."
Luís Arriaga
Produção de António Pinto Basto
![]() |
| Dulce Guimarães e António Pinto Basto - 1991 |
CASA BRANCA é, ainda hoje, o nome de uma bonita vivenda de Tires, onde o Carlos partilhou com a Zaida os seus últimos anos de vida. Foi lá que ele foi feliz. Foi lá que ele compôs a maioria dos temas escolhidos para o álbum da DULCE GUIMARÃES.
Foi de lá que ele partiu em direcção ao acidente de 26 de Agosto de 1988.
Foi na CASA BRANCA que tomámos a inspiração para todo este disco e foi de lá também que se tiraram as fotografias da capa de um álbum que, para além de outras facetas, vem mais uma vez evidenciar o imenso talento do CARLOS PAIÃO."
Luís Arriaga
![]() |
| capa da reedição em CD (2013) |
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Amália Rodrigues

O Senhor Extraterrestre/Amigo Brasileiro - Amália Rodrigues - (Máxi, EMI, 1982)
Mário Martins, um dos A&R da Valentim de Carvalho, leva à cantora algumas cassetes com canções de Carlos Paião, numa manobra desenhada para dar credibilidade ao compositor.
Amália escolheu 37 canções que foram retiradas das cassetes. Mário Martins anunciou à imprensa, no dia seguinte, que a fadista iria gravar algumas canções de Paião.
As gravações foram realizadas em 1981, ainda antes do compositor ter vencido o Festival RTP da Canção com o tema "Playback". Foram gravadas pelo menos três canções. Duas delas foram incluídas no maxi-single "O Senhor Extra-Terrestre" lançado no início de 2002.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Intervalo
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
As Canções de Carlos Paião

AS CANÇÕES DE CARLOS PAIÃO (EMI, 2006)
01. Trocas E Baldrocas - Cândida Branca Flor
02. A Canção Do Beijinho - Herman José
03. O Senhor Extraterrestre - Amália Rodrigues
04. Play-Back - Nonstop
05. Refilar Faz Mal À Vesícula, Mais O Diabo A Sete - Os Carrapatos
06. Quanto Mais Te Bato - Ana
07. Sol Maior - José Alberto Reis
08. Eles Foram Tão Longe - Lenita Gentil
09. A Gente Cresce, Cresce - Joel Branco
10. Tudo Acabou - Alexandra
11. Não Me Cantes Esse Fado - Nuno da Câmara Pereira
12. Eu Já Namoro - Pedro Couceiro
13. Ai Fadinho - José da Câmara
14. Ai Que Pena - Mísia
15. Estou Velho - Nuno da Câmara Pereira
16. Lá Longe Senhora - Dulce Guimarães
17. Fado Reguila - António Mourão
18. O Fado É Fixe - Vasco Rafael
19. Viver, viver (Chamar A Toda A Gente Meu Irmão) - Carlos Quintas
20. Bamos Lá, Cambada! - Herman José com Alexandra, Luís Represas, Dany Silva e Carlos Paião
FAIXA BÓNUS Cinderela - Carlos Paião
Em 2006 é editada uma compilação com alguns dos temas escritos para outros artistas e algumas versões dos seus temas.
resumo do disco: 14 colaborações; 4 versões (se considerarmos "Ai Fadinho" de José da Camara); 2 inéditos anteriormente gravados (Misia/José Alberto Reis) . Inclui também "Cinderela" que tinha sido a canção vencedora do concurso da RTP.
01. Trocas E Baldrocas - Cândida Branca Flor
02. A Canção Do Beijinho - Herman José
03. O Senhor Extraterrestre - Amália Rodrigues
04. Play-Back - Nonstop
05. Refilar Faz Mal À Vesícula, Mais O Diabo A Sete - Os Carrapatos
06. Quanto Mais Te Bato - Ana
07. Sol Maior - José Alberto Reis
08. Eles Foram Tão Longe - Lenita Gentil
09. A Gente Cresce, Cresce - Joel Branco
10. Tudo Acabou - Alexandra
11. Não Me Cantes Esse Fado - Nuno da Câmara Pereira
12. Eu Já Namoro - Pedro Couceiro
13. Ai Fadinho - José da Câmara
14. Ai Que Pena - Mísia
15. Estou Velho - Nuno da Câmara Pereira
16. Lá Longe Senhora - Dulce Guimarães
17. Fado Reguila - António Mourão
18. O Fado É Fixe - Vasco Rafael
19. Viver, viver (Chamar A Toda A Gente Meu Irmão) - Carlos Quintas
20. Bamos Lá, Cambada! - Herman José com Alexandra, Luís Represas, Dany Silva e Carlos Paião
FAIXA BÓNUS Cinderela - Carlos Paião
Em 2006 é editada uma compilação com alguns dos temas escritos para outros artistas e algumas versões dos seus temas.
resumo do disco: 14 colaborações; 4 versões (se considerarmos "Ai Fadinho" de José da Camara); 2 inéditos anteriormente gravados (Misia/José Alberto Reis) . Inclui também "Cinderela" que tinha sido a canção vencedora do concurso da RTP.
Informação constante do site da Rádio Renascença respeitante ao programa António Sala à conversa com João Gobern e Mário Martins sobre Carlos Paião:
Sábado, 25 de Novembro de 2006
Carlos Paião: Um programa para recordar um ícone dos anos 80 em Portugal!
25 anos depois de "Play-Back", António Sala convida o jornalista João Gobern e Mário Martins, que descobriu o músico, para recordar o enorme talento de um dos maiores ícones dos anos 80 em Portugal!
E de facto, nunca saberemos até onde poderia ter ido com o seu talento. Ele que soube, como ninguém, juntar às palavras a música. E, à música, a sua alegria de viver. “Play-Back”, “Pó de Arroz”, “Cinderela” são apenas alguns exemplos da sua criatividade.
Carlos Paião nasceu a 1 de Novembro de 1957 em Coimbra. Aos 5 anos começou a ter lições de acordeão e a partir daí a música nunca mais deixou de o acompanhar. Cresceu a tocar, a cantar e a compor.
A música acabou por se tornar o seu modo de vida, apesar de ter estudado para ser médico. A Medicina foi ficando sempre para trás. Em 1979, era ainda um desconhecido, tinha já guardados na gaveta cerca de 200 temas com possibilidades de vencer no mercado. O primeiro não demorou a ser editado. Chamava-se "Canção do Beijinho" e foi interpretado em 1980 por Herman José!
Romântico, bem-humorado, Carlos Paião só se tornou verdadeiramente popular com “Play-Back”, a canção que o levou ao Festival da Eurovisão em 1981. O single vendeu 80 mil exemplares e depressa se tornou nº1 do “Top” nacional.
Carlos Paião foi autor de muitos temas que outros celebrizaram. Eram dele a música “Bamos lá Cambada”, as canções de Tony Silva ou de Serafim Saudade! E não se limitou à canção. Eram da autoria de Carlos Paião muitos dos “gags” que Herman José celebrizou na TV. Para a Renascença escreveu muitas das "Bocas" do programa “Despertar”.
Em 1982 Amália gravou um maxi-single com dois temas de Paião: “O Senhor Extra-Terrestre” e “O Amigo Brasileiro”. Nicolau Breyner também cantou os seus poemas. Bem como Alexandra, Joel Branco, Dina, Trio Odemira, Carlos Quintas ou António Mourão.
Mas de todos, Cândida Branca Flor foi provavelmente a artista que mais cantou Carlos Paião.
Nos 25 anos de "Play-Back" a EMI decidiu lançar um CD com muitos desses artistas a interpretar essas músicas. Chama-se “As Canções de Carlos Paião”.
Paião morreu a 26 de Agosto de 1988, no dia seguinte ao incêndio do Chiado. Por incrível que pareça, das 500 canções que compôs ao longo da sua carreira, só 50 foram gravadas! E Carlos Paião morreu, ironicamente, um dia depois do grande incêndio ter destruído o arquivo histórico da EMI-Valentim de Carvalho que, como se sabe, foi a editora a que esteve sempre ligado.
Nos anos 80 não será de mais dizer que em Portugal toda a gente sabia cantar (ou pelo menos assobiar!), algum tema de Carlos Paião. É sem dúvida um ícone dessa década que merece a homenagem na Renascença.
Carlos Paião: Um programa para recordar um ícone dos anos 80 em Portugal!
25 anos depois de "Play-Back", António Sala convida o jornalista João Gobern e Mário Martins, que descobriu o músico, para recordar o enorme talento de um dos maiores ícones dos anos 80 em Portugal!
E de facto, nunca saberemos até onde poderia ter ido com o seu talento. Ele que soube, como ninguém, juntar às palavras a música. E, à música, a sua alegria de viver. “Play-Back”, “Pó de Arroz”, “Cinderela” são apenas alguns exemplos da sua criatividade.
Carlos Paião nasceu a 1 de Novembro de 1957 em Coimbra. Aos 5 anos começou a ter lições de acordeão e a partir daí a música nunca mais deixou de o acompanhar. Cresceu a tocar, a cantar e a compor.
A música acabou por se tornar o seu modo de vida, apesar de ter estudado para ser médico. A Medicina foi ficando sempre para trás. Em 1979, era ainda um desconhecido, tinha já guardados na gaveta cerca de 200 temas com possibilidades de vencer no mercado. O primeiro não demorou a ser editado. Chamava-se "Canção do Beijinho" e foi interpretado em 1980 por Herman José!
Romântico, bem-humorado, Carlos Paião só se tornou verdadeiramente popular com “Play-Back”, a canção que o levou ao Festival da Eurovisão em 1981. O single vendeu 80 mil exemplares e depressa se tornou nº1 do “Top” nacional.
Carlos Paião foi autor de muitos temas que outros celebrizaram. Eram dele a música “Bamos lá Cambada”, as canções de Tony Silva ou de Serafim Saudade! E não se limitou à canção. Eram da autoria de Carlos Paião muitos dos “gags” que Herman José celebrizou na TV. Para a Renascença escreveu muitas das "Bocas" do programa “Despertar”.
Em 1982 Amália gravou um maxi-single com dois temas de Paião: “O Senhor Extra-Terrestre” e “O Amigo Brasileiro”. Nicolau Breyner também cantou os seus poemas. Bem como Alexandra, Joel Branco, Dina, Trio Odemira, Carlos Quintas ou António Mourão.
Mas de todos, Cândida Branca Flor foi provavelmente a artista que mais cantou Carlos Paião.
Nos 25 anos de "Play-Back" a EMI decidiu lançar um CD com muitos desses artistas a interpretar essas músicas. Chama-se “As Canções de Carlos Paião”.
Paião morreu a 26 de Agosto de 1988, no dia seguinte ao incêndio do Chiado. Por incrível que pareça, das 500 canções que compôs ao longo da sua carreira, só 50 foram gravadas! E Carlos Paião morreu, ironicamente, um dia depois do grande incêndio ter destruído o arquivo histórico da EMI-Valentim de Carvalho que, como se sabe, foi a editora a que esteve sempre ligado.
Nos anos 80 não será de mais dizer que em Portugal toda a gente sabia cantar (ou pelo menos assobiar!), algum tema de Carlos Paião. É sem dúvida um ícone dessa década que merece a homenagem na Renascença.
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