quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Maria do Deserto


O SEU MUNDO

“A morte é a única certeza na vida. Contudo, quando ela chega deixa, nos que ficam, um profundo sentimento de espanto!”

Hobbies levados a sério

Natural de Penafiel, há mais de 40 anos que Maria do Deserto se dedica igualmente à pintura. Esta foi outra forma de expressar a sua arte. Uma forma que a escritora e fotojornalista admite ser um hobby mas que, nem por isso, é deixada de levar a sério. Já foram dezenas as exposições com a assinatura desta artista.

UMA INSPIRADORA PAIXÃO

MARIA DO DESERTO, ASSOCIADA E AUTORA DA BIOGRAFIA OFICIAL DE CARLOS PAIÃO

Fala com... e de paixão. Sobretudo, Maria do Deserto fala com a paixão de quem ama o que faz. De quem vê na arte uma das mais nobres formas de expressão, de comunicação... provavelmente até de sobrevivência. Quando a editora Literatura em Movimento a convidou para escrever a biografia oficial de Carlos Paião, o artista português autor de músicas tão carismáticas como "Pó de Arroz", "Cinderela" e "Play-Back", a multifacetada escritora abraçou logo o projecto.

É que apesar de pessoalmente não conhecer o artista, admite que sempre admirou o seu trabalho. As letras das músicas eram absolutamente fantásticas, sobretudo pela ligação que muitas vezes fazia ao universo infantil. Hoje, com a obra concluída, conta que passou a admirá-lo também enquanto ser humano.

A verdade é que 20 anos depois da sua trágica morte, em 1988, nenhuma biografia de Carlos Paião havia sido editada. E a responsabilidade de ser a primeira a fazê lo não inibiu Maria do Deserto, que abraçou o universo do cantor, indo ao encontro de familiares e amigos para a recolha de depoimentos. Não tive qualquer entrave na realização desta obra.

As pessoas que contactei foram extremamente solícitas participar. Desde a viúva aos pais, passando pelos amigos. Todos se disponibilizaram . A obra contém testemunhos de pessoas que se foram encontrando, ao longo do tempo, com Carlos Paião. Podemos assim encontrar familiares, amigos de infância e de profissão e pessoas relevantes no mundo artístico como António Sala, Ramón Galarza, Simone de Oliveira, Nicolau Breyner, Carlos Quintas, Pedro Couceiro, Pedro Calvinho, Henrique Feist, Olga Cardoso, Tozé Brito, Luís Andrade (RTP) Bagão Félix, Luís Filipe Aguiar, Lenita Gentil, Florência, Ana, Mara Abrantes, Peter Petersen, Luís Arriaga, Rui Nova, Herman José, Filipe La Féria, Rui de Carvalho ou Joel Branco. E porque assegura Maria do Deserto a escrita é um imenso mar de paixões e ambições que vale a pena viver , os projectos literários não vão parar por aqui. Apesar de não abrir totalmente a cortina, Maria do Deserto lá nos confessou ter vários projectos entre mãos, nomeadamente outra biografia, além de um livro para crianças, de resto a sua grande paixão.

Susana Marvão
REVISTA MONTEPIO 39, Outono de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Alexandra

Tudo Acabou - Alexandra

Passeio de Charrete/Pólvora (Single, Rossil)

Passeio de Charrete - autoria de António Rosa e Carlos Paião
Pólvora - autoria de Carlos Paião e António Sala

Nota: "Tudo Acabou" foi regravado por Fafa de Belém.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

José Alberto Reis


José Alberto Reis participou no Festival RTP da Canção de 1989 com uma composição de Carlos Paião ("Palavras Cruzadas") tendo ficado em 4º lugar.

Com outra das canções deixadas por Carlos Paião ("Sol Maior") representou Portugal num certame realizado em Xangai.

Notas: "Sol Maior" foi gravado em 1994, no disco "Alma Rebelde". Aparece também no disco de colaborações lançado em 2006; "Palavras Cruzadas" não chegou a ser gravado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sam The Kid


Playback (Instrumental) (Tributo a Carlos Paião)
Artista: Sam The Kid
Data: 2008
Editora: Farol


O tema faz parte do tributo editado pela Farol. Anteriormente já tinha sido referido por Sam The Kid que apreciava os Festivais da Canção e também o trabalho de Carlos Paião.

No tema "Juventude (é Mentalidade)" do disco "Pratica(mente)" aparece uma referência a Carlos Paião:

momento sem esperanças com motivação de reformado,a minha meta é trabalho e no meu ganhar mais,aki o fechado mas é achado noutros locais,assim a vida existe depois do caixão,ressureição estilo Carlos Paião,respiração, não concordes com recordes amanhã já não são, segue a intuição que não engana como algodão"

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Tributo a Carlos Paião

Tributo A Carlos Paião (CD, Farol, 2008)

01. Rui Veloso - Cinderela
02. Tiago Bettencourt e Mantha - Pó de Arroz
03. Donna Maria - Vinho do Porto
04. Filipa Cardoso & Fábia Rebordão - Cegonha
05. Pólo Norte - Eu não sou Poeta
06. Perfume - Versos de Amor
07. Balla - Não há duas sem três
08. MESA - Senhor Extraterrestre
09. Loto - Telefonia
10. M.A.U. - Ga-gago
11. Sam The Kid - Playback (Instrumental)
12. 4Taste - Playback
13. Oioai - Discoteca

Tributo

Spot

Paião revisitado 20 anos depois da sua morte

Para assinalar 20 anos sobre a morte de Carlos Paião, é editado um tributo ao cantor dos anos 80, onde 13 artistas da nova geração - como Tiago Bettencourt, Donna Maria ou Mesa - prestam homenagem ao compositor de Playback. As únicas excepções são as presenças de Rui Veloso e Pólo Norte.

Carlos Paião morreu a 26 de Agosto de 1988, vítima de um acidente de viação, tinha apenas 30 anos. Mas o seu legado tornou-se um dos mais importantes para a música pop nacional, mesmo que a sua carreira tenha sido bastante breve. "É um músico que ficou no imaginário popular", referiu Rui Veloso ao DN, que em Tributo a Carlos Paião fez uma versão do muito conhecido Cinderela. O músico contou como conheceu Paião: "estava ele na Valentim de Carvalho, a tocar piano, sendo que assinámos contrato curiosamente na mesma altura".

Ao DN David Benasulim, A&R da editora e um dos responsáveis por este projecto, referiu que "a estratégia para este disco" foi "buscar sangue novo aos vários quadrantes da música nacional e a partir daí construir algo harmonioso, respeitando sempre o repertório de Carlos Paião". E ao longo dos treze temas que preenchem este tributo poderão ouvir-se artistas de hip hop, de fado, de punk, da electrónica até à pop/rock mais convencional.

O eclectismo de Carlos Paião foi uma das características apontadas por Miguel Majer, membro dos Donna Maria, que reinterpretaram Vinho do Porto. "A criatividade dele era muito forte, navegava em várias águas, em vários estilos. Foi mesmo um excelente letrista e compositor", referiu o músico.

David Benasulim confessou mesmo que esta compilação vem "reflectir o espírito ousado e brincalhão de Carlos Paião".

No tributo tanto estão presentes os temas de maior sucesso do compositor, como por exemplo Cinderela, Pó de Arroz ou Playback, como outros que o músico compôs para vozes alheias. É disso exemplo O Senhor Extra-Terrestre, que foi interpretado originalmente por Amália Rodrigues e que agora foi recriado pelos Mesa.

JOÃO MOÇO/Diário de Notícias, 30/09/2008