Parece que é Bruxo - Rodrigo (Single, Rádio Triunfo, 1983)
(LP, Polygram, 1986) Salada de Alface
Parece que é Bruxo
Salada de Alface
(ambos os temas são da autoria de Carlos Paião e António Tavares Teles)
imagem
Nota: na Biografia de NGP refere-se um tema não encontrado de Rodrigo ("Alfacinha")
domingo, 4 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Entrevista a Nuno Gonçalo da Paula
"Carlos Paião é uma figura muito querida"
O aveirense Nuno Gonçalo da Paula, não se assume como escritor, mas já tem dois livros publicados, o primeiro sobre o compositor Nóbrega e Sousa (Aveiro, 1913 – Lisboa, 2001), o segundo, “Intervalo”, sobre Carlos Paião. O músico de Ílhavo mostra que “mais vale um caminho difícil mas de acordo com os nossos princípios e real valor do que andar ao sabor do vento e das modas”, afirma o biógrafo.
CORREIO DO VOUGA - No dia 5 de Novembro foi lançado em Lisboa “Intervalo”, a biografia de Carlos Paião (1957-1988). Como tem sido a recepção desta obra?
NUNO GONÇALO DA PAULA - Tem sido bastante positiva, quer da parte do público quer da comunicação social. Carlos Paião é uma figura muito querida. Há uma empatia com o seu nome e a sua memória por parte de toda a gente, e grande audiência aos programas de televisão onde o livro foi pré-lançado com a presença de familiares, amigos e colegas de Carlos Paião e de mim próprio, que ajudam a aguçar a curiosidade do público em relação à obra.
CDV - Porque decidiu escrever sobre Carlos Paião?
NGP - Da música portuguesa dos anos oitenta, apenas duas personalidades me chamaram fortemente à atenção: António Variações e Carlos Paião. O primeiro, mais até do que fenómeno musical, será um fenómeno estético e de mutação de mentalidades. Já Carlos Paião é nitidamente um caso musical, de grande qualidade e excelência na ligação que faz com a música e a palavra, e também entre a música ligeira portuguesa e a nova música. Pela admiração que tenho pelo artista e pelo respeito que nutro pelo lado humano de Carlos Paião, pensei em investigar a sua obra e traçar os aspectos mais importantes da sua vida.
CDV - O seu trabalho conta com depoimentos de muitas personalidades, principalmente ligadas à música, porque Carlos Paião era, como disse, querido no mundo do espectáculo?
NGP - Muitíssimo, mas não só na música. Tive o privilégio de ver o livro prefaciado pela Dr.ª Maria Barroso, sugerido pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa e apresentado pelo jornalista Joaquim Letria. Mas, de facto, na música, era muito querido por muitos, desde a Amália Rodrigues, passando por Herman José, a Florbela Queiroz, Raul Solnado, Nicolau Breyner... Tanta gente... Sobretudo há o lado humano e solidário que ressalta em todos eles e a admiração por um colega que, em dez anos de actividade profissional, escreveu belíssimas canções, interpretadas por si, e também muitas outras espalhadas por vários artistas com generosidade e atenção em dar a canção que poderia valorizar a voz de cada um.
CDV - Quando se escreve a biografia de alguém, por vezes os biógrafos tornam-se íntimos dos biografados, mesmo que os separe muito tempo. Isso aconteceu consigo?
NGP - Há uma fácil identificação com Carlos Paião. Ele morreu com mais três anos de vida à idade que tenho hoje, o que evidencia ainda mais admiração por ele. Em muitas ocasiões tracei um paralelo com as suas inquietações e lutas sem sucesso à vista. Principalmente fez solidificar a ideia de que mais vale um caminho difícil mas de acordo com os nossos princípios e real valor do que andar ao sabor do vento e das modas.
CDV - Do que gostou mais de descobrir?
NGP - Quando me desloquei a casa da viúva de Carlos Paião, pedi para que ela me mostrasse alguns manuscritos, que sabia existirem, com as letras das canções que ele foi escrevendo. Fui surpreendido ao ver uma gaveta enorme repleta de papéis escritos à mão e dactilografados. Carlos Paião tinha sobretudo as suas canções na cabeça e sempre a fervilhar na ideia frases e compassos, daí a facilidade em compor. O aparentemente fácil pressupõe um árduo trabalho interior. Deparei-me então com essa gaveta, e alguns dos poemas que lá encontrei estão reproduzidos “fac-simile” no livro. Nesse aspecto, chamo a atenção para alguns inéditos que apresento, particularmente um que Amália gravou e ainda hoje a Valentim de Carvalho espantosamente conserva sem publicitar.
CDV - Qual a maior dificuldade na investigação da vida deste cantor?
NGP - Não tive dificuldades de maior. Se pensar que no livro anterior, tive as décadas de 1930 e 1940 com três ou quatro notícias, e a vida artística de Carlos Paião concentra-se em dez anos, muito bem documentados com dezenas de entrevistas que foi concedendo e artigos vários, tive bastante sorte. A dificuldade, mas também o fascínio, foi recolher toda a discografia dele, quer em nome próprio quer como autor. Faltam-me três discos para a completar. Quem sabe um dia...
CDV - Escreveu uma biografia de Nóbrega e Sousa, “Música no Coração”, e agora esta sobre Carlos Paião. Assume-se como biógrafo de cantores?
NGP - Nem escritor me assumo... Fernando Pessoa publicou um livro em vida, eu já publiquei dois, portanto, nem iria pela parte do ser biógrafo ou escritor, não serei nada disso. Apenas me proponho a contar a vida de pessoas que admiro com o máximo de rigor e pesquisa, querendo suscitar o interesse de quem possa ler e também chamar à atenção para alguns aspectos até então pouco referidos nas suas carreiras.
CDV - Tem resultados da venda da biografia de Nóbrega e Sousa? E de “Intervalo”?
NGP - Sim. A de Nóbrega e Sousa tem a primeira edição quase esgotada. Quanto a “Intervalo”, pela reacção que me chega de várias pessoas que compraram o livro e o ofereceram, também me parece que as vendas se encaminham bem. Porém, a cultura é sempre a primeira a sofrer quando há cortes a fazer na bolsa das pessoas, embora estes livros estejam, creio eu, a preços acessíveis, dezasseis e dezoito euros.
CDV - Tem algum projecto em carteira?
NGP - Gostava de fazer outros trabalhos, não só ao nível da música mas também de personalidades fora dela. Será uma questão de tempo, de disponibilidade e interesse dos familiares dos biografados e de sorte.
Entrevista conduzida por Jorge Pires Ferreira
Correio do Vouga, 16/11/2011
Na obra, Nuno Gonçalo da Paula apresenta testemunhos de personalidades que contactaram com o artista, como António Pinto Basto, António Sala, Carlos Castro, David Ferreira, Dulce Guimarães, Eládio Clímaco, Florbela Queiroz, Herman José, Joaquim Letria, Maria de Lourdes Resende, Mário Zambujal, Mísia, Nuno Artur Silva, Paulo de Carvalho, Rámon Galarza, Raul Solnado, Rodrigo ou Tonicha, entre outros. São ainda apresentadas diversas fotografias do espólio particular dos pais e da mulher ou imagens e textos inéditos. (DA)
O aveirense Nuno Gonçalo da Paula, não se assume como escritor, mas já tem dois livros publicados, o primeiro sobre o compositor Nóbrega e Sousa (Aveiro, 1913 – Lisboa, 2001), o segundo, “Intervalo”, sobre Carlos Paião. O músico de Ílhavo mostra que “mais vale um caminho difícil mas de acordo com os nossos princípios e real valor do que andar ao sabor do vento e das modas”, afirma o biógrafo.
CORREIO DO VOUGA - No dia 5 de Novembro foi lançado em Lisboa “Intervalo”, a biografia de Carlos Paião (1957-1988). Como tem sido a recepção desta obra?
NUNO GONÇALO DA PAULA - Tem sido bastante positiva, quer da parte do público quer da comunicação social. Carlos Paião é uma figura muito querida. Há uma empatia com o seu nome e a sua memória por parte de toda a gente, e grande audiência aos programas de televisão onde o livro foi pré-lançado com a presença de familiares, amigos e colegas de Carlos Paião e de mim próprio, que ajudam a aguçar a curiosidade do público em relação à obra.
CDV - Porque decidiu escrever sobre Carlos Paião?
NGP - Da música portuguesa dos anos oitenta, apenas duas personalidades me chamaram fortemente à atenção: António Variações e Carlos Paião. O primeiro, mais até do que fenómeno musical, será um fenómeno estético e de mutação de mentalidades. Já Carlos Paião é nitidamente um caso musical, de grande qualidade e excelência na ligação que faz com a música e a palavra, e também entre a música ligeira portuguesa e a nova música. Pela admiração que tenho pelo artista e pelo respeito que nutro pelo lado humano de Carlos Paião, pensei em investigar a sua obra e traçar os aspectos mais importantes da sua vida.
CDV - O seu trabalho conta com depoimentos de muitas personalidades, principalmente ligadas à música, porque Carlos Paião era, como disse, querido no mundo do espectáculo?
NGP - Muitíssimo, mas não só na música. Tive o privilégio de ver o livro prefaciado pela Dr.ª Maria Barroso, sugerido pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa e apresentado pelo jornalista Joaquim Letria. Mas, de facto, na música, era muito querido por muitos, desde a Amália Rodrigues, passando por Herman José, a Florbela Queiroz, Raul Solnado, Nicolau Breyner... Tanta gente... Sobretudo há o lado humano e solidário que ressalta em todos eles e a admiração por um colega que, em dez anos de actividade profissional, escreveu belíssimas canções, interpretadas por si, e também muitas outras espalhadas por vários artistas com generosidade e atenção em dar a canção que poderia valorizar a voz de cada um.
CDV - Quando se escreve a biografia de alguém, por vezes os biógrafos tornam-se íntimos dos biografados, mesmo que os separe muito tempo. Isso aconteceu consigo?
NGP - Há uma fácil identificação com Carlos Paião. Ele morreu com mais três anos de vida à idade que tenho hoje, o que evidencia ainda mais admiração por ele. Em muitas ocasiões tracei um paralelo com as suas inquietações e lutas sem sucesso à vista. Principalmente fez solidificar a ideia de que mais vale um caminho difícil mas de acordo com os nossos princípios e real valor do que andar ao sabor do vento e das modas.
CDV - Do que gostou mais de descobrir?
NGP - Quando me desloquei a casa da viúva de Carlos Paião, pedi para que ela me mostrasse alguns manuscritos, que sabia existirem, com as letras das canções que ele foi escrevendo. Fui surpreendido ao ver uma gaveta enorme repleta de papéis escritos à mão e dactilografados. Carlos Paião tinha sobretudo as suas canções na cabeça e sempre a fervilhar na ideia frases e compassos, daí a facilidade em compor. O aparentemente fácil pressupõe um árduo trabalho interior. Deparei-me então com essa gaveta, e alguns dos poemas que lá encontrei estão reproduzidos “fac-simile” no livro. Nesse aspecto, chamo a atenção para alguns inéditos que apresento, particularmente um que Amália gravou e ainda hoje a Valentim de Carvalho espantosamente conserva sem publicitar.
CDV - Qual a maior dificuldade na investigação da vida deste cantor?
NGP - Não tive dificuldades de maior. Se pensar que no livro anterior, tive as décadas de 1930 e 1940 com três ou quatro notícias, e a vida artística de Carlos Paião concentra-se em dez anos, muito bem documentados com dezenas de entrevistas que foi concedendo e artigos vários, tive bastante sorte. A dificuldade, mas também o fascínio, foi recolher toda a discografia dele, quer em nome próprio quer como autor. Faltam-me três discos para a completar. Quem sabe um dia...
CDV - Escreveu uma biografia de Nóbrega e Sousa, “Música no Coração”, e agora esta sobre Carlos Paião. Assume-se como biógrafo de cantores?
NGP - Nem escritor me assumo... Fernando Pessoa publicou um livro em vida, eu já publiquei dois, portanto, nem iria pela parte do ser biógrafo ou escritor, não serei nada disso. Apenas me proponho a contar a vida de pessoas que admiro com o máximo de rigor e pesquisa, querendo suscitar o interesse de quem possa ler e também chamar à atenção para alguns aspectos até então pouco referidos nas suas carreiras.
CDV - Tem resultados da venda da biografia de Nóbrega e Sousa? E de “Intervalo”?
NGP - Sim. A de Nóbrega e Sousa tem a primeira edição quase esgotada. Quanto a “Intervalo”, pela reacção que me chega de várias pessoas que compraram o livro e o ofereceram, também me parece que as vendas se encaminham bem. Porém, a cultura é sempre a primeira a sofrer quando há cortes a fazer na bolsa das pessoas, embora estes livros estejam, creio eu, a preços acessíveis, dezasseis e dezoito euros.
CDV - Tem algum projecto em carteira?
NGP - Gostava de fazer outros trabalhos, não só ao nível da música mas também de personalidades fora dela. Será uma questão de tempo, de disponibilidade e interesse dos familiares dos biografados e de sorte.
Entrevista conduzida por Jorge Pires Ferreira
Correio do Vouga, 16/11/2011
Na obra, Nuno Gonçalo da Paula apresenta testemunhos de personalidades que contactaram com o artista, como António Pinto Basto, António Sala, Carlos Castro, David Ferreira, Dulce Guimarães, Eládio Clímaco, Florbela Queiroz, Herman José, Joaquim Letria, Maria de Lourdes Resende, Mário Zambujal, Mísia, Nuno Artur Silva, Paulo de Carvalho, Rámon Galarza, Raul Solnado, Rodrigo ou Tonicha, entre outros. São ainda apresentadas diversas fotografias do espólio particular dos pais e da mulher ou imagens e textos inéditos. (DA)
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Candida Branca Flôr


Trocas Baldrocas/A Prima da Pantera Cor de Rosa - Cândida Branca Flor - (Singles, Nova, 1982)
Gira-Discos/A Nossa Serenata - Cândida Branca Flor - (Single, CBS, 1982)
Vinho do Porto (Vinho de Portugal) (Single, EMI, 1983)
Cristo-Rei/Domingos de Sol (Single, CBS, 1983)
Colaborou ainda na recolha e produção dos discos "As Cantigas da Minha Escola" e "Cantigas da Nossa Terra".
Carlos Paião interpretou em dueto o tema "Vinho do Porto (Vinho de Portugal)"
Gira-Discos/A Nossa Serenata - Cândida Branca Flor - (Single, CBS, 1982)
Vinho do Porto (Vinho de Portugal) (Single, EMI, 1983)
Cristo-Rei/Domingos de Sol (Single, CBS, 1983)
Colaborou ainda na recolha e produção dos discos "As Cantigas da Minha Escola" e "Cantigas da Nossa Terra".
Carlos Paião interpretou em dueto o tema "Vinho do Porto (Vinho de Portugal)"
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No fim dos anos 70, Emanuel Rosado e Cândida encontram Carlos Paião numa festa. Entre os que povoaram e marcaram a vida de Cândida, poucos tiveram o peso de Paião, que compôs propositadamente para ela. "O Paião era uma pessoa muito generosa, uma humildade e uma simplicidade ímpares", afirma o ex-marido.
Em 1979, Cândida concorre ao Festival da Canção com "Trocas e Baldrocas", de Paião e em 1982, volta à carga com quatro temas o autor. "Eu pedia-lhe coisas simples, 'orelhudas' e ele fazia", recorda Emanuel Rosado. Em 1983, concorre novamente e canta com Paião o tema "Vinho do Porto".
Em meados dos anos 80, o casal começa a sonhar em aplicar o dinheiro ganho, primeiro num terreno onde construiriam vivendas geminadas com Paião, depois na Casa do Painho, nas Caldas da Rainha, que adquirem em 1986.
O ritmo intenso de trabalho provoca os primeiros desgastes. Em 1988, com 31 anos, Paião falece num absurdo desastre na estrada, a caminho de um espectáculo, o que afecta bastante Cândida. A relação desgasta-se, a falta de filhos parece contribuir.
Extracto do artigo "A Vida de Cândida Branca Flor" Por NUNO FERREIRA / Público, 23/07/2001
(...) falamos agora do seu mais recente trabalho discográfico, "As Cantigas da Minha Escola", um álbum feito a pensar nas crianças. Trata-se de um conjunto de cantigas que todos costumávamos cantar, avós e pais, e que os nossos filhos continuarão a cantar. Fizemos uma recolha muito cuidadosa nos infantários, eu e o Carlos Paião. No fundo, é uma rapsódia, com um refrão que serve de elo de ligação entre as várias canções.
Que se preparem, portanto, miúdos e graúdos, porque vamos ter ai na «berra» o "Atirei o Pau ao Gato" e o "Jardim da Celeste", para lembrar tempos de infância e ajudar os mais novos a criar uma memória musical.
Entrevista de Maria João Lourenço TV Guia - Dezembro 1985
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colaborações,
Colabx - Candida Branca Flor,
festivais
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Vinho do Porto
imagem: http://cronicasdeeurofestivais.blogspot.com/2011/09/terulias-eurovisivas-quarta-capa.html
Primeiro a serra semeada terra a terra
Nas vertentes da promessa
Nas vertentes da promessa
Depois o verde que se ganha ou que se perde
Quando a chuva cai depressa
Quando a chuva cai depressa
E nasce o fruto quantas vezes diminuto
Como as uvas da alegria
Como as uvas da alegria
E na vindima vão as cestas até cima
Com o pão de cada dia
Com o pão de cada dia
Suor do rosto pra pisar e ver o mosto
Nos lagares do bom caminho
Nos lagares do bom caminho
Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado
Generoso como o vinho
Generoso como o vinho
E pelo rio vai dourado o nosso brio
Nos rabelos duma vida
Nos rabelos duma vida
E para o mundo vão garrafas cá do fundo
De uma gente envaidecida
De uma gente envaidecida
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o nosso mar
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o desconforto
Para o que anda torto
Neste navegar
Por isso há festa não há gente como esta
Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão
Vem a fanfarra e os míudos, a algazarra
Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão
E são atletas, corredores de bicicletas
E palavras indiscretas na boca de algum rapaz
E as barracas mais os cortes nas casacas
Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz
Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice
Alicerce da amizade em Portugal
É o conforto de um amor tomado aos tragos
Que trazemos por vontade em Portugal
Se nós quisermos entornar a pequenez
Se nós soubermos ser amigos desta vez
Não há champanhe que nos ganhe
Nem ninguém que nos apanhe
Porque o vinho é português
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Mariette Pessanha
Mariette Pessanha gravou "Fadinho do Turista" da autoria de Carlos Paião.
http://mapessanha.blogspot.com/2008/07/mariete-pessanha-maria-madalena.html
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