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segunda-feira, 4 de março de 2013

Letra e Música - 25 Anos Depois

10 anos depois a EMI está a relançar a compilação de 2003 com um novo nome e uma nova capa. A compilação inclui trinta e sete temas da carreira de Carlos Paião.

É a compilação que melhor representa a carreira de Carlos Paião. No disco 1 inclui "as rápidas" e no disco 2 "as lentas". São 18 temas editados em formato single, 7 temas de "Algarismos", 10 temas de "intervalo" (o disco na sua totalidade), 1 tema com Herman José (Serafim Saudade) e o inedito "Caminhar".


O Carlos Paião tinha tanto talento, tanto talento, que ainda hoje, vinte cinco anos depois de nos ter deixado, nos confunde ele não ter sabido administrar melhor esse extraordinário dom. Com menos talento podia ter feito um grande álbum (que nunca fez), daqueles que marcam, que definem para sempre um ‘antes’ e um ‘depois’. Podia ter sido revolucionário – mas não era coisa que lhe interessasse. Podia ter concentrado a sua atenção em construir ‘um som’, tão inesperado como as soluções que encontrava para as suas canções – mas preferiu deixar correr o marfim. Podia ter entrado directo para a ‘História’ com ‘h’ grande – mas parecia não ligar muito para esse ‘número’, talvez porque receasse encontrá-lo ‘ocupado’. E nem tinha muito ‘ar de Artista’: nem pose, nem extravagância, nem aparente paixão - ‘…eu não sou poeta, nunca fui um grande sofredor…’. Talento à parte, o Carlos não tinha sinais exteriores de talento… 

“Letra e Música – 25 anos depois” reúne o melhor lote de canções que Carlos Paião, compôs e interpretou ao longo da sua (curta) carreira a que se junta o inédito “Caminhar” com que se fecha esta colectânea.


sábado, 16 de maio de 2009

Letra e Música: 15 anos depois


Letra e Música: 15 anos depois (Compilação, EMI, 2003)

CD 1

01. Play-Back
02. Souvenir De Portugal
03. Ga-Gago
04. Zero-a-Zero
05. Marcha Do "Pião Das Nicas"
06. Meia -Duzia
07. Telefonia Nas Ondas Do Ar
08. Tenho Um Escudo A Minha Frente
09. Não Há duas Sem Três
10. Prás Sogras Que Encontrei na Vida
11. Refilar Faz Mal à Vesícula, Mais o Diabo a Sete
12. Quatro Maços (É Só Tabaco)
13. O Foguete
14. Vinho do Porto (Vinho De Portugal)
15. Eu Não Sou Poeta
16. Cinderela
17. Lá Longe Senhora
18. Só Porque Somos Latinos
19. Perfume
20. Muito Mais

CD 2

01. Pó De Arroz
02. Discoteca
03. Quando as Nuvens Chorarem
04. Versos De Amor
05. Mar De Rosas
06. A Razão
07. Cegonha
08. Os Namorados
09. História Linda
10. Caiu Redonda no Chão
11. Canção dos Cinco Dedos
12. Arco Íris
13. Lobo do Mar
14. Intervalo
15. Bailarina (Nunca te Direi)
16. De Mão em Mão
17. Caminhar

Imagens/Design: Transglobal

Redescobrir Carlos Paião em duplo CD a lançar segunda-feira

"Redescobrir Carlos Paião" 15 anos após a sua morte é a proposta da EMI-Valentim de Carvalho, que lança segunda-feira um duplo-CD com 37 temas da autoria do cantor, entre eles um inédito.

"A ideia não é um vulgar 'best of`, mas antes chamar a atenção para o tamanho do talento do Carlos Paião", disse à Lusa David Ferreira, da EMI-VC.

O duplo CD "é praticamente a integral do Paião", incluindo o inédito "Caminhar" - "uma espécie de apontamento áudio, isto é, o Carlos tinha uma ideia para uma canção e registava-a de imediato".

Os projectos da editora, que faz uma aposta forte no lançamento deste duplo CD, passam ainda pela gravação de temas do cantor por artistas portugueses."Não no sentido de um tributo a... Mas que nos seus CD a lançar este ano incluam um ou outro tema do Paião, que têm uma actualidade musical extraordinária", esclareceu David Ferreira. A proposta da editora "é que as pessoas redescubram a obra do Carlos".

O nome de Carlos Paião saltou para a ribalta da cena musical portuguesa em 1981 com o tema "Souvenir de Portugal" (incluído neste duplo CD), após o que, nesse mesmo ano, venceu o festival RTP da canção com "Play Back". No ano anterior a sua interpretação de "Amigos voltei" não impressionara o júri do Festival RTP.

"Play Back" obteve o 14º lugar no Festival da Eurovisão e vendeu em Portugal 80.000 cópias.

A ligação de Carlos Paião à EMI-VC deve-se "ao ouvido atento do [produtor discográfico] Mário Martins", que, ao escutar a terceira maquete que Paião enviou à editora, "achou que (...) não era apenas um tipo com piada".

David Ferreira sublinhou "o talento maior de Carlos Paião, por vezes subtil, mas sempre incisivo, e o casamento perfeito entre palavras e música que as suas canções demonstram".

Carlos Paião, "apesar de não saber escrever música, foi um génio para inventar", disse à Lusa Mário Martins, que produziu a maioria dos seus discos.

"O Paião tinha um talento único, de uma imaginação sem limites, capaz de escrever tanto canções mais sérias como

bem-humoradas. O seu senso de humor era em tudo idêntico ao de Alberto Janes", rematou, referindo-se ao autor de "Oiça lá ó senhor Vinho" e "A casa da Mariquinhas".

Mário Martins lembrou ainda que, por sua iniciativa, Amália Rodrigues ouviu uma cassete com temas de Carlos Paião. "Gostou tanto que quis logo gravar alguns deles, eu divulguei isso na imprensa e o nome dele rapidamente saltou".

De Carlos Paião, Amália Rodrigues gravou "Senhor Extraterreste" em 1982.

LUSA

O HOMEM DO PÓ-DE-ARROZ

Tendo Carlos Paião desaparecido há 15 anos, há uma geração ou duas, que nunca privou de perto com aquele que é, seguramente, um dos mais admiráveis, talentosos e divertidos compositores, sem pretensão a ser artista, da música portuguesa. Por isso

nunca nos vamos referir a ele nesses termos. Ele não era artista, nem era poeta, como gostava de referir.

Escreve David Ferreira, na nota introdutória do disco "Carlos Paião Letra e Música 15 anos depois", que hoje chega ao mercado nacional, que Paião "podia ter sido revolucionário, mas não era coisa que lhe interessasse".

PÁGINA DE OURO

E a brincar a brincar, sobretudo com as palavras, Carlos Paião escreveu uma página de ouro na música pop portuguesa e algumas das mais conhecidas canções da música nacional, algumas delas mais populares do que o próprio hino-nacional. E é fácil perceber porquê!

"Pedia-se-lhe à sexta um hino não-oficial para a selecção e à segunda vinha o 'Bamos lá Cambada' (...) Faltava-nos um lado B para o "Play-back" e dava-nos (só) o 'Pó-de-Arroz'", escreve o administrador da editora Emi-Valentim de Carvalho.

À data da sua morte, a 26 de Agosto de 1988, Carlos Paião deixou 500 canções escritas, das quais apenas perto de 50 foram gravadas. Cada uma delas é o espelho de um homem que gostava de fazer rimas e trocar-lhes as voltas, versar o simples e provocar o riso. “Meia-dúzia/Fui sair co’uma medúsia/ Fomos comer carcanhóis/ Pevidinhas e termóis/Regadinhos com tin tóis/Que eu não vou em futebóis (...) Ela pediu-me: hás-de compôr uma canção chamada Meia-Dúzia e eu... compuse-a”, canta no tema “Meia-Dúzia”.

“Eu defendo que o difícil é trabalhar o simples sem dar cabo dele. Complicar e baralhar é bastante mais fácil”, dizia Carlos Paião.

Miguel Azevedo / CM 31/03/2003

Agradecemos à Maria a sua sugestão para uma reedição do primeiro LP de Carlos Paião, Algarismos. Como deve ter reparado, a Som Livre editou há pouco tempo uma compilação deste artista. Qualquer lançamento mais abrangente terá de ser feito em parceria com a EMI Music, que detém as gravações do artista posteriores a 1983 (incluindo singles como "Discoteca" e o segundo LP, "Intervalo") e que lançou há alguns anos aquela que julgamos ser a "edição definitiva" deste artista, o CD duplo "Letra e Música - 15 Anos Depois".

Do Tempo do Vinil 21/01/2008

É a compilação (2 discos) que representa melhor a carreira de Carlos Paião. No disco 1 inclui "as rápidas" e no disco 2 "as lentas". Inclui 18 temas editados em formato single, 7 temas de "Algarismos", 10 temas de "intervalo" (o disco na sua totalidade), 1 tema com Herman José (Serafim Saudade) e o inedito "Caminhar".

Outras Compilações :

Cantigas da Telefonia 1981-1983 (1983) [Carlos Paião/Candida Branca Flor]
O Melhor de Carlos Paião (Compilação, EMI, 1985)
O Melhor de Carlos Paião (Compilação, EMI, 1991) 2CD
Os Singles (Compilação, EMI, 1993) caixa Carlos Paião (3cd)
Pó de Arroz - Colecção Caravela (Compilação, EMI, 1996)
Cinderela - Colecção Caravela (Compilação, EMI, 1997)
Play-Back - Colecção Caravelas (Compilação, EMI, 2004)
Perfil (Compilação, Som Livre, 2007)
Grandes Êxitos ()

A compilação "Perfil", lançada em 2007, inclui apenas canções até 1983 (8 temas de singles e 6 temas do álbum "Algarismos").

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Os Singles



Em 1993 foi lançada uma caixa com três álbuns de Carlos Paião. Os dois discos de originais e uma compilação com todos os singles de Carlos Paião.

O disco contém 18 temas.

- Souvenir de Portugal
- Eu não sou poeta
- Ga-gago
- Play-back
- Pó de arroz
- Marcha do Pião-das-Nicas
- Telefonia (nas ondas do mar)
- Vinho do Porto (Vinho de Portugal)
- O foguete
- Discoteca
- Cinderela
- A razão
- Tenho um escudo à minha frente
- Versos de amor
- Lobo do mar
- Arco-Irís
- Cegonha
- Lá longe, senhora

http://fonoteca.cm-lisboa.pt/cgi-bin/info3.pl?4565&CD&0

Lançamentos em formato single:

"Souvenir" de Portugal / Eu Não Sou Poeta (Single, EMI, 1981) EMI 11C 006-40545 F
Play-Back (Single, EMI, 1981) EMI 11C 006-40547 F
Playback / Playback (versão inglesa) (Single, EMI, 1981) 1 VCS 1000
Pó de Arroz / Ga-Gago (Single, EMI, 1981) EMI 11C 008-40571
Marcha do "Pião-das-Nicas" /Telefonia (Nas Ondas do Ar) (Single, EMI, 1982) EMI 11C-008-40598

Meia Dúzia / Zero a Zero (Single, EMI, 1982)/ EMI 11C 008-40601

Vinho do Porto, Vinho de Portugal / Inst. (Single, EMI, 1983) [com Cândida Branca-Flôr] 1VCS 1040
O Foguete / Inst. (Single, 1983) [com António Sala e Luís Arriaga] EMI 1775027
Discoteca / Tenho Um Escudo À Minha Frente (Single, EMI, 1984) EMI 1775187
Cinderela / A Razão (Single, EMI, 1984) EMI 1775387
Versos de Amor / Os Namorados (Single, EMI, 1985) EMI 2006567
Arco Íris / Lobo do Mar (Single, EMI, 1985) EMI 1775747
Cegonha / Lá Longe, Senhora (Single, EMI, 986) EMI 1776097

Quando as Nuvens Chorarem / Perfume (Single, EMI, 1988) EMI 1776677

2+1+2+2+1+1+2+2+1+2+2