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quarta-feira, 5 de julho de 2023

Amigos, Eu Voltei

O Festival da Canção de 1980 teve três semifinais mas a RTP não tem gravações dessas emissões. Por isso não eram conhecidas várias das canções concorrentes. Recentemente foram colocadas no youtube as versões audio de cada uma  dessas canções. Foi assim possível ouvir o tema "Amigos, Eu Voltei" com que Carlos Paião se estreou, ainda em 1980, no Festival da Canção da RTP.

Apenas era conhecida a versão que Alexandra Cruz gravou em 1993.    



Canção nº 20

Título - Amigos, Eu Voltei

Intérprete - Carlos Paião

Classificação - 6º lugar - 9 pontos

Não foi finalista



CANÇÃO Nº 20

TÍTULO: AMIGOS EU VOLTEI

INTÉRPRETE: CARLOS PAIÃO

MÚSICA: CARLOS PAIÃO

LETRA: CARLOS PAIÃO

ORQUESTRAÇÃO: MIKE SERGEANT

DIR. DE ORQUESTRA: JORGE MACHADO

Letra:

(Da ram da da ram…)

(Du ru ru…)


Voltei à casa que deixei

Às gentes que lembrei

Enquanto ganhei longe o pão

Tudo o que aprendi

Foi este amor por ti

Ó terra tão distante

Que eu jamais esqueci


Voltei, amigos, eu voltei

E muito trabalhei

Para poder voltar assim

Mas não há dinheiro

Que nos pare a dor

De andar por longes terras

Sem sabermos de amor

Voltei


Por fim, eu voltei

Aos amores que deixei

No meu velho país

Nesta terra feliz

Eu voltei para a gente

Mais quente que diz

Que partir é morrer

Mas voltar é vencer


Voltei e é tudo o que hoje sei

Que importa se chorei

Nunca mais vou ter de partir

Ai, ó terra minha

Vais me perdoar

Se eu te abandonei

Não foi por não te amar

Voltei


Por fim, eu voltei

Aos amores que deixei

No meu velho país

Nesta terra feliz

Eu voltei para a gente

Mais quente que diz

Que partir é morrer

Mas voltar é vencer


E agora, voltei

Aos amores que deixei

No meu velho país

Nesta terra feliz


Eu voltei (Por fim, eu voltei aos amores que deixei)

Eu voltei (No meu velho país, nesta terra feliz)

Eu esperei (E agora, voltei aos amores que deixei)

Só eu sei (No meu velho país, nesta terra feliz)

Maѕ voltei (Voltei)


La la la…


E agora já voltei (la la lа…)

https://eurovisionworld.com/national/portugal/festival-da-cancao-1980/carlos-paiao-amigos-eu-voltei

VOLTEI

À CASA QUE DEIXEI,

ÀS GENTES QUE LEMBREI

ENQUANTO GANHEI

LONGE O PÃO...

TUDO O QUE APRENDI

FOI ESTE AMOR POR TI,

Ó TERRA TÃO DISTANTE

QUE JAMAIS ESQUECI...


VOLTEI, AMIGOS,

EU VOLTEI,

E MUITO TRABALHEI,

PARA PODER VOLTAR AQUI. ---assim

MAS, NÃO HÁ DINHEIRO

QUE NOS PAGUE A DOR  ----pare

DE ANDAR POR LONGES TERRAS,

SEM SABERMOS DE AMOR....


VOLTEI...

SIM, EU VOLTEI AOS AMORES  --por fim

QUE DEIXEI

NO MEU VELHO PAÍS,

NESTA TERRA FELIZ...

EU VOLTEI

PARA A GENTE MAIS QUENTE

QUE DIZ

QUE PARTIR É MORRER

MAS VOLTAR É VENCER...


VOLTEI, A TUDO QUE HOJE SEI,    e é 

QUE IMPORTA SE CHOREI,

NUNCA MAIS, VOU TER QUE PARTIR.

AI, Ó MINHA TERRA   terra minha

VAIS-ME PERDOAR...

FUI EU QUE ABANDONEI    ---- se eu te abando

NÃO FOI POR NÃO TE AMAR...



VOLTEI, SIM EU VOLTEI    por fim, eu voltei

AOS AMORES QUE DEIXEI

NO MEU VELHO PAÍS,

NESTA TERRA FELIZ

EU VOLTEI

PARA A GENTE MAIS QUENTE

QUE DIZ

QUE PARTIR É MORRER

MAS VOLTAR É VENCER...


E AGORA EU VOLTEI    --- (eu) e agor voltei

AOS AMORES QUE DEIXEI

NO MEU VELHO PAÍS,

NESTA TERRA FELIZ,


 EU VOLTEI !...

EU VOLTEI

EU SEREI,

SÓ EU SEI,

MAS VOLTEI...

https://arquivo.pt/wayback/20110120224546/http://fes80.no.sapo.pt/

https://arquivo.pt/wayback/20110120225141/http://festival1980.no.sapo.pt/

https://festivais.wixsite.com/1980/semifinal-3?lightbox=i4q90



sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Maçarico


Mais de quarenta anos depois do meu primeiro encontro com o Carlos Paião, que resultou em grandes sucessos como a "Canção do Beijinho", a marcha do "Serafim Saudade", ou o eterno hino da seleção "Bamos Lá Cambada", tenho agora a felicidade de poder lançar um inédito, descoberta recente que resultou em paixão musical à primeira audição. "Maçarico", é o nome de um cão viciado em música, com uma dona que cantava o fado e um dono caçador. É sobretudo um hino à alegria, ao reencontro com o meu compositor favorito, e sobretudo, ao imenso talento do imortal Carlos Paião. 

Herman José, Facebook

Single disponível em https://orcd.co/macarico

LETRA:

O Maçarico era um cão de várias raças

Tinha pulgas e carraças 

e a rua como cama

Se alguém o olhava, 

soltava logo à cintura

Num acesso de ternura, 

com as patas cheias de lama


O Maçarico arranjou um dono rico

Para o xixi deu-lhe um penico

Mas ele nunca acertava

Só para a música 

o cachorro era dotado

Se a dona cantava o fado, 

então ele colaborava:


Aiaiaiai cantava a dona

Ão ão ão ão ladrava o cão

E lá no bairro toda a gente

Ia buscar mais algodão

Ai ai ai ai tornava a dona

Caím caím gania o cão

Como quem diz

“dona cuidado, com a desafinação”


O Maçarico era um cão tão invulgar

Que com música a tocar, 

tinha um sono mais pachola

Passava horas a mirar uma guitarra,

Uma vez deitou-lhe a garra, 

foi-se a guitarra à viola

O Maçarico teve casotas doiradas

Com catorze assoalhadas, 

WC, aquecimento

Mas como à noite, 

em casa havia canções

Mesmo com chuva e trovões, 

ele dormia ao relento


Aiaiaiai cantava a dona

Ão ão ão ão ladrava o cão

E lá no bairro toda a gente

Ia buscar mais algodão

Ai ai ai ai tornava a dona

Caím caím gania o cão

Como quem diz

“dona cuidado, com a desafinação”


O Maçarico foi à caça com o dono 

Mas estava com tanto sono, 

que dormiu o dia inteiro

De qualquer modo, 

não foi perda muito grande

Pois que se ele visse o sangue, desmaiava só com o cheiro

O Maçarico teve uma paixão canina,

Pela gata da vizinha, 

que ele julgava cadela 

de madrugada

fazia-lhe serenata, 

a pedir a sua pata

Pois gostava tanto dela

Aiaiaiai cantava a dona

Ão ão ão ão ladrava o cão

E lá no bairro toda a gente

Ia buscar mais algodão

Ai ai ai ai tornava a dona

Caím caím gania o cão

Como quem diz

“dona cuidado, com a desafinação”

Mas um dia, 

o Maçarico não voltou para o jantar

Diz o dono para a dona

“talvez não torne a voltar”

Todavia o Maçarico 

não esquecera o seu papel

E voltou com dez cãezinhos, 

com dez maçaricozinhos,

Tão espertinhos como ele

Ai ai ai ai cantava a dona

Ão ão ão ão ladrava o coro

E lá no bairro toda a gente 

dava à sola em desaforo

Ai ai ai ai gemia o dono

Serei assim tão pecador?

E eis a história do cachorro 

Maçarico cantador

(Herman também regravou o tema Vamos Lá Cambada para apoio da selecção portuguesa de futebol)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

ANTÓNIO SALA


A UM AMIGO

Então amigo, irmão, companheiro,

paraste a viagem?

Em tarde tão quente deixaste-nos frios,

levaste a coragem.


Então amigo, irmão, companheiro,

deixaste-nos sós.

E o silêncio da tua partida

levou tua voz.


Foram contigo cantigas em flor

desde a “Cinderela”

aos “Versos de Amor”.

Tudo o que escreveste

e tantos cantámos de ti,

todos os meninos sabiam de cor:

desde o “Play Back”

ao “Peão das Nicas” do Senhor Doutor.


E fomos tantos os teus companheiros

na curta jornada.

Mas nós levaremos as tuas canções

pela mesma estrada.


Do “Vinho do Porto” ao velho “Foguete”

e ao “Estebes” também.

Brincava com as notas e com as palavras

ai, como ninguém.


Do teu “Pó de Arroz”, que fica marcado

nos nossos sentidos,

se eleva um silêncio que sabe a saudade.

Só tinha amigos.


E agora amigo, irmão, companheiro

deixaste-nos sós.

Mas ficam no povo as tuas canções,

pois, Carlos Paião,

o povo tem voz!


António Sala in PALAVRAS DESPIDAS DE MÚSICA (1997)

Gravado em 1990 com música de Carlos Paião

A TRIBUNA DOS POETAS - ANTÓNIO SALA

Livro de letras de músicas feitas por António Sala, como marco comemorativo de 30 anos de carreira deste grande comunicador da nossa cultura radiofónica. Este livro é um desnudar de canções.

https://tertuliabocage.blogs.sapo.pt/42027.html



quarta-feira, 20 de março de 2019

Os Namorados


Bem sabemos que esta música não faz parte do nosso primeiro álbum, mas não podíamos deixar passar este dia sem relembrar que a Felicidade não anda sozinha! Ou anda? 

PAIÃO

#DiaInternacionaldaFelicidade

"Os Namorados" faz parte do alinhamento do álbum "Algarismos". É a terceira faixa e corresponde ao nº 2. Em 1985 foi incluído no lado b do single "Versos de Amor". Aparece nas principais compilações do artista ("O Melhor de Carlos Paião", "Letra e Música", "Perfil") e ainda em outras de menos importância.

Os namorados,
vão abraçados, torcidos, curvados, felizes, sozinhos.
Vão aos parzinhos, seguem no mundo, segundo a segundo, descobrem caminhos.
De par em par,
chegam pela rua, fazem dela sua e passam de par em par.
Abrem-se as janelas muitas sentinelas ficam a ver passar.
E enchem a avenida, levam tudo de vencida.
Par a par, par a par,
para ver, para dar.
Par a par, par a par,
pertencer, partilhar.
Os namorados,
têm sonhos e recados para ouvir,
espartilhados,
mas risonhos, encantados por existir, e vão em frente,
como quem caminha e não adivinha o que há para além do presente,
são rei e rainha,
são por vezes dois reis de gente
Reis, contos de fadas, namorados de mãos dadas
Par a par, par a par,
Par a par, par a par,
para ver, para dar
Par a par, par a par,
Par a par, par a par,
pertencer, partilhar
Vão,
andando a par e passo, mão na mão,
a vida é par ou impar e então,
não param, estão a par,
querem dizer, que, não é cedo pra viver,
o tempo é pouco e vai correr,
um par de jarras hão-de ser,
um par, a par
para ter, para dar,
para dar
Par a par,
pertencer, partilhar
()
Os namorados,
seguem unidos, apaixonados, embebecidos
São delicados, comprometidos,
lançam os dados, fazem sentidos…
Os namorados,
seguem unidos, apaixonados, embebecidos
São delicados, comprometidos,
lançam os dados, fazem sentidos…



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica - 1984

Estávamos em 1984. O Casino da Figueira completava o seu primeiro centenário.

Para assinalar a efeméride, a realização dum grande espectáculo de música original , intitulado “Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica”.

Certamente muitos já esqueceram o acontecimento, inédito, e outros, presentes quer na assistência quer no próprio júri, já deixaram este mundo.

Sansão Coelho, o conhecido locutor, apresentou o espectáculo que encheu literalmente o Casino.
Artistas de renome da canção ligeira, como Maria Guinot (“Tantos mares tantas marés” e "As Órfãs do Rei”), Natércia Maria (Ai D. Pedro, porque tardas?” e “Mare nostrum”), Ronda dos Quatro Caminhos (“Quedos, quedos, cavaleiros” e “Sua Alteza a quem Deus guarde”)), Fernando Pedro (“Sobre este mar”), Elsa Coimbra (“Linda Inês”), Marta (“Sonho de Criança”) e António Sala (“A História de Portugal”), fizeram o encanto do vasto público, numa noite memorável.

Algumas das canções interpretadas faziam referência à Figueira da Foz, como, por exemplo, a que António Sala cantou intitulada “A História de Portugal”, que continha um verso que rezava: “Da Praia da Figueira até à Foz das despedidas”.

Mas Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal.

De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista (viria a falecer num acidente de viação em 26 de Agosto de 1988), entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”.

A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, cabendo aqui relembrá-la no seu todo:

Pro Fide, pro Pátria, pro Regae
Pro Fide, pro Pátria, pro Regae,
Pela Fé, pela Pátria, pelo Rei,

Em 1808 era o terror,
O Rei no Brasil, Portugal entregue à dor.
A nossa bandeira a um canto sem esperança,
Do alto do mastro,
As cores são as de França.
Para Bonaparte, o império que sonhou,
E um país a saque pelas tropas de Junot.

A velha Coimbra, a Universidade,
Já pensa revolta e ferve de vontade,
E ali se forma um grupo em movimento,
Um corpo académico de um só pensamento.
Quarenta estudantes avançam com coragem,
Bernardo Zagalo no comando da viagem.
Em Carapinheira, Tentúgal, Montemor,
Junta-se mais gente, a força ainda é maior,
Conquistam o forte de Santa Catarina,
Figueira da Foz, a França não domina.

Chega enfim a ajuda dos nossos aliados,
Vem Sir Arthur Wellesley e com 13 mil soldados.
Na praia de Lavos, a coberto do forte,
Dá-se o desembarque e muda a nossa sorte,
O Duque de Wellington começa suas glórias
Roliça [*] e Vimeiro [**] transformam-se em vitórias.
E a nossa bandeira de novo desfraldou
Finalmente livre das tropas de Junot.

E assim prosseguiu este sonho,
O qual se chamou Portugal.

Pró fide, pró Pátria, pró Regae,
Pela Fé, pela Pátria, por nós.
.

[*] Freguesia do Concelho do Bombarral – Leiria -, célebre pela batalha de que foi teatro, em 17 de Agosto de 1808, e na qual o exército anglo-luso, comandado por Sir Wellesley (depois Duque de Wellington), bateu o exército francês do General Labord.

[**] Freguesia do Concelho da Lourinhã – Lisboa -, célebre pela batalha de 21 de Agosto de 1898, a que deu o nome, e em que os franceses, comandados por Junot, foram destroçados pelas tropas anglo-lusas sob o comando de Sir Arthur Wellesley.

Do júri que participou neste evento, faziam parte Ferrer Trindade (presidente), Mário Nunes, Helena Duarte, Armando Garrido, Miguel Maduro, Marcos Viana e Maria Clara que deu a voz à canção “Figueira da Foz”, de António de Sousa Freitas e Nóbrega e Sousa. “A grande responsável pela divulgação do nome da Figueira da Foz”, como opinou Sansão Coelho.

Hoje e aqui, lembramos o acontecimento, completando o trabalho com imagens que retratam o que foi essa memorável noite do ano de 1984, em que foi assinalada a data do primeiro centenário do Casino, na origem com a designação de Teatro-Circo Saraiva de Carvalho.

Aníbal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/2009/09/efemerides_03.html

(...) Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal. De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista, entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho [o apresentador] diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”. A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, (...)

AJM

Pode-se agora ouvir no youtube video no You Tube

 Canal carlospaiao1

Outros videos do mesmo canal

(não há qualquer ligação entre este blog e o canal do youtube)

Blog de Anibal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/search?q=pai%C3%A3o

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Canção da última idade

[Texto declamado]

Um dia falei de sonhos a quem sonhou que vivia
Passou por dias risonhos mas, no fundo, não sabia
.
Andou nas sombras da vida atrás da vida banal
Perdeu o amor à partida, nada ganhou no final
.
Amigos que tem, são poucos, ninguém lhe empresta calor
Porque ele chora e os outros não querem saber da dor
.
Olhei para tudo e vi os sonhos que não viveu
Chorei, quando percebi que o sonhador era eu !

[/Texto declamado]
.
Ai... há quanto tempo foi que o mundo me largou
E deste lado vejo o sol que me arrastou
Há quanto tempo fico assim olhando o sonho atrás de mim
E vendo cada dia a aproximar-me mais do fim
.
Deus... com quantos braços trabalhei a vida inteira
Que tenho eu hoje, que mereça tal canseira
Não tenho nada do que quiz, onde ficou tudo o que fiz
Será que já não posso ter esperança em ser feliz
.
Enquanto o sonho é louco não há horas p'ra pensar
Agora o tempo é pouco, só me resta recordar
Os anos em que a vida era um prazer
E o sonho não parava de crescer:
Eu era fadista nos momentos de lazer
Cantava um fadinho p'ra esquecer
.
Ai... agora é tarde p'ra vencer a solidão
De nada serve ter um verso em cada mão
Não quero a pena de ninguém, a culpa é minha, eu sei-o bem
Somente gostaria de sentir-me sempre alguém
.
Enquanto o sonho é louco não há horas p'ra pensar
Agora o tempo é pouco, só me resta recordar;
Os anos em que a vida era um prazer
Cantando um fadinho p'ra esquecer
E o sonho não parava de crescer
.
Transcrito por:  José Fernandes Castro            

Letra e musica de Carlos Paião
Repertório de Pedro Vilar

terça-feira, 21 de junho de 2016

Yolanda Soares

"O Nosso Povo", um tema de Carlos Paião que Amália chegou a gravar mas que nunca foi editado, é o tema de apresentação do novo álbum da cantora Yolanda Soares.

"O Nosso Povo", single do meu novo álbum, que foi estreado no "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades", está a chegar ás 1000 visualizações no youtube com apenas dia e meio de exposição. . Partilhem o quanto puderem o meu vídeo, e se puderem, ou quiserem, comentem mesmo no youtube , e não somente aqui, para que possam ficar os vossos comentários registados no canal do vídeo .

O meu álbum, para quem me tem perguntado, sai em Setembro com muitas mais surpresas que ainda não desvendei e anunciarei os espectáculos nessa altura .Obrigada queridos amigos pelo vosso carinho, apoio e divulgação do meu trabalho e aqui está o link do video onde podem deixar comentários: https://www.youtube.com/watch?v=B3-EZpZ3EYQ

Yolanda Soares: Estou de coração cheio depois de ler o comentário dos pais de Carlos Paião, e quero agradecer ao Miguel Meira por me ter dado esta alegria. Como não estou a conseguir responder ao Sr Carlos Teles Paiao (na sua página do facebook), respondo aqui na minha página que me sinto honrada de ter recebido este elogio da família do Carlos Paião. Apaixonei-me por este tema no instante que o ouvi, na voz de Amália, e disse-me tanto, e de tal forma, que o escolhi imediatamente para ser a "cara" desta minha nova caminhada e ser o single deste CD (mesmo após ter recebido tantas opiniões contrárias do que seria melhor para sair como single..) . Eu segui o meu instinto e quis "vesti-lo" de grande nobreza artística e simbolismo. Fi-lo á minha maneira. Vejo-o com beleza tal, e com uma grandiosidade de conteúdo que pensei imediatamente na "Joanina". Porque no poema de Paião senti Camões, senti história,senti sabedoria, senti grandeza, senti a alma portuguesa, senti esperança, senti sensualidade, senti romantismo, senti dor, senti paixão, senti uma nação. OBRIGADA!

Carlos Teles Paião: Queremos aqui manifestar a Miguel Meira os nossos maiores agradecimentos por nos ter dado a conhecer esta magnífica interpretação de "O Nosso Povo" por Yolanda Soares que achamos belíssima neste vídeo deslumbrante. Parabéns aos autores, músicos e técnicos que conceberam esta autêntica maravilha.


Yolanda Soares Royal Fado
 O NOSSO POVO
 Letra e música : Carlos Paião
 Arranjos: Chris Marshall

 O nosso povo não chora
 Fala de amores e suspira
 Teve uma rosa de sonho e agora
 Fala que o sonho é mentira
 O nosso povo tem asas
 Dentro de uns olhos tão fundos
 Pode fazer outros sonhos e casas
 Pode inventar outros mundos
 Por isso se canta
 Por isso se peca
 Por isso a garganta está seca
 Por isso se dança ao sabor da aventura
 Por isso a esperança perdura
 Como se a vida quisesse
 Como se o povo coubesse
 Numa canção de ternura
 O nosso povo não sabe
 Todas as coisas que eu sei
 Tem uma réstia de luz onde cabe
 Todo o amor que eu lhe dei
 O nosso povo é um rio
 Diz-nos de cór a lição
 Dêem-lhe remo, uma vela, um navio
 e outros mares surgirão
 Por isso se canta
 Por isso se peca
 Por isso a garganta está seca
 Por isso se dança ao sabor da aventura
 Por isso a esperança perdura
 Como se a vida quisesse
 Como se o povo coubesse
 Numa canção de ternura

Videoclip do single " O nosso Povo" https://www.youtube.com/watch?v=B3-EZpZ3EYQ

Nomes como Mário Martins ou Henrique Feist tinham anteriormente destacado esta composição  de Carlos Paião que pode ser ouvida no youtube desde há alguns anos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Vinho do Porto


imagem: http://cronicasdeeurofestivais.blogspot.com/2011/09/terulias-eurovisivas-quarta-capa.html

Primeiro a serra semeada terra a terra
Nas vertentes da promessa
Nas vertentes da promessa
Depois o verde que se ganha ou que se perde
Quando a chuva cai depressa
Quando a chuva cai depressa

E nasce o fruto quantas vezes diminuto
Como as uvas da alegria
Como as uvas da alegria
E na vindima vão as cestas até cima
Com o pão de cada dia
Com o pão de cada dia

Suor do rosto pra pisar e ver o mosto
Nos lagares do bom caminho
Nos lagares do bom caminho
Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado
Generoso como o vinho
Generoso como o vinho

E pelo rio vai dourado o nosso brio
Nos rabelos duma vida
Nos rabelos duma vida
E para o mundo vão garrafas cá do fundo
De uma gente envaidecida
De uma gente envaidecida

Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o nosso mar

Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o desconforto
Para o que anda torto
Neste navegar


Por isso há festa não há gente como esta
Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão
Vem a fanfarra e os míudos, a algazarra
Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão
E são atletas, corredores de bicicletas
E palavras indiscretas na boca de algum rapaz
E as barracas mais os cortes nas casacas
Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz

Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice
Alicerce da amizade em Portugal
É o conforto de um amor tomado aos tragos
Que trazemos por vontade em Portugal

Se nós quisermos entornar a pequenez
Se nós soubermos ser amigos desta vez
Não há champanhe que nos ganhe
Nem ninguém que nos apanhe
Porque o vinho é português

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Parece que é bruxo

http://asletrasdofado.blogspot.com/2011/05/parece-que-e-bruxo.html

Colaboração de Carlos Paião e António Tavares Telles

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Estou Velho

Estou velho
Tão velho
Olho p'ra ti como um espelho
Vejo a vida passada

Estou velho
Mas valho
Muito mais do que alguns jovens
Que dizem ser homens e não fazem nada

Estou velho
Mas disfarço muito bem
Tão velho
Não vás contar a ninguém

Nem tudo acabou
Do que eu fui e não sou
O homem ficou
Ai, ficou, sim, ficou

Ai vida
Que vida
Eu ponho o dedo na ferida
Logo começa a doer

Estou velho
Casmurro
Só teimo no que percebo
E sei o que devo e não devo dizer

Estou velho
Mas disfarço muito bem
Tão velho
Não vás contar a ninguém

Nem tudo acabou
Do que eu fui e não sou
O homem ficou
Ai, ficou, sim, ficou

La la la...

Nem tudo acabou
Do que eu fui e não sou
O homem ficou
Ai, ficou, sim, ficou

Estou velho
Mas disfarço muito bem
Tão velho
Não vás contar a ninguém

Nem tudo acabou
Do que eu fui e não sou
O homem ficou
Ai, ficou, sim, ficou

Título: Estou velho

Intérprete: Nuno da Câmara Pereira
Álbum: Mar português
Ano: 1986

ver video em http://oblogdoanao.blogs.sapo.pt/39360.html

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bamos Lá Cambada (1986)


Heróica e lusitana gente vamos em frente mas combictamente...

Va lá cambada infantes desportistas, homens de conquistas
Povo que és o meu
Bola redonda e onze jogadores em frente
Sem temores que as tácticas dou eu
Tragam as gaitas, as bandeiras e a pomada
Vamos dar-lhes uma abada, ensinar-lhes o que é bom
Vamos mostrar a esses carafunchosos
Por momentos gloriosos
Quem é a nossa selecção

Bamos lá cambada, todos à molhada que isto é futebol total
Deixem-se de tretas, força nas canetas que o maior é PORTUGAL
Bamos lá cambada, todos à molhada que isto é futebol total
Deixem-se de tretas, força nas canetas que o maior é PORTUGAL

É atacar agora e defender para fora
Eles são toscos e nem dão para aquecer
Suar a camisola e até jogar sem bola
E disfarçar para o árbitro não ver
No intervalo, solteiros contra casados, fandangos, chulas e fados
Para aprenderem como é
Durante o jogo, qualquer caso lá surgido
Só pode ser resolvido à cabeçada e ao pontapé

Bamos lá cambada, todos à molhada que isto é futebol total
Deixem-se de tretas, força nas canetas que o maior é PORTUGAL
Bamos lá cambada, todos à molhada que isto é futebol total
Deixem-se de tretas, força nas canetas que o maior é PORTUGAL

Os portugueses já provaram muitas vezes
Saber ser uns bons fregueses das grandes ocasiões
Nesta jornada nem que seja à pantufada
Nós estaremos na bancada muito mais de dez milhões
Força Portugueses!

Viva Portugal, Portugal, Portugal...
Viva Portugal, Portugal, Portugal...

Bamos lá cambada, todos à molhada que isto é futebol total
Deixem-se de tretas, força nas canetas que o maior é PORTUGAL
Bamos lá cambada, todos à molhada que isto é efectibamente
Futebol total
Temos de ter coragem, muita força
Pensem nos vossos antepassados có nada
Muito orgulho, muita vivacidade
E vai... e um, dois, e um, dois...
E vai lá... e cruza... e é golo, e é GOLOOOOOOOOOO

Bamos lá cambada, todos à molhada que isto é futebol total
Deixem-se de tretas, força nas canetas que o maior é PORTUGAL




"Bamos Lá Cambada" é interpretada por José Estebes (personagem criada por Herman José), Alexandra, Luís Represas, Carlos Paião e Dany Silva. A estes junta-se um coro constituído por Diana, Vitorino, Marco Paulo, Peter Petersen e Jorge Fernando.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Canção do Beijinho


http://www.letras.terra.com/herman-jose/1053167/

Ai rapariga, rapariga, rapariga
Que só dizes disparates, disparates, disparates
É tanta asneira, tanta asneira, tanta asneira
Que p'ra tirar tanta asneira não chegam cem alicates.

Mas tu não sabes, tu não sabes, tu não sabes
Que isso de dar um beijinho já é um costume antigo
Ai quem te disse, quem te disse, quem te disse
Que lá por dares um beijinho tinhas de casar comigo.

Oh chega cá...
Não vou.
Tu és tão linda...
Pois sou.
Dá-me um beijinho...
Não dou.

Interesseira, convencida, ignorante,
Foragida, sua burra,
És a miúda mais palerma, cameloide que eu já vi,
Mas por que raio é que tu queres
Os beijinhos só p'ra ti?

Ora dá cá um e a seguir dá outro,
Depois dá mais um que só dois é pouco
Ai eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho (bis)

Ai rapariga, rapariga, rapariga,
Dás-me cabo do miolo, p'ra te levar com cantigas.
Ai mas que coisa, mas que coisa, mas que coisa,
Diz lá por que não és como as outras raparigas.

Quando eu pergunto se elas me dão um beijinho,
Dão-me tantos, tantos, tantos, que parecem não ter fim
E tu agora estás com tanta esquisitice
Que qualquer dia já queres e não sabes mais de mim.

Dás ou não dás?
Não e não.
Então dou eu...
Oh! isso não.
Dá-me um beijinho...
Não dou não.

Não dás porquê, sua esganada, egoísta,
Malcriada, sua parva,
Só se pensas que eu acaso tenho
a barba mal cortada
E vê lá se tens receio que a boca fique arranhada

Ora dá cá um e a seguir dá outro,
Depois dá mais um que só dois é pouco
Ai eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho (bis)

Então dá lá...
Já disse.
Eu faço força...
Que parvoíce.
Dá-me um beijinho...
Oh que chatice.

Analfabruta, pestilenta, hipocondríaca,
Avarenta, bexigosa,
Vou comprar um dicionário
Que só tenha nomes feios
Para eu te chamar todos
Até teres o ouvido cheio.

Ora dá cá um e a seguir dá outro,
Depois dá mais um que só dois é pouco
Ai eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho (bis)

http://rateyourmusic.com/release/single/herman_jose/cancao_do_beijinho/

O tema foi incluído no álbum "Canção do Beijinho" e que Herman José também designa por "Surpresa". O single foi um grande sucesso.

sábado, 17 de abril de 2010

Tudo Acabou


"Tudo Acabou" foi gravado inicialmente por Alexandra. Em 1993 foi regravado por Fafá de Belém no seu álbum "Do Fundo do Meu Coração".

TUDO ACABOU
Carlos Paião

Talvez um dia sintas saudade
Do nosso amor
Noutros caminhos de outras cidades
Aonde eu for

Mas, por agora, pouco me agrada
Todo este tempo que nos cansou
Não me segures, não digas nada
Tudo acabou

Tu não entendes como consigo
Falar assim
Mas há silêncios que há muito abrigo
Dentro de mim

Não vás mentir-me frases bonitas
Nem me perguntes pra onde eu vou
Abre os teus olhos, vê se acreditas
Tudo acabou

Sinceramente
Perdidamente
Como te amei
Num sonho imenso
De um fogo intenso
Que te entreguei

Não sei se então fizemos bem por tanto amar
Não sei se agora vale a pena recordar
Só sei que a vida pode estar à nossa frente

Sinceramente,
Perdidamente,

Pra ter coragem não foi preciso
Esperar a sorte
Em cada lágrima tenho um sorriso
Que me faz forte

De corpo e alma, como quem ama
Vou ser aquilo que em ti não sou
Adeus amigo, da nossa chama
Tudo acabou

http://www.fafadebelem.com.br/letras/1993_dofundodomeucoracao.doc

domingo, 21 de março de 2010

Dia Mundial da Árvore

UMA ÁRVORE UM AMIGO

Uma árvore, um amigo
que devemos bem tratar
um amigo de verdade
tão fiel como a amizade
que podemos cultivar.

Sabes que uma árvore

é um pouco de beleza
que protege a natureza
e purifica o nosso ar.
Dá-nos a madeira
e tanta coisa que fascina.
A cortiça ou a resina
mais a fruta no pomar.
Oh! Vamos fazer uma floresta
vem, plantar amigos uma festa
tão rica e modesta
vamos semear

uma árvore, um amigo... (refrão)

Sabes que uma árvore
é um bem de toda a gente
Não estragues o ambiente
não lhes sujes o lugar.

Vamos, vamos, vamos
defender a nossa vida
que uma árvore esquecida
pode às vezes ajudar.
Sim, vamos fazer uma floresta
Vem, plantar amigos uma festa
tão rica e modesta
vamos semear.

uma árvore, um amigo... (refrão)

http://lusografias.wordpress.com/2007/12/17/uma-arvore-um-amigo/

Single de Joel Branco editado em 1984 pela VECEMI - Música e Discos, Lda.
por ocasião do dia mundial da árvore, 21 de Março
contém duas canções da autoria de Carlos Paião ("Uma Árvore, um Amigo" e "Piquenique, Piquenique")

Direcção de orquestra e coros Shegundo Galarza
Coros - Elelmentos do Grupo Infantil da TAP
O Cangurik era a mascote do Nesquik

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Discoteca



Tens ao pe de ti o teu amor
Que sorri, sonhador
Dança parada, sem compasso
Embalada num abraço

Vieste distrair na discoteca
O disco toca, ataca muito slow, oh…

Esse mal de amor que tu atrais
É bom demais, é bom demais…
Fecha os olhos, deixa ver o som
É mais que bom, é ais que bom

Só cabelos encostados
Os sentidos desligados lentamente…

REFRÃO:
Na alma sonhos de boneca
Na discoteca, oh, na discoteca
Na alma sonhos de boneca
Na discoteca, oh, discoteca…discoteca

Tens o teu amor ma-luz
Num calor que seduz
Vou respirar o teu perfume
Devagar, num queixume

Suspiros sussurados ao ouvido
Ideias que o barulho misturou, oh…

Esse mal de amor que tu atrais
é bom demais, é bom demais…
Fecha os olhos, deixa ver o som
é mais que bom, é ais que bom

Nos afagos que demoras
Não há ai, nem mãe, nem horas, nem liceu

REFRÃO

http://letras.cifras.com.br/carlos-paiao/discoteca
http://carlos-paiao.letrasdasmusicas.com.br/discoteca-letra.html

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Versos de Amor



Às onze e meia, saiu para a rua,
Com o seu fato domingueiro,
Dormindo a aldeia, brilhando a lua,
Num céu de estrelas, conselheiro
Coração quente, timidamente,
À sua porta então chamou
E abriu-se a janela e só para ela,
Triste, cantou...

Versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Que fizera em segredo,
A sonhar, quase a medo,
Um viver tentador.
A sua vida por uns versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Na mais terna amargura,
O silêncio murmura uma história de amor

A noite imensa, foi mais rainha,
Quando uma lágrima caiu,
Na recompensa, o amor que tinha,
Ela também chorou, sorriu
Foi tão bonito, tinham-lhe dito,
Que amar ás vezes faz doer,
Mas a dor que sentia,
Não lhe doía, dava prazer...

Versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Que fizera em segredo,
A sonhar, quase a medo,
Um viver tentador.
A sua vida por uns versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Na mais terna amargura,
O silêncio murmura uma história de amor

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

É Natal


Título: É Natal (tem de haver tempo para amar)
Cantor: António Mourão
Letra e Música: Carlos Manuel Marques
Produção: Mário Martins
Arranjos e Direcção de Orquestra e coros: Ferrer Trindade
Disco: DECCA, 1979 (lado B do single "Fado-Reguila)

I

Tudo o que se quer ter em cada Natal
É sempre amor e Paz
Sempre que o Natal é mais que um Pai Natal
Com tudo que nos traz
Vem na fantasia
Traz-nos alegria
Deixa-nos sonhar agora
Mas que bom seria se no dia-a-dia
Nunca o Natal fosse embora

refrão

É Natal, É Natal
A vida dói-nos mas
É Natal, não faz mal
Chegam amigos que como tal no Natal vêm lembrar
Que o Natal sempre igual é pra cantar BIS

É Natal, É Natal,
Tem que/de haver tempo pra amar
É Natal, É Natal,
Tem que/de haver tempo pra amar

Instrumental: guitarra, sinos

II

Tudo o que se diz num dia de Natal
São coisas sem rancor
Tudo o que se faz é sempre tal e qual
Um sonho só de amor
Mas como é normal
Tudo tem um final
Irá cair de novo o pano
E como ideal é pena que o Natal
seja uma só vez por ano

refrão

É Natal, É Natal,
Tem que/de haver tempo pra amar
É Natal, É Natal,
Tem que/de haver tempo pra amar

5X

http://www.youtube.com/user/Saltapaterra

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Lá Longe Senhora


Carlos Paião participou no Festival de Tóquio de 1985 com "Lá Longe Senhora".

http://users.telenet.be/wpsf/WPSF1985.htm

Senhora da minha fé sabes como é ter recordações
Quantas vezes te chamei, quantas te rezei minhas orações
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sonhar

Senhora da minha luz, a que me conduz onde posso ir
Cada dia aqui me tens, cada dia vens ouvir-me pedir
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sorrir

É bonita a minha terra e agora, ai agora
Esconder esta saudade é mentir

REFRÃO: E lá longe, lá longe, Senhora
Há pessoas que eu quero abraçar
De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar

De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar

Senhora da minha esperança que não se cansa de me dizer
Que sonhar só tem valor onde houver amor para se viver
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente crescer

É bonita a minha terra e agora, ai agora
Conhecer esta saudade é morrer

http://vagalume.uol.com.br/carlos-paiao/la-longe-senhora.html

Foi lançado em 1986 como lado B do single "Cegonha".

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Eu Não Sou Poeta (letra)

Quem me dera saber
Fazer versos, rimar
Para um dia escrever
Que tu és a mulher que eu quero amar

Quem me dera fazer poesia
Inspirada na minha paixão
Inventar sofrimento, agonia,
O amor de Platão

Quem me dera chamar-te de musa
Em sonetos e coisas que tais
Uma escrita solene e confusa
Com palavras a mais

(Refrão)
Eu não sou poeta, não
Não sou poeta
Nunca fui um grande sofredor
Eu não sou poeta, não
Não sou poeta
Não te sei falar de amor

Mas seu eu fosse poeta dotado
Ou se ao menos julgasse que sim
Falaria com um ar afectado
Aprenderia Latim

Só faria canções eruditas
E se as ditas ninguém entendesse
Rematava com frases bonitas
P'ro que desse e viesse

(Refrão)

Curiosidade: "Eu Não Sou Poeta" era o lado B do primeiro single de Carlos Paião. "Inspirada na minha paixão", o nome do livro de Maria do Deserto, foi retirado da letra desta canção.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mísia

O primeiro LP de Mísia, "Mísia", lançado em 1991 pela EMI, inclui o tema "Ai Que Pena" (Mário Martins - Carlos Paião)

Só uma pena me assiste / Só uma pena me assiste / E me alaga de tristeza / Não ser toalha de linho / Não ser loalha de linho / A cobrir a tua mesa / Não ser o jarro de vinho / Não ser o jarro de vinho / Não ser a fruta ou o pão / Nem ser o talher de prata / Nem ser o talher de prata / No calor da tua mão / Só uma pena me assiste / Que pena, que pena / Não ser o pão que tu comes / Que pena, que pena / Com esse trigo amassado / Mataria duas fomes / Ai que pena / Só uma pena me assiste / Que pena, que pena / Não ser convidado à mesa / Que pena, que pena / P'ra te encher de coisas doces / O prato da sobremesa / Ai que pena / As penas são os critais / As penas são os critais / Desta ceia cintilante / Mesmo amando-te demais / Mesmo amando-te demais / Nunca o amor é bastante /Nunca se morre de fome / Nunca se morre de fome / A mingua o amor resiste / Mordo com raiva o teu nome / Mordo com raiva o teu nome / Só esta pena me assiste.

http://www.misia-online.com/official/textes/misia-pt.pdf

http://www.misia-online.com/official/ecoutez/1991-01.mp3