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domingo, 4 de julho de 2021

Estátua de homenagem a Carlos Paião



Fotografia dos pais do Carlos Paião junto à estátua do seu filho, no dia em que esta foi inaugurada em Ílhavo.

Absolutamente comovedoras as expressões faciais do pai do Carlos abraçado à imagem do seu saudoso filho, assim como a tristeza no rosto da sua esposa. 

Há imagens que dizem mais que mil palavras. 

Esta fotografia traduz todo o sofrimento, dor e cruel saudade que moram nos corações destes pais. Um vazio gigantesco e muito sofrido que irá durar até ao fim das suas vidas nesta terra. 

É com os olhos marejados de lágrimas que vejo esta foto e que escrevo estas simples palavras. Até sempre meu Amigo, Irmão, Companheiro.

António Sala, 02/07/2021

A estátua de homenagem a Carlos Paião será colocada na Calçada que tem o seu nome, no âmbito da requalificação em curso do Centro Urbano de Ílhavo. Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião viveu grande parte da sua vida em Ílhavo, terra natural dos seus pais, e foi num festival da canção de Ílhavo que começou a ser notado e publicamente reconhecido.

"A escultura, com a inscrição '#emplayback', será feita em bronze, com 1,80 metros de altura e ficará colocada ao nível do solo. Este contexto permitirá um enquadramento de Carlos Paião com o espaço requalificado, integrando-o nas vivências culturais que ali forem desenvolvidas e promovidas no futuro, bem como uma interação e uma proximidade muito direta com as pessoas que usufruem daquela zona, valorizando e simbolizando a relação de intimidade que o artista sempre procurou manter com o seu público e fãs", revela uma nota municipal.

A iniciativa, que conta com a curadoria de Nuno Sacramento, "espelha o reconhecimento público da Câmara Municipal de Ílhavo do papel cultural e do peso musical de Carlos Paião, enquadrado no esforço conjunto, desenvolvido em 2020, pela autarquia e pelo biógrafo Nuno Gonçalo da Paula (autor da biografia de Carlos Paião), com o propósito de assinalar os 40 anos do lançamento do primeiro disco e da profissionalização da sua intensa carreira, tragicamente interrompida ao fim de uma década".

Lusa, 15/03/2021

terça-feira, 30 de abril de 2019

Carlos Paião: um nome que ficará para sempre

Entrevista feita aos pais do cantor no dia 13 de Outubro de 2014

- O Carlos nasceu em Ílhavo ou em Coimbra?

Ofélia Paião - Nasceu em Coimbra, porque foi cesariana. Nasceu na maternidade de S.António dos Olivais. Não havia outra forma, só por isso, e por recomendação do médico, teve de ir a Coimbra. Com 2 semanas voltou novamente para Ílhavo. Foi lá baptizado, na Igreja de S.Salvador, a 29 de Dezembro de 1958 e foi nesta igreja que fez a 1ª comunhão.

C. Paião - Por engraçado que pareça, foi nessa igreja que nós nos casámos em 1956. O casamento foi em casa (embora tivéssemos estado antes na missa) com o Prior da nossa terra, o Padre Júlio Tavares Rebimbas, que mais tarde seria Bispo do Porto.

- Mas a infância dele, desde essa altura, foi em Ílhavo?

Mãe - Sim, o Carlos é de Ílhavo. Viveu em Ílhavo até aos 9 anos, quando o pai veio para Lisboa para os Pilotos da Barra, em 1965. Depois dessa altura, fomos viver para Rana. Chegou a fazer a 1ª a 2ª classe em Ílhavo, depois estudou nos Salesianos do Estoril até à admissão ao liceu. Frequentou o Liceu de Nova Oeiras, 1º e 2º ano e depois até ao 7º ano, no Liceu de S.João do Estoril. Licenciou-se na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Acabou o curso. Fez internato, como aluno. Esteve nos hospitais: Maternidade Alfredo da Costa, Pulido Valente, Medicina Legal, Hospital de S.José, e no Egas Moniz. Mas esteve sempre ligado à música. Nisso saiu ao pai, que adorava tocar guitarra e fazer serenatas.Tirou o curso de medicina, clínica geral. Mas o seu destino era a música, era um ´bichinho´ que lhe estava no sangue.

- Quais eram os sonhos do Carlos quando era criança?

Pai - Não queria ir para o mar, como eu. No 5º ano, foi fazer os testes no Instituto Português de Orientação Profissional em Lisboa. Deu aptidão para médico, em clínica geral, letras, investigação e música. Foi sempre um excelente aluno. Ciências ou letras, porque era bom aluno nas duas. Mas a vocação dele era outra.

- Mas depois vieram viver para Rana.

Mãe - Viémos para cá, para o Carlos estudar e também por causa do trabalho do meu marido, mas de vez em quando íamos a Ílhavo. Lá estava a nossa família. As férias é que, normalmente eram passadas na Costa Nova.

- Quais eram os hobbys do Carlos?

Pai - Inventar jogos. Mas a música vivia com ele. A 1ª letra foi feita com 10 anos. A letra era mais ou menos assim: “Eu ainda sou um rapaz, apenas com 10 anos, mas nunca fiquei para trás como o carro dos ciganos. Ó minha terra, meu Portugal...” era uma letra muito bonita para uma rapazito tão novo. Com 13 anos, fez uma biografia: o auto retrato de um presunçoso.

- Qual foi a 1ª canção?

Mãe - O Carlos concorreu ao Festival de Ílhavo com duas canções: “Canto de Guerra” e “Eu quero cantar a vida”. A 1ª foi a vencedora do festival e a 2ª ficou em 4º lugar. O Carlos ganhou ainda o prémio de melhor interpretação. E é em 1978 que assina contrato exclusivo com a Valentim de Carvalho.

- O salto foi mesmo o Play-Back.

Pai - Foi, em 1981. Mas já tinha escrito muito e cantado muitas canções. Mas foi aí que as coisas começaram a ficar mais sérias. Começou com muitos espectáculos e a escrever. Começou a escrever letras e músicas para outros artistas, nomeadamente para o Herman José, que afirma ainda hoje continuar a cantá-las nos seus espetáculos.

- Quando ele faleceu, foi para o Cemitério de S.Domingos de Rana

Mãe - Foi. O Carlos tinha 31 anos, era casado e vivia aqui. Quem celebrou a missa foi o Padre Ribeiro, que era na altura o Prior da igreja. Ainda hoje nos telefona. Mas o nosso maior desejo era levá-lo para Ílhavo. Eu e o meu marido queríamos muito, porque é lá a nossa terra, temos a nossa família e sabíamos que o Carlos gostaria de estar em Ílhavo.

Houve uma homenagem em Ílhavo, o ano passado.

Pai - Foi no Centro Cultural, pela Orquestra Filarmonia das Beiras. “Reviver Carlos Paião”, no dia 12 de Outubro. Houve uma grande exposição, Pegaram nas canções do Carlos, e orquestraram tudo. Os estudantes do canto da Universidade de Aveiro, cantaram as canções do Carlos. O maestro, António Vassado, tinha feito um programa com 12 canções e foram feitos novos arranjos. Quatro estudantes deram a voz. Em palco estiveram 40 elementos. Foi emocionante, foi uma noite inesquecível !

- A comunicação social foi informada da transladação?

Mãe - Não foi. Nem os amigos do Carlos. Que nos perdoem aqueles que gostariam de o acompanhar à última e derradeira morada, mas...queremos levar o nosso filho com a paz e a dignidade que ele merecia. Queremos sigilo absoluto. É um momento nosso, muito nosso, e queremos vivê-lo à nossa maneira. Temos a certeza que todos vão entender. Agora ele vai voltar para ´casa´.

Entrevista de Rosário Azedo - Jornal CascaisAlgés

Uma vida que não se apaga Uma história que não terminou no dia 26 de Agosto de 1988...porque havia muito para contar, para relembrar. Um filho não morre, um filho fica sempre presente em todos os cantos, em cada canto, em todos os pensamentos, no coração de um pai e de uma mãe. A lei da vida, nem sempre é a lei da vida. Há caminhos que gostaríamos de não os traçar. Passaram 26 anos, e perguntamos: que sonhos ? Muitos ! O sonho de recordar momentos deliciosos que partilharam com ele, momentos que passam como um filme que não pára, momentos que são a vida, fazem parte de uma vida onde só houve felicidade. E tanto amor não pode partir, porque um amor assim, nunca morre. Esta é uma história onde agora não há filhos, só há pais. Não partiu como quem nasce. Partiu como quem não podia morrer. Mas um filho não parte...um filho nunca parte. Deixou o coração dos pais muito apertado, por vezes sem ar para respirar. E a pergunta permanece: porquê ? Um filho não é nosso, mas será sempre. Ninguém é de ninguém, mas o amor rebenta com essas ´portas´ e avança, mesmo sem perguntar. Pensar: que bom que foi quando ele nasceu ! O privilégio de o verem crescer saudável e cheio de dons, de ternura. Um rapaz que tinha tanto para dar... Hoje têm que agradecer pelos 31 anos que Deus o deixou estar com eles. A vida não nos pertence, mas não mandamos no nosso coração. Como era bom traçar o destino e virar a rota. Hoje, ficam as doces lembranças, o querer voltar atrás no tempo, mas ao mesmo tempo o agradecer pelo filho extraordinário que tiveram. Sepultado no Cemitério de S.Domingos de Rana, desde o dia 28 de Agosto de 1988, finalmente voltou para ´casa´. O sonho de uns pais: “O maior sonho que eu tenho na vida, é levar o meu filho para Ílhavo. Depois posso morrer descansado.” Dói muito ouvir esta frase. Fica marcada. Mas o milagre de Deus, se é que para Deus há milagres...concretizou-se e, no dia 14 de Outubro pelas 9 horas da manhã, a transladação foi feita para o Cemitério de Ílhavo. Foi muito difícil manter tudo em segredo desde o dia em que o corpo foi levantado de S.Domingos. Pedimos à Presidente da Junta, aos responsáveis pelo cemitério, para que nada fosse divulgado. A Presidente da Junta de S. Domingos de Rana enviou-nos uma mensagem nesse dia 14: “Como foi difícil para os serviços da Junta guardar este segredo... mas conseguimos. Foram muitos os telefonemas, de pessoas a perguntar...mas nós não podíamos dar essa informação. Estão de parabéns todos os funcionários que sabiam e quantas desculpas deram para que fosse cumprido o desejo destes pais maravilhosos, que mais não queriam do que fazer uma homenagem familiar a este ídolo de todos os tempos." Quiseram levar o Carlos em paz e fazer uma despedida só com os familiares. O que ficou ? Um sorriso cheio de amor naqueles dois seres que nada mais queriam do que despedir-se do filho no silêncio dos seus corações.

Rosário Azedo, 23 de Outubro de 2014
Jornal CascaisAlgés
https://issuu.com/rosarioazedo/docs/edi____o_n___19_completa

Carlos Paião: Há 27 anos a ´cantar´ nos Céus Carlos Paião: um homem que não ´morre´ no tempo, mas que se constrói em cada tempo vivido e repartido em pensamentos, em melodias, em canções. Um autor, compositor, artista, que não existiu: ele existe e será eterno. Carlos Paião é um nome que continua e continuará ´vivo´. Houve muitas histórias lindas: muitas cinderelas; muitos play-backs, onde a cegonha trouxe o bebé mais lindo do Mundo; muitas ´nuvens´ que continuam a chorar; as cores do arco-íris onde a pergunta permanece: “Quantos homens são precisos p´ra sonhar ?” Havia tantos beijos, abraços para dar. Tantos gestos de ternura, de quem ama. O Carlos ´vive´ naquela casa, ´vive´ naqueles dois corações e ´vive´ na certeza da vida eterna. Como uns segundos serviram para destruir uma família e ´matar´ uns pais. E uma vida inteira está a servir para continuar a amar, e amar muito quem nunca deixará de viver. Só sabe o que é o amor, quem ama sem limites. E um dia, o Carlos compôr uma música dedicada aos pais: “História Linda”. E esta é uma história linda, uma história onde poderá até não haver filhos, mas há um filho que nunca se perdeu, porque o coração não deixou. E quantas lágrimas, quantos desesperos, quantas vontades de desistir....mas o Carlos, lá no Céu, foi compondo a sua ´canção´. Compôr uma melodia com todos os toques de magia, de uma magia sem fim, para que estes dois amores da sua vida, conseguissem erguer a cabeça, se conseguissem abraçar, com o abraço mais forte do Mundo, para que nunca desistissem de viver, nunca desistissem de sorrir. O Carlos continua a ´viver´, porque os pais e um povo, nunca deixaram que ele ´morresse´. Ele está vivo lá em casa: naquelas paredes, em Ílhavo, em cada foto, em todas as fotos, em cada recordação que perdura. E quando um pai que perdeu um filho, um filho único, diz que....tem um sonho.... ficamos comovidos, porque há tantos pais com filhos que não conseguem sonhar e muito menos ter um sonho ! Ele teve um sonho, eles os dois choraram e sonharam, e um dia, o sonho tornou-se realidade: Levar o filho para a terra deles e ´deitá-lo´ numa campa perpétua e que ficará para todas as gerações que hão-de vir e onde o Carlos Paião há-de ser sempre uma chama viva. Este ano, neste dia 26 de Agosto de 2015, pela primeira vez, será rezada a missa na Igreja de Ílhavo e as flores terão muito mais brilho do que antes. A mágoa, as mágoas de sentir que o que nos pertence não podemos mexer, faz da nossa vida uma tristeza ainda mais pesada do que aquela que a morte deixou. Não existem palavras para descrever a saudade. A saudade não se vê, não se toca. Mas sente-se e existe para uns pais que nunca poderiam voltar a ser como nos tempos em que o sorriso do Carlos vivia estampado nos seus rostos, mas sabem e estão ´felizes´ por sentir que valeu a pena sonhar. Ao fim de 26 anos, no dia 14 de Outubro de 2014, finalmente, e no maior sigilo, era feita a transladação: do Cemitério de S.Domingos de Rana, onde esteve sepultado durante todo esse tempo para o Cemítério de Ílhavo, onde ´vive´ desde essa data. E a pergunta foi feita aos pais: - Alguma vez perderam a esperança de levar o Carlos para Ílhavo ? O que é que sentem depois destes 26 anos de espera ? “Sinto o conforto de ter realizado um sonho que desde sempre tivemos. Era o meu maior sonho levá-lo para lá. Em Ílhavo, quando o Carlos nasceu, não havia condições de fazer cesarianas: ou Coimbra ou Porto. E optámos por ir para Coimbra. Mas a terra dele sempre foi esta. Não tinha perdido a esperança. Podia não dizer nada, mas nunca perdi.Tinha a esperança que um dia se iria realizar a transladação. Era um sonho muito grande. No nosso íntimo...realmente tínhamos uma secreta esperança que um dia conseguisse ser uma realidade.E hoje, e este ano, vai ser a primeira vez que sabemos que o nosso filho está no Cemitério de Ílhavo. Esperámos 26 anos, mas finalmente está.” (Manuel Paião)

“Estou em paz. O meu filho está onde eu sempre quis: na terra dele. Ao fim de 26 anos, já tinha perdido a esperança, mas continuaria a lutar. São feridas muito difíceis de sarar. O ter havido uma pessoa que compreendeu o nosso sofrimento, e que nos ajudou, mesmo

sabendo que seria quase impossível. E conseguiu. Agradeço a Deus porque o meu filho agora está em ´casa´. A missa sempre foi rezada em S.Domingos e Carcavelos. Pela 1ª vez vai ser rezada na Igreja de Ílhavo, porque pela 1ª vez nós vamos lá estar no dia 26 de Agosto.” (Ofélia Paião)

Rosário Azedo, 20 de Agosto de 2015
Jornal CascaisAlgés

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Canções e memórias são o melhor presente deixado por Carlos Paião


“Vou contar-lhe uma coisa. Ain­da há uns dois meses me vieram aqui bater à porta. Eram duas crianças com 5 ou 6 anos que tinham aprendido uma música na escola, e, como sabiam que era do meu filho, quiseram vir cantá-la para mim. E foi tão giro estarem ali a cantar a ‘Cinderela’ à minha porta. Também no outro dia, no supermercado, encontrei uma criança a cantar o ‘Vinho do Porto’, acredita? E essas coisas simples são uma consolação e uma alegria tremendas. Ver crianças de uma geração tão posterior à do Carlos a cantarem as canções dele”. É habitual Ofélia Marques emocionar-se com a “presença” constante do filho, Carlos Paião, no seu dia-a-dia, tantas vezes trazida no embalo da imortalidade das suas músicas. E é fácil perceber quão orgulhosa fica a antiga professora primária, hoje com 82 anos, pelo reconhecimento que é prestado ao filho, falecido em 1988, aos 30 anos. O que Ofélia garante que não esperava era a homenagem que, hoje, Ílhavo, a sua terra natal e local onde Carlos Paião passou os primeiros sete anos da sua infância, começa a prestar ao cantautor que teria celebrado 60 anos na passada quar­ta-feira. “Fui apanhada de surpresa e fico muito emocionada por perceber que ele não está esquecido”, revela, de voz embargada, em conversa telefónica com o Diário de Aveiro. Devido a questões de saúde, Ofélia Marques e o marido, Carlos Paião, não vão poder estar presentes em nenhum dos dias da Milha - Festa da Música e dos Músicos de Ílhavo, que se prolonga até domingo. Mas como este evento foi recebido pelo casal como um presente para eles, conforme o nosso jornal percebeu durante a conversa - “seria uma alegria enorme poder assistir a essa homenagem e viver esse momento” -, o guião destas linhas será construído com frases e memórias desfiadas por Ofélia Marques. Na “Milha”, “Carlos Paião é o mote”, resume Luís Ferreira, director do 23 Milhas que, em parceria com a Associação Artística Cais do Som, promove um evento que vai envolver cerca de 600 músicos do concelho. Serão três dias de festa que integra dez concertos na Casa da Cultura de Ílhavo e na Fábrica das Ideias da Gafanha da Naza­ré, mas que inclui ainda duas oficinas sobre a obra de Carlos Paião. Tudo de entrada livre.

ADÉRITO ESTEVES, DIARIO DE AVEIRO, 03/11/2017

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Homenagem

TRIBUTO A CARLOS PAIÃO

data: 29 de janeiro | hora: 22h00│local: ABMAV - Estrada de Polima, N.º 609

Juntos vão estar grandes amigos, alguns que ainda estão a ser contactados. Mas ficam os que sabemos que irão pisar aquele palco:
 
- Coro "Vox Laci" de S. Domingos de Rana
- Júlio Isidro
- António Sala
- Henrique Feist
- Nuno da Câmara Pereira
 - Lenita Gentil
- Pedro Vilar
- Ana
- Paulo Salgueiro
- Dulce Guimarães
- Joel Branco
- Coro das Crianças de Carcavelos
- Carlos Quintas

Gente que cantou e canta a imortalidade de momentos que não têm passado, mas presente, e foram e são chave para uma vida que continua na mente de todos nós.
 
Os Parabéns à Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, em especial à sua Presidente Profª Fernanda Gonçalves, por esta iniciativa tão bonita e por todo o empenho de todos quantos fazem parte.

Nota: No dia 30 de Janeiro inaugurar-se-á uma exposição sobre a sua vida, nas instalações da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, pelas 18h.


Tributo a Carlos Paião na freguesia

A Junta de S. Domingos de Rana presta homenagem a Carlos Paião, figura incontornável no panorama musical português, organizando um concerto de tributo, no próximo dia 29 de janeiro, nas instalações da Associação de Beneficência Manancial de Águas Vivas, em Polima.

Ao longo da iniciativa, serão vários os artistas que interpretarão temas que marcaram diferentes gerações e partilharão momentos vividos com o acarinhado cantor e compositor, que... residiu na freguesia durante largos anos. Henrique Feist, Nuno da Câmara Pereira, Lenita Gentil, António Sala, Júlio Isidro, Coro Vox Laci, Coro Infantil da Sociedade Recreativa e Musical de Carcavelos e Ana são alguns dos nomes já confirmados.

No dia seguinte, 30 de janeiro, pelas 18 horas, será inaugurada nas instalações da Junta de Freguesia de S. Domingos de Rana uma exposição sobre Carlos Paião. Falecido a 26 de agosto de 1988, aos 30 anos, num acidente de viação, ficará para sempre associado a “Cinderela”, “Pó de Arroz” ou “Play-Back”, entre tantas outras músicas inesquecíveis.

data: 29 de janeiro | hora: 22h00│local: ABMAV - Estrada de Polima, N.º 609

O tributo irá realizar-se na ABMAV - Associação de Beneficência Manancial de Águas Vivas, sita na Estrada de Polima (próximo da Progelcone).

Facebook JF S. Domingos de Rana

Concerto de homenagem a 29 de janeiro

Era uma figura incontornável no panorama musical português. Para relembrarmos quem era Carlos Paião, a sua influência na música portuguesa e reviver alguns momentos, recebemos os pais do músico – Ofélia e Carlos Paião – e Maria Fernanda Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana.

No próximo dia 29 de janeiro, a Junta de Freguesia de São Domingos de Rana presta homenagem a Carlos Paião, organizando um concerto de tributo.

Recebemos mais três convidados especiais: Mário Martins, produtor; Ana, cantora e Nuno da Câmara Pereira, fadista.

- See more at: http://media.rtp.pt/blogs/agoranos/artigos/tributo-a-carlos-paiao_7238#sthash.Qd2CYUYp.wGBvJ7TN.dpuf

domingo, 17 de janeiro de 2016

Lions Clube de Ílhavo homenageou Carlos Paião

A Comunidade Ilhavense não esquece o cantor e compositor Carlos Paião, que se fosse vivo teria 58 anos.


Com uma juventude passada em Ílhavo, terra de seus pais, Carlos Manuel Teles Paião, piloto de barra e da professora Ofélia Machado Marques Paião.


Com uma carreira musical brilhante, interrompida de forma trágica, Carlos Paião teve como primeiro reconhecimento público vencer em 1978 o Festival da Canção do Illiabum Clube.


O Lions Clube de Ílhavo acaba de prestar sentida homenagem a Carlos Paião, nas pessoas de seus pais, durante o jantar comemorativo do 7.º aniversário do Clube, realizado no passado dia 9 de Janeiro.


Coube a António Rocha diretor da sessão de aniversário fazer a evocação de Carlos Paião que foi ilustrada em projeção na sala, tendo a Presidente do Clube, Rosa Vieira, feito a entrega do Diploma de Mérito a título póstumo aos pais de Carlos Paião.


Rosa Vieira referiu na altura que “é conhecida a ligação de Carlos Paião a Ílhavo e o seu elevado contributo para afirmar e prestigiar o nosso concelho, pelo que é de toda a justiça homenageá-lo”.
Carlos Teles Paião agradeceu, sensibilizado, em nome da família esta sentida homenagem ao jovem autor, compositor e intérprete desaparecido precocemente.


Os responsáveis autárquicos presentes, Eng.º Marcos Ré, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Dr. João Campolargo, Presidente da Junta de Freguesia de São Salvador e Dra. Domingas Loureiro, Presidente da Assembleia de Freguesia, associaram-se a esta iniciativa dos Lions a um vulto que deixou marcas indeléveis na comunidade ilhavense.


Também os responsáveis lionísticos presentes Carlos Lopes, Presidente do Conselho Nacional de Governadores e Aureliano Soares, Governador do Distrito 115 Centro Norte de Lions Clubes, enalteceram a justeza desta homenagem a Carlos Paião.


Para sublinhar este gesto o grupo musical “Cantus Firmus”, formado por jovens de Aveiro – Luís Adão, Lucas Oliveira, Carolina Roldão, Beatriz Capote, Maria João Balseiro e Bruno Almeida, que é organista principal na Igreja de Ílhavo – interpretou na altura diversas composições de Carlos Paião que ainda hoje perduram na nossa memória coletiva, nomeadamente “Cinderela”, “Eu sei” e “Playback”.


http://ptjornal.com/lions-clube-ilhavo-homenageou-carlos-paiao-63548

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Há Conversa

 

CARLOS PAIÃO (Ofélia Paião, Nuno Gonçalo da Paula)
Programa Há Conversa da RTP-Memória - 28/10/2011

Uma justa homenagem a este jovem autor, compositor e intérprete, prematuramente desaparecido do nosso convívio. Em estúdio estará a sua mãe, Ofélia Paião, bem como Nuno Gonçalo, autor do livro autobiográfico sobre Carlos Paião, que foi lançado recentemente.

sábado, 27 de agosto de 2011

Recordar Carlos Paião

http://sic.sapo.pt/online/sites+sic/querida-julia/diario/carlos+paiao.htm

Carlos Paião, um músico excepcional.

Programa "Querida Júlia" (SIC) de 26.08.2011 com a presença de Luís Arriaga, Maria do Deserto e Rui Nova.

Apresentação

Faleceu há 23 anos, mas a sua obra permanece bem viva!

Primeira Parte
 
Amigos e familiares relembram o músico e a pessoa.

Conversa com Luís Arriaga, Maria do Deserto e Rui Nova. Intervenções ao telefone de Joel Branco.

Segunda Parte

Com tributo musical de alguns dos êxitos do cantor!

Depoimentos dos pais de Carlos Paião (Ofélia e Carlos) e várias imagens de video amador, fotografias, etc

Pais relembram Carlos Paião: A mãe e o pai do músico recordam o filho.

Notas:

- Luis Arriaga conheceu Carlos Paião aquando do Festival de 1980.
- Joel Branco foi apresentado por Mário Martins.
- A fotobiografia de Maria do Deserto foi lançada em Novembro de 2008. Surgiu após um desafio lançado por alguns amigos. Nunca tinha privado com o cantor apesar de ser admiradora da sua carreira.
- Rui Nova era locutor da Rádio Onda Verde e fez uma entrevista após um espectáculo no Casino da Póvoa. Também foi apoiado por Carlos Paião na sua carreira como cantor. Paião deveria produzir o seu disco de estreia e compor uma das músicas .
- Carlos Paião chegou a fazer serviço de urgência no hospital mas muitos dos pacientes não o levavam a sério.
- Joel Branco relembrou que ele era muito disponível  para os seus amigos chegando ao ponto de ter uma agenda com contactos de colegas artistas que costumava sugerir aos promotores que o contratavam para espectáculos.