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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Inéditos

Os pais de Carlos Paião com os cantores Nuno da Câmara Pereira e Ana e o produtor Mário Martins

INÉDITOS

Nomes que gravaram inéditos de Carlos Paião após o seu falecimento:

O tema "Tudo Acabou" aparece numa compilação de Alexandra editada anda em 1988.

- José Alberto Reis participou no Festival RTP da Canção de 1989 com "Palavras Cruzadas" que nunca foi gravado. Também cantou o tema "Sol Maior" que foi gravado em 1994, no disco "Alma Rebelde.

- Ana que foi dos primeiros nomes a cantar Carlos Paião gravou o tema "ilusão" no seu álbum de 1989.

- O álbum "Microfone e Voz" de António Sala, de 1989, inclui o tema "A Um Amigo" com letra de António Sala e música de Paião.

- Mísia gravou, em 1991, o tema "Ai Que Pena" de Carlos Paião e Mário Martins.

- José da Câmara gravou o tema "Ai Fadinho" em 1991.

- Nuno da Câmara Pereira gravou em 1992 o tema "A Marcha do Castelo",

- A cantora Alexandra Cruz gravou em 1993 três inéditos: "Amigos eu voltei", "A vida quer, a vida Manda" e "Vamos parar o tempo". "Amigos eu voltei" foi o tema com que Carlos Paião concorreu ao Festival da Canção de 1980 mas sem ser apurado.

- O álbum "Histórias" de António Sala, de 1993, inclui o tema "Pecado Capital".

- O cantor Pedro Vilar gravou os temas "Talvez" (1992) e "Canção da Última Idade" e "Beijo Roubado" em 1993.

- O segundo volume do projecto "Novo Canto Português" de Pedro Brito, lançado em 2008, inclui o tema "Tempo". 

- O tema "O Novo Povo" não chegou a ser lançado em disco por Amália mas em 2016 foi gravado pela cantora Yolanda Soares.

domingo, 25 de agosto de 2013

Carlos Paião - compositor e autor de mérito único

Carlos Paião, falecido há 25 anos, foi "um compositor e autor de mérito único", mas o começo de carreira não foi fácil, como recordou à Lusa o produtor musical Mário Martins, o primeiro a reconhecer-lhe o talento.

"Se hoje estivesse vivo, seria provavelmente o maior compositor e autor de música ligeira", enfatizou Mário Martins, que conheceu Carlos Paião por intermédio de "outro grande compositor", Manuel Paião, seu primo, autor de sucessos como "Ó tempo volta p`ra trás".

"O Carlos Paião tinha ganhado o Festival da Canção de Ílhavo, e tinha enviado uma cassete com temas seus para a Valentim de Carvalho, que nunca mereceu qualquer resposta, até que o Manuel Paião, com quem eu trabalhava regularmente, me pediu para ouvir a cassete e eu fiquei abismado, pois havia ali muita qualidade", contou Mário Martins, na altura diretor do Departamento de Artistas e Repertório da antiga discográfica.

"O Carlos [Paião] não tinha uma grande voz, mas era um extraordinário compositor e autor e, quando entrei em contacto com ele para gravar temas, disse-me que também não estava interessado em gravar", recordou.

O fadista António Mourão foi o primeiro a gravar um tema de Carlos Paião, "Fado Reguila", que "não alcançou o sucesso esperado", mas Mário Martins recorreu a uma outra estratégia - tornar Amália Rodrigues uma aliada.

Reconhecendo em Paião "características idênticas às de outro grande autor, que foi o Alberto Janes", e notando-lhe "um grande sentido de humor", Mário Martins recorreu a Amália, "o milagre português, que seria a pessoa capaz de percecionar essa genialidade".

Amália Rodrigues ouviu várias canções, "deu gargalhadas ao ouvi-las, e escolheu logo uma dúzia delas, nomeadamente `O Senhor Extraterrestre`, que gravou".

Estava dado o pontapé de saída. No dia seguinte, Mário Martins fez saber no meio radiofónico que a fadista ia gravar Carlos Paião, e os temas de sua autoria começaram a rodar.

Amália Rodrigues gravou "O Senhor Extraterrestre", num maxi-single, cujo lado B era um tema de Janes, "Ó meu irmão brasileiro" [*].

Segundo Mário Martins, "há um ou dois inéditos de Paião" que Amália gravou, entre os quais "O nosso povo".

Carlos Paião estava lançado, e começaram a surgir na rádio as diferentes canções com a sua assinatura. Concorreu ao festival da canção infantil da Figueira da Foz, com os temas "Eu já namoro" e "O meu avozinho", e a cançonetista Ana gravou temas seus.

Ana foi a primeira de muitos outros nomes como Mísia, Florência, Lenita Gentil, José Alberto Reis, Alexandra, Vasco Rafael e Cândida Branca Flor, que foi a intérprete que mais o cantou, segundo o seu biógrafo, Nuno Gonçalo da Paula.

-

O primeiro disco que Carlos Paião gravou, como intérprete, incluiu os temas "Souvenir de Portugal" e "Eu não sou poeta". Colaborou na música para a revista "O Escabeche", no Teatro ABC, em Lisboa. Ganhou, em 1981, o Festival RTP da Canção, com "Playback", batendo temas interpretados por nomes como José Cid, as Doce, Maria Guinot e a dupla Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo.

Colaborou na televisão com Herman José, António Sala e Luís Arriaga, tendo sido [*] um dos criadores das personagens "Estebes" e "Serafim Saudade", para o qual compôs o repertório.

Carlos Paião, que terminara o curso de Medicina, acabou por se tornar um nome de referência na música e, em pouco menos de uma década, impôs-se como autor, compositor e intérprete, deixando "canções antológicas" que novos nomes têm recuperado. São os casos de Filipa Cardoso, Fábia Rebordão, Rui Veloso, Sam The Kid, Mesa e Tiago Bettencourt & Mantha.

O autor e intérprete de "Pó de arroz", "Cinderela", "Cartas de amor", "Refilar faz mal à vesícula", "zero a zero", "P`ras sogras que encontrei na vida", entre outras, morreu num acidente de viação, em Rio Maior, no dia 26 de agosto de 1988.

"Na sua aparente fragilidade, ele foi mais forte do que a morte, que não jogou limpo e perdeu, porque o Carlos Paião ficará sempre vivo na memória dos que o conheceram e admiraram", disse Mário Martins.

Agência Lusa, 23/08/2013

Notas

- A canção chama-se "Amigo Brasileiro" e é da autoria de Carlos Paião

- Carlos Paião não foi o criador das personagens "Estebes" e "Serafim Saudade" embora tenha feito música para as personagens Serafim Saudade (gravadas em disco) e Estebes. Fez também o hino "Bamos La Cambada" do mundial de 1986.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Especial Antena 1 sobre Carlos Paião

Entrevista de Edgar Canelas (Antena 1) com Mário Martins. Inclui vários depoimentos de Carlos Paião. [2006]

Intervenção de José Manuel Lourenço, em 1981, por ocasião do Festival Eurovisão com declarações de Carlos Paião sobre a chegada a Dublin.

música: Play-back - Carlos Paião

Carlos Paião refere a colaboração anterior com canções como "Canção do Beijinho" e "A Gente Cresce, Cresce".

música: A Gente Cresce, Cresce - Joel Branco

Mário Martins conta o episódio de envio das cassetes para a Valentim de Carvalho. Já tinha sido recusado numa primeira vez. Manuel Paião entregou-lhe a cassete que entregou a um dos seus colaboradores (Nuno Rodrigues). O colaborador considerou que não tinha qualquer talento mas se servisse era para letrista. Como a resposta não era afirmativa resolveu ouvir porque devia uma resposta a Manuel Paião. Ficou convencido porque se tratava de um jovem, com 18 ou 19 anos, que rinha vindo de Ílhavo para S. Domingos de Rama, com uma escrita ainda muito incipiente mas que já demonstrava o que poderia vir a fazer. Logo nos primeiros encontros escreveu um fado só com a descrição que Mário Martins lhe fez de uma Casa de Fados.

Carlos Paião relata o envio da cassete através de Manuel Paião. Em 1979 - através de Manuel Paião (primo direito do seu pai) manda uma cassete com 4/5 músicas porque a Mãe queria saber se valia a pena apostar na música

música: O Fado é fixe - Vasco Rafael

Como Mário Martins não conseguia convencer os outros do talento de Carlos Paião decidiu levar algumas cassetes- três - a Amália para que ela escolhesse. Achava que uma opinião de Amalia valia mais do que as suas tentativas. Amália tinha tido um problema no casino - coração - e por isso estava de cama.

Amália gostou e escolheu várias canções para serem retiradas das cassetes. No dia seguinte a notícia foi propagada nos jornais por Mário Martins.

Carlos Paião relata na primeira pessoa: de 34 canções era a única humorística, tinha sido dois anos antes de ser editado o single.

música: Senhor Extra-terrestre - Amália

Mário Martins relembra a canção sobre o recorde do Guiness (ainda inédita) e a facilidade com que passava dos temas mais sérios para temas mais humorísticos.

música: Marcha do Pião das Nicas - Carlos Paião

Mário Martins considera Carlos Paião o artista mais completo que conheceu e mantendo-se no mesmo tema relembra outras canções do seu lado mais sério: a canção sobre o artista que envelhece, que tentou que Nicolau Breyner gravasse e que Simone de Olivera também quis gravar; a canção sobre o romance dos pais ("História Linda"); ou a "Canção dos cinco dedos", uma canção exemplar para crianças. Relembra que o Intituto Piaget de Almada organizara, poucos anos antes, várias iniciativas extra-curriculares cujo tema eram as canções de Carlos Paião.

Carlos Paião descreve o álbum "Algarismos": queria que todas as canções tivessem algum fio de ligação, neste caso serem sobre cada algarismo; também queria que todas fossem de estilos musicais diversos.

música: Canção dos Cinco dedos - Carlos Paião

Mário Martins relembra que Amália gravou mais temas, um deles ainda inédito e que considera um tema extraodinário. Mais outro episódio passado com uma Fadista brasileira que tinha que ausentar-se de Portugal e que precisava urgentemente de um inédito.

Edgar Canelas recita parte da letra da canção "De Mão Na Mão".

música: Cinderela - Carlos Paião

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

É Natal


Título: É Natal (tem de haver tempo para amar)
Cantor: António Mourão
Letra e Música: Carlos Manuel Marques
Produção: Mário Martins
Arranjos e Direcção de Orquestra e coros: Ferrer Trindade
Disco: DECCA, 1979 (lado B do single "Fado-Reguila)

I

Tudo o que se quer ter em cada Natal
É sempre amor e Paz
Sempre que o Natal é mais que um Pai Natal
Com tudo que nos traz
Vem na fantasia
Traz-nos alegria
Deixa-nos sonhar agora
Mas que bom seria se no dia-a-dia
Nunca o Natal fosse embora

refrão

É Natal, É Natal
A vida dói-nos mas
É Natal, não faz mal
Chegam amigos que como tal no Natal vêm lembrar
Que o Natal sempre igual é pra cantar BIS

É Natal, É Natal,
Tem que/de haver tempo pra amar
É Natal, É Natal,
Tem que/de haver tempo pra amar

Instrumental: guitarra, sinos

II

Tudo o que se diz num dia de Natal
São coisas sem rancor
Tudo o que se faz é sempre tal e qual
Um sonho só de amor
Mas como é normal
Tudo tem um final
Irá cair de novo o pano
E como ideal é pena que o Natal
seja uma só vez por ano

refrão

É Natal, É Natal,
Tem que/de haver tempo pra amar
É Natal, É Natal,
Tem que/de haver tempo pra amar

5X

http://www.youtube.com/user/Saltapaterra

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mísia

O primeiro LP de Mísia, "Mísia", lançado em 1991 pela EMI, inclui o tema "Ai Que Pena" (Mário Martins - Carlos Paião)

Só uma pena me assiste / Só uma pena me assiste / E me alaga de tristeza / Não ser toalha de linho / Não ser loalha de linho / A cobrir a tua mesa / Não ser o jarro de vinho / Não ser o jarro de vinho / Não ser a fruta ou o pão / Nem ser o talher de prata / Nem ser o talher de prata / No calor da tua mão / Só uma pena me assiste / Que pena, que pena / Não ser o pão que tu comes / Que pena, que pena / Com esse trigo amassado / Mataria duas fomes / Ai que pena / Só uma pena me assiste / Que pena, que pena / Não ser convidado à mesa / Que pena, que pena / P'ra te encher de coisas doces / O prato da sobremesa / Ai que pena / As penas são os critais / As penas são os critais / Desta ceia cintilante / Mesmo amando-te demais / Mesmo amando-te demais / Nunca o amor é bastante /Nunca se morre de fome / Nunca se morre de fome / A mingua o amor resiste / Mordo com raiva o teu nome / Mordo com raiva o teu nome / Só esta pena me assiste.

http://www.misia-online.com/official/textes/misia-pt.pdf

http://www.misia-online.com/official/ecoutez/1991-01.mp3

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Vasco Rafael



O Fado É Fixe/Algum Lugar - Vasco Rafael (Single, RT, 1982)

Ah, Fadista.../Lisboa É Um Malmequer - Vasco Rafael (Single, Orfeu, 1985) SINP 44

4 temas gravados:
O Fado É Fixe
Algum Lugar
Ah, Fadista...
Lisboa É Um Malmequer

("Lisboa É Um Malmequer" tem letra de Mário Martins)