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quarta-feira, 5 de julho de 2023

Amigos, Eu Voltei

O Festival da Canção de 1980 teve três semifinais mas a RTP não tem gravações dessas emissões. Por isso não eram conhecidas várias das canções concorrentes. Recentemente foram colocadas no youtube as versões audio de cada uma  dessas canções. Foi assim possível ouvir o tema "Amigos, Eu Voltei" com que Carlos Paião se estreou, ainda em 1980, no Festival da Canção da RTP.

Apenas era conhecida a versão que Alexandra Cruz gravou em 1993.    



Canção nº 20

Título - Amigos, Eu Voltei

Intérprete - Carlos Paião

Classificação - 6º lugar - 9 pontos

Não foi finalista



CANÇÃO Nº 20

TÍTULO: AMIGOS EU VOLTEI

INTÉRPRETE: CARLOS PAIÃO

MÚSICA: CARLOS PAIÃO

LETRA: CARLOS PAIÃO

ORQUESTRAÇÃO: MIKE SERGEANT

DIR. DE ORQUESTRA: JORGE MACHADO

Letra:

(Da ram da da ram…)

(Du ru ru…)


Voltei à casa que deixei

Às gentes que lembrei

Enquanto ganhei longe o pão

Tudo o que aprendi

Foi este amor por ti

Ó terra tão distante

Que eu jamais esqueci


Voltei, amigos, eu voltei

E muito trabalhei

Para poder voltar assim

Mas não há dinheiro

Que nos pare a dor

De andar por longes terras

Sem sabermos de amor

Voltei


Por fim, eu voltei

Aos amores que deixei

No meu velho país

Nesta terra feliz

Eu voltei para a gente

Mais quente que diz

Que partir é morrer

Mas voltar é vencer


Voltei e é tudo o que hoje sei

Que importa se chorei

Nunca mais vou ter de partir

Ai, ó terra minha

Vais me perdoar

Se eu te abandonei

Não foi por não te amar

Voltei


Por fim, eu voltei

Aos amores que deixei

No meu velho país

Nesta terra feliz

Eu voltei para a gente

Mais quente que diz

Que partir é morrer

Mas voltar é vencer


E agora, voltei

Aos amores que deixei

No meu velho país

Nesta terra feliz


Eu voltei (Por fim, eu voltei aos amores que deixei)

Eu voltei (No meu velho país, nesta terra feliz)

Eu esperei (E agora, voltei aos amores que deixei)

Só eu sei (No meu velho país, nesta terra feliz)

Maѕ voltei (Voltei)


La la la…


E agora já voltei (la la lа…)

https://eurovisionworld.com/national/portugal/festival-da-cancao-1980/carlos-paiao-amigos-eu-voltei

VOLTEI

À CASA QUE DEIXEI,

ÀS GENTES QUE LEMBREI

ENQUANTO GANHEI

LONGE O PÃO...

TUDO O QUE APRENDI

FOI ESTE AMOR POR TI,

Ó TERRA TÃO DISTANTE

QUE JAMAIS ESQUECI...


VOLTEI, AMIGOS,

EU VOLTEI,

E MUITO TRABALHEI,

PARA PODER VOLTAR AQUI. ---assim

MAS, NÃO HÁ DINHEIRO

QUE NOS PAGUE A DOR  ----pare

DE ANDAR POR LONGES TERRAS,

SEM SABERMOS DE AMOR....


VOLTEI...

SIM, EU VOLTEI AOS AMORES  --por fim

QUE DEIXEI

NO MEU VELHO PAÍS,

NESTA TERRA FELIZ...

EU VOLTEI

PARA A GENTE MAIS QUENTE

QUE DIZ

QUE PARTIR É MORRER

MAS VOLTAR É VENCER...


VOLTEI, A TUDO QUE HOJE SEI,    e é 

QUE IMPORTA SE CHOREI,

NUNCA MAIS, VOU TER QUE PARTIR.

AI, Ó MINHA TERRA   terra minha

VAIS-ME PERDOAR...

FUI EU QUE ABANDONEI    ---- se eu te abando

NÃO FOI POR NÃO TE AMAR...



VOLTEI, SIM EU VOLTEI    por fim, eu voltei

AOS AMORES QUE DEIXEI

NO MEU VELHO PAÍS,

NESTA TERRA FELIZ

EU VOLTEI

PARA A GENTE MAIS QUENTE

QUE DIZ

QUE PARTIR É MORRER

MAS VOLTAR É VENCER...


E AGORA EU VOLTEI    --- (eu) e agor voltei

AOS AMORES QUE DEIXEI

NO MEU VELHO PAÍS,

NESTA TERRA FELIZ,


 EU VOLTEI !...

EU VOLTEI

EU SEREI,

SÓ EU SEI,

MAS VOLTEI...

https://arquivo.pt/wayback/20110120224546/http://fes80.no.sapo.pt/

https://arquivo.pt/wayback/20110120225141/http://festival1980.no.sapo.pt/

https://festivais.wixsite.com/1980/semifinal-3?lightbox=i4q90



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica - 1984

Estávamos em 1984. O Casino da Figueira completava o seu primeiro centenário.

Para assinalar a efeméride, a realização dum grande espectáculo de música original , intitulado “Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica”.

Certamente muitos já esqueceram o acontecimento, inédito, e outros, presentes quer na assistência quer no próprio júri, já deixaram este mundo.

Sansão Coelho, o conhecido locutor, apresentou o espectáculo que encheu literalmente o Casino.
Artistas de renome da canção ligeira, como Maria Guinot (“Tantos mares tantas marés” e "As Órfãs do Rei”), Natércia Maria (Ai D. Pedro, porque tardas?” e “Mare nostrum”), Ronda dos Quatro Caminhos (“Quedos, quedos, cavaleiros” e “Sua Alteza a quem Deus guarde”)), Fernando Pedro (“Sobre este mar”), Elsa Coimbra (“Linda Inês”), Marta (“Sonho de Criança”) e António Sala (“A História de Portugal”), fizeram o encanto do vasto público, numa noite memorável.

Algumas das canções interpretadas faziam referência à Figueira da Foz, como, por exemplo, a que António Sala cantou intitulada “A História de Portugal”, que continha um verso que rezava: “Da Praia da Figueira até à Foz das despedidas”.

Mas Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal.

De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista (viria a falecer num acidente de viação em 26 de Agosto de 1988), entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”.

A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, cabendo aqui relembrá-la no seu todo:

Pro Fide, pro Pátria, pro Regae
Pro Fide, pro Pátria, pro Regae,
Pela Fé, pela Pátria, pelo Rei,

Em 1808 era o terror,
O Rei no Brasil, Portugal entregue à dor.
A nossa bandeira a um canto sem esperança,
Do alto do mastro,
As cores são as de França.
Para Bonaparte, o império que sonhou,
E um país a saque pelas tropas de Junot.

A velha Coimbra, a Universidade,
Já pensa revolta e ferve de vontade,
E ali se forma um grupo em movimento,
Um corpo académico de um só pensamento.
Quarenta estudantes avançam com coragem,
Bernardo Zagalo no comando da viagem.
Em Carapinheira, Tentúgal, Montemor,
Junta-se mais gente, a força ainda é maior,
Conquistam o forte de Santa Catarina,
Figueira da Foz, a França não domina.

Chega enfim a ajuda dos nossos aliados,
Vem Sir Arthur Wellesley e com 13 mil soldados.
Na praia de Lavos, a coberto do forte,
Dá-se o desembarque e muda a nossa sorte,
O Duque de Wellington começa suas glórias
Roliça [*] e Vimeiro [**] transformam-se em vitórias.
E a nossa bandeira de novo desfraldou
Finalmente livre das tropas de Junot.

E assim prosseguiu este sonho,
O qual se chamou Portugal.

Pró fide, pró Pátria, pró Regae,
Pela Fé, pela Pátria, por nós.
.

[*] Freguesia do Concelho do Bombarral – Leiria -, célebre pela batalha de que foi teatro, em 17 de Agosto de 1808, e na qual o exército anglo-luso, comandado por Sir Wellesley (depois Duque de Wellington), bateu o exército francês do General Labord.

[**] Freguesia do Concelho da Lourinhã – Lisboa -, célebre pela batalha de 21 de Agosto de 1898, a que deu o nome, e em que os franceses, comandados por Junot, foram destroçados pelas tropas anglo-lusas sob o comando de Sir Arthur Wellesley.

Do júri que participou neste evento, faziam parte Ferrer Trindade (presidente), Mário Nunes, Helena Duarte, Armando Garrido, Miguel Maduro, Marcos Viana e Maria Clara que deu a voz à canção “Figueira da Foz”, de António de Sousa Freitas e Nóbrega e Sousa. “A grande responsável pela divulgação do nome da Figueira da Foz”, como opinou Sansão Coelho.

Hoje e aqui, lembramos o acontecimento, completando o trabalho com imagens que retratam o que foi essa memorável noite do ano de 1984, em que foi assinalada a data do primeiro centenário do Casino, na origem com a designação de Teatro-Circo Saraiva de Carvalho.

Aníbal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/2009/09/efemerides_03.html

(...) Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal. De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista, entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho [o apresentador] diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”. A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, (...)

AJM

Pode-se agora ouvir no youtube video no You Tube

 Canal carlospaiao1

Outros videos do mesmo canal

(não há qualquer ligação entre este blog e o canal do youtube)

Blog de Anibal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/search?q=pai%C3%A3o

quinta-feira, 2 de março de 2017

Play-back

FESTIVAIS DA CANÇÃO
 (Cenas behind "Playback")


Estávamos em 1981, dia 7 de Março, Teatro Maria Matos em Lisboa, onde se ia realizar mais um Festival RTP da Canção. Foi neste ano que me estreei nas andanças dos Festivais. As canções a concurso tinham nomes pesados como: Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo, Maria Guinot, José Cid e as Doce com o tema “Ali-bábá”. A Valentim de Carvalho concorria com o “Playback”, uma canção alegre e despretensiosa, de um jovem promissor, mas praticamente desconhecido, (autor, compositor e interprete), Carlos Paião.
 Desde o princípio que a imprensa escrita se inclinava para os nomes sonantes, habituados a estas andanças, e com especial atenção para as Doce, um agrupamento feminino, com um excelente visual e ótima presença em palco. Para ser sincera a Valentim de Carvalho jamais pensou que o “Playback” podia sair vencedor.
 A prestação do Carlos Paião foi bem-disposta, sem grande exuberância, a acompanhá-lo esteve um coro de quatro elementos, (Pedro Mourinho, Cristina Águas, Ana Bola e Peter Petersen), dizem as más-línguas (que eu não estava lá), que a nossa Bola teve de beliscar o Peter para ele entrar em palco tal era o nervosismo. O visual era o mais descontraído possível, nada de grandes costureiros ou fatos espalhafatosos.
 Quando começou a votação, rapidamente se começou a perceber que o “Playback” ia ficar classificado nos primeiros lugares, nós que estávamos em casa a assistir (pois nesse tempo, o Festival da canção ainda parava o país), e sem qualquer aviso, ou telefonemas (porque o telemóvel nessa altura pertencia à ficção cientifica), saímos todas com um rumo na cabeça, a porta do Maria Matos à espera do David Ferreira, que estava a assistir ao espetáculo.
 O “Playback” foi a canção vencedora! Reunidos na rua à porta do teatro estavam: David Ferreira e suas ‘muchachas´, ou seja o departamento de promoção, à altura constituído por mim, Inha e Elisa Braga. Olhámos uns para os outros, estávamos metidos numa saia justa. Não tínhamos nada preparado, nenhum sítio onde pudéssemos levar a Comunicação Social e amigos para celebrar a vitória. Rapidamente a Elisa lembrou-se que o júri do Se7e, (jornal de referência, no mundo da musica), estava reunido no Hotel Altis, e não foi tarde nem cedo, tratou de tudo e tomámos de assalto a sala do júri do Se7e para celebrar a inesperada vitória. A festa durou até às tantas, mas o melhor estava para vir.
 Nessa altura (agora não sei), as editoras tinham preparados para distribuição nas rádios no dia seguinte ao do Festival, um single dos artistas a concurso, com lado A (a canção concorrente) e lado B (outro tema do mesmo artista). A rádio tocava quase até à exaustão a canção vencedora, pelo que a maior parte das vezes o lado B passava completamente despercebido. Ora nós tínhamos o nosso single pronto, mas a canção do lado B era tão boa ou melhor que a vencedora, e ia passar completamente despercebida. Não queríamos que o “Pó de Arroz” fosse o parente pobre do “Playback” e como tal eis a brilhante ideia do David Ferreira. Às 8 horas do dia 8 de Março, as meninas entraram na sala de promoção da Valentim de Carvalho, nessa altura na Rua Nova do Almada, e distribuíram pelo chão e corredor mais de 100 singles com o lado B virado para cima. Munidas de tubos de cola UHU, inutilizámos todos os lados B e esperámos que a cola secasse, voltámos a encapá-los e fomos entrega-los aos realizadores das várias rádios, (nessa altura apenas Existia a Antena1 e 2, Rádio Comercial e Rádio Renascença), e assim escondemos aquele que viria a ser um dos grandes êxitos de Carlos Paião “Pó de Arroz”(que com tanta cola era impassável na rádio ). Eu já não tenho esse single, mas aposto que alguns locutores ainda se devem lembrar desta manobra de diversão.
 Realmente naquele tempo, tudo era feito de outra maneira, e o amor à camisola era na realidade o que mais nos importava.
 Espero sinceramente que o Festival, volte a ser um dos importantes programa de entretenimento da nossa TV.


Paula Freitas (Departamento de Promoção da Valentim de Carvalho)
17.02.2017

sábado, 2 de julho de 2016

Nuno Miguel

Carlos Paião é o autor dos temas "Eu Já Namoro" e "O Meu Avozinho" com que Pedro Couceiro participou na III Gala dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz. O primeiro dos temas venceu o prémio de melhor letra.

Em 1985, Carlos Paião volta a compor temas para participar na VII Gala dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz. O concorrente foi Nuno Miguel, um jovem emigrante no Canadá.

"Dias de Festa" recebeu o prémio de Melhor música.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

António Sala


O grupo de António Sala - Maranata - gravou o tema "Minha Escola" de Carlos Paião no álbum "Cores da Música" de 1982.

O álbum "Microfone e Voz", de 1990, inclui o tema "A Um Amigo" com letra de António Sala e Música de Carlos Paião.

O álbum "Histórias", editado em 1993, inclui o tema "Pecado Capital" com o qual Carlos Paião tinha participado em 1985 no Festival da Canção de Lisboa.


Minha Escola - Maranata (1982)

António Sala - A Um Amigo (1990)

António Sala - Pecado Capital (1993)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Candida Branca Flôr




Trocas Baldrocas/A Prima da Pantera Cor de Rosa - Cândida Branca Flor - (Singles, Nova, 1982)

Gira-Discos/A Nossa Serenata - Cândida Branca Flor - (Single, CBS, 1982)

Vinho do Porto (Vinho de Portugal) (Single, EMI, 1983)

Cristo-Rei/Domingos de Sol (Single, CBS, 1983)

Colaborou ainda na recolha e produção dos discos "As Cantigas da Minha Escola" e "Cantigas da Nossa Terra".

Carlos Paião interpretou em dueto o tema "Vinho do Porto (Vinho de Portugal)"

--

No fim dos anos 70, Emanuel Rosado e Cândida encontram Carlos Paião numa festa. Entre os que povoaram e marcaram a vida de Cândida, poucos tiveram o peso de Paião, que compôs propositadamente para ela. "O Paião era uma pessoa muito generosa, uma humildade e uma simplicidade ímpares", afirma o ex-marido.

Em 1979, Cândida concorre ao Festival da Canção com "Trocas e Baldrocas", de Paião e em 1982, volta à carga com quatro temas o autor. "Eu pedia-lhe coisas simples, 'orelhudas' e ele fazia", recorda Emanuel Rosado. Em 1983, concorre novamente e canta com Paião o tema "Vinho do Porto".

Em meados dos anos 80, o casal começa a sonhar em aplicar o dinheiro ganho, primeiro num terreno onde construiriam vivendas geminadas com Paião, depois na Casa do Painho, nas Caldas da Rainha, que adquirem em 1986.

O ritmo intenso de trabalho provoca os primeiros desgastes. Em 1988, com 31 anos, Paião falece num absurdo desastre na estrada, a caminho de um espectáculo, o que afecta bastante Cândida. A relação desgasta-se, a falta de filhos parece contribuir.

Extracto do artigo "A Vida de Cândida Branca Flor" Por NUNO FERREIRA / Público, 23/07/2001

(...) falamos agora do seu mais recente trabalho discográfico, "As Cantigas da Minha Escola", um álbum feito a pensar nas crianças. Trata-se de um conjunto de cantigas que todos costumávamos cantar, avós e pais, e que os nossos filhos continuarão a cantar. Fizemos uma recolha muito cuidadosa nos infantários, eu e o Carlos Paião. No fundo, é uma rapsódia, com um refrão que serve de elo de ligação entre as várias canções.

Que se preparem, portanto, miúdos e graúdos, porque vamos ter ai na «berra» o "Atirei o Pau ao Gato" e o "Jardim da Celeste", para lembrar tempos de infância e ajudar os mais novos a criar uma memória musical.

Entrevista de Maria João Lourenço TV Guia - Dezembro 1985

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Nuno da Câmara Pereira


Não Me Cantes Esse Fado - Nuno da Câmara Pereira (Nuno da Câmara Pereira - EMI, 1985)
Estou Velho - Nuno da Câmara Pereira (Mar Português - EMI, 1986)

(A) Marcha do Castelo - Nuno da Câmara Pereira (Atlântico - EMI, 1992)

http://fadosdofado.blogspot.com/2009/01/marcha-do-castelo.html

sobre este inédito:

"É um tema que eu andava a preparar há 4 anos e que ele me ofereceu ainda em vida"

Nuno Câmara Pereira, TV Guia, 1998

Em 1984, enquanto autor, o seu tema “Marcha do Castelo” ficou em 3.º lugar no concurso das Marchas Populares de Lisboa (livro de NGP)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Festival da Canção


A Valentim de Carvalho editou o duplo álbum "Festival da Canção", no âmbito de uma Antologia da Música Popular Portuguesa de que era o quinto volume. O disco (VC 3VCLPD 10026) nunca foi, infelizmente, transposto para CD.

O primeiro LP contém "Oração" (António Calvário, 1964), "Nunca Direi Adeus" (Conjunto Académico João Paulo, 1966), "Quando Amanhecer" (Duo Ouro Negro, 1967), "Sou Tão Feliz" (Marco Paulo, 1967), "Fui Ter Com A Madrugada" (Rui Malhoa, 1968), "Balada Para D. Inês" (Quarteto 1111, 1968), "Canção Ao Meu Piano Velho" (Simone, 1968), "Sol de Inverno" (Simone, 1965), "O Vento Mudou" (Eduardo Nascimento, 1967), "Cantiga" (Fernando Tordo, 1969), "Tenho Amor Para Amar" (Duo Ouro Negro, 1969), "Folhas Verdes" (Maria da Glória, 1969), "Adeus, Velha Amada" (Duo Orpheu, 1970), "Verde Pino" (Daphne, 1971) e "Verão" (Carlos Mendes, 1968).

O segundo inclui "Desfolhada Portuguesa" (Simone, 1969), "Se Quiseres Ouvir Cantar" (Tózé Brito, 1972), "Vem O Caminheiro" (Manuel Vargas, 1972), "Apenas O Meu Povo" (Simone, 1969), "É Por Isso Que Eu Vivo" (Paco Bandeira, 1973), "A Rosa Que Te Dei" (José Cid, 1974), "Imagens" (Green Windows, 1974), "Onde Vais Rio Que Eu Canto" (Sérgio Borges, 1970), "Sobe, Sobe Balão Sobe" (Manuela Bravo, 1979), "No Dia Em Que O Rei Fez Anos" (Green Windows, 1974), "Bailia dos Trovadores" (Duo Ouro Negro, 1974), "Vamos Cantar de Pé" (Paco Bandeira, 1976), "Qualquer Dia Quem Diria" (Concha, 1979), "Eu Só Quero" (Gabriela Schaaf, 1979) e "Play Back" (Carlos Paião, 1981).
Fonte: Netparque

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Canto de Guerra

Carlos Paião venceu o 6º Festival da Canção do Illiabum Club realizado em 15/12/1978.
1 - Canto de Guerra (52 pontos)
4 -Eu Quero Cantar a Vida (29 pontos)
http://carlos-paiao.blogspot.com/2009/04/festival-da-cancao-do-illiabum-club.html

http://ramalheira.do.sapo.pt/festival/festival.htm#F6 (mais fotos e mais dados)

Também foi nesse ano que Carlos Paião esteve na RDP-Centro para apresentar as suas canções.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Lá Longe Senhora


Carlos Paião participou no Festival de Tóquio de 1985 com "Lá Longe Senhora".

http://users.telenet.be/wpsf/WPSF1985.htm

Senhora da minha fé sabes como é ter recordações
Quantas vezes te chamei, quantas te rezei minhas orações
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sonhar

Senhora da minha luz, a que me conduz onde posso ir
Cada dia aqui me tens, cada dia vens ouvir-me pedir
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sorrir

É bonita a minha terra e agora, ai agora
Esconder esta saudade é mentir

REFRÃO: E lá longe, lá longe, Senhora
Há pessoas que eu quero abraçar
De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar

De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar

Senhora da minha esperança que não se cansa de me dizer
Que sonhar só tem valor onde houver amor para se viver
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente crescer

É bonita a minha terra e agora, ai agora
Conhecer esta saudade é morrer

http://vagalume.uol.com.br/carlos-paiao/la-longe-senhora.html

Foi lançado em 1986 como lado B do single "Cegonha".

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

José Alberto Reis


José Alberto Reis participou no Festival RTP da Canção de 1989 com uma composição de Carlos Paião ("Palavras Cruzadas") tendo ficado em 4º lugar.

Com outra das canções deixadas por Carlos Paião ("Sol Maior") representou Portugal num certame realizado em Xangai.

Notas: "Sol Maior" foi gravado em 1994, no disco "Alma Rebelde". Aparece também no disco de colaborações lançado em 2006; "Palavras Cruzadas" não chegou a ser gravado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Peter Petersen


Peter Petersen era um dos elementos do coro da canção "Playback". Lançou alguns singles tendo contado com a colaboração de Carlos Paião que era seu vizinho.

É Tarde Demais / Olá Lisboa - Peter Petersen (Single, VC, 1982) - (letras de carlos paião e música de Shegundo Galarza)


- Com "É Tarde Demais" participou no 1º Festival da Canção da Rádio Comercial (1981).

- Também participou no Festival da Canção do Illiabum (Ílhavo) com "Amigo, Meu Amigo". (1)

(1) indicado na biografia de NGP - 1980 . "É Tarde demais" está indicado com o ano de 1984. 


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Pedro Couceiro




Eu Já Namoro/O Meu Avozinho - Pedro Couceiro (Single, EMI, 1980)

 Pedro Couceiro foi a melhor voz nacional na II Gala dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz onde interpretou os temas "Eu Já Namoro" e "O Meu Avôzinho" da autoria de Carlos Paião.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Festival da Canção do Illiabum Club


6º FESTIVAL - 15-12-1978

Em Dezembro de 1978 realizou-se no Atlântico Cine-Teatro, em Ílhavo, o VI Festival da Canção do Illiabum Clube.

Paião participou com dois temas. "Canto de Guerra" foi a vencedora do Festival enquanto "Eu Quero Cantar a Vida" ficou em 4º lugar. Também recebeu o prémio de melhor intérprete.

No ano seguinte participou como compositor tendo escolhido Peter Petersen para defender as canções. Também foi convidado na edição de 1982.
Em Dezembro de 1988 realizou-se uma homenagem póstuma a Carlos Paião na última edição do Festival da Canção do Illiabum Club.

http://ramalheira.do.sapo.pt/festival/festival.htm

ÍLHAVO

Apesar de ter nascido em Coimbra os seus pais eram originários de Ílhavo.

Em 18 de Janeiro de 2009 realizou-se o espectáculo de homenagem "Carlos Paião - Uma Vida de Canções ".

segunda-feira, 30 de março de 2009

Carlos Quintas


Viver, Viver (Chamar A Toda A Gente Meu Irmão)/O Teu Carinho (Single, VC, 1981)
Vamos Dançar Na Rua / Até Depois Meu Amor - Carlos Quintas (Single, VC, 1982)


Com "Vamos Dançar Na Rua" participou no 1º Festival da Canção da Rádio Comercial (1981).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Herman José




Canção do Beijinho/Eu Não Sei de Ti, Eu Não Sei de Ti - Herman José (Single, Polygram, 1980)

Canção do Beijinho - Herman José (LP, 1980) - com os dois temas do single e "Não Descalces os Sapatos"

Bailarico / Apaixonado - Herman José (Single, Polygram, 1981) 2063070

Falta d'Ar - Herman José (lado b do Single "Tôfartudeti", Polygram, 1981) 2063079

Notas:

Herman José participou no Festival da Canção de Slanchev Briag, na Bulgária, com "Apaixonado".

Há ainda a acrescentar os discos de Serafim Saudade, o single "Bamos Lá Cambada" de Estebes (1986) e as canções do "Show do Esteves" pertencente ao programa "Humor de Perdição".