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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Canais do youtube / Inéditos

Destaca-se o canal Carlos Paião mas que não permite fazer comentários. Poderá ainda haver mais videos porque o canal tem sido actualizado periodicamente. Tem bons videos e alguns desconhecidos ou pouco lembrados.

Tem por exemplo as colaborações com Manuela Bravo. E também com os Nevada para um programa de Joaquim Letria. Não se percebe o erro no nome do tema dos Nevada! Destacaram também o pouco conhecido video do inédito Amigos, Leite e Nesquik gravado no programa "Clube Amigos Disney". Alguns videos do programa "Foguete" de que existe só um programa (?) nos arquivos da RTP.

O canal Carlospaiao1 é bastante antigo mas ainda tem alguns tesourinhos importantes. O tema gravado no festival da Figueira da foz. Alguns extractos do programa "Foguete" com temas inéditos inhcluíndo "Nao Me Descalces os Sapatos" que foi gravado por Herman José no seu álbum de estreia.

20/09/2022

REGISTOS NA SPA MAS QUE NÃO CONHECÍAMOS A ORIGEM 

A AMIZADE (=Amigos, Leite e Nesquik?) https://www.youtube.com/watch?v=KV93fBQ_Iz8

A CANÇÃO POR FAZER https://www.youtube.com/watch?v=sY46ZesUhII - Foguete

A CIDADE

A FESTA COMEÇA PARA NÓS OS DOIS

A LAS PIEDRAS

A SALA ESTA VAZIA

A TV

AI SE EU QUISESSE

AMAR E MAIS

AMOR ESPERO POR TI

AMOR VIVIDO

ARCA DE NOÉ

ARTISTA REFORMADO https://www.youtube.com/watch?v=_W68uMhUs60 - Programa Piano Bar

ÁRVORE AMIGA

BRINCADEIRAS DA ALDEIA

CANTIGA DA BOLA

CANTIGA DO PETRÓLEO (?Não Me Descalces?)

CANTIGA DO XADREZ

CANTOR DA TV

CATERINA

CIDADE DE LISBOA (algum Festival de Lisboa?)

DESENCANTOS

E É DE GRAÇA

É SÓ TABACO

ELA QUER AMOR

ESTE DIA E MAIS UM DIA

ESTICA LARICA

FAZ COMO EU TE DIGO

FIM DE FESTA http://www.ondapop.pt/nordm77.html (Cândida Branca-Flor)

FLY ME TO THE MOON

FUTREZINHO (pode ser um texto para a personagem Estebes)

GUINESS (referido em entrevistas de pessoas ligadas a Carlos Paião)

HORTÊNCIA PLUMBEA

KEK

MAÇARICO (inédito gravado por Herman José em 2022 )

MUSICA

MUSICA COMPASSOS PERDIDOS

NÃO DESCALCES OS SAPATOS QUE AINDA TENS https://youtu.be/sY46ZesUhII?t=207 (versão Foguete, gravado por Herman José no álbum "Canção do Beijinho")

NÃO E NINGUÉM

NOSTALGIA

NOVO ZÉ POVINHO

O CANGURU

O CAPUCHINHO /TONY SILVA autorias erradas

O ESPÍRITO

O JAQUIM FOI SE A ELA https://www.youtube.com/watch?v=w-SQBPAskxU

O PIRATA E O TESOURO

O TO KATRINTAS https://www.youtube.com/watch?v=oAN5_dqTEV8

O TRIPAS NÃO BEBAS MAIS

O VELHO BONZÃO

ORIGENS

OS CROQUETES

OUR FANCY ROCKIN

OUTRO MUNDO

PART TIME

PIMENTA MALAGUETA

POLITICIANS

QUANDO ALGUÉM DISSER O SIM

REBUÇADO

ROMANCE

SAY WHAT YOU FEEL

SE TU VIERES COMIGO

SEGREDO

TEMA AFRICANO

TU NÃO ME ENERVES

U XUTU NU COISU

UM CARRO SÓ MEU

UM POEMA IMPORTANTE https://youtu.be/sY46ZesUhII?t=464

UM POUCO DO TEU AMOR

UMA VEZ MAIS

VEM DANÇAR ESTE SLOW

VISON

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Texto de Júlio Isidro

UM TRISTE SOUVENIR 

Mais uma Febre de Sábado de manhã. Hoje vai haver consulta em palco.

O cinema Nimas a abarrotar. O apresentador, o ainda jovem Júlio Isidro, apresenta em estreia um jovem compositor e intérprete de seu nome Carlos Paião.

E não é que entra em cena, um médico, bata branca, estetoscópio ao pescoço? 

Não há emergência, o pessoal está todo de saúde, nem um chilique de uma jovem acalorada com a febre.

Nada disso, o médico mesmo médico, vem cantar. 

E cantou "Souvenir de Portugal", o pessoal achou graça aplaudiu, e o dótor fechou com "Eu não sou poeta". Mas era, porque a poesia estava-lhe na massa do sangue.

Uma breve entrevista e estava lançado no éter da rádio o Carlos que cantou em directo no Festival de 81, um "Play back" que a Eurovisão não percebeu o humor que tinha dentro. Percebemos nós, e ainda hoje tanta gente canta em play back.

Os encontros com o Júlio em televisão ou na rádio foram frequentes. Quando levou o "Pó de Arroz" ao Passeio dos Alegres ou quando estreou "A cegonha" rodeado de crianças.

Ou quando lhe fez umas quadras em directo invocando a popularidade do programa e, a evidência nasal do apresentador.

O "Vinho do Porto, vinho de Portugal" surgiu muito antes desta onda de turismo. Com esta canção o Carlos teria hoje o seu nome ligado às caves "Charles Pay on , special Port wine"

O Herman continua  eternamente agradecido ao Carlos porque nem todos mandam  "Beijinhos" numa canção.

E o Serafim Saudade ainda tenta  ajudar a cambada a ganhar campeonatos, o da Europa que foi um sonho que vive no Éder. Quanto ao  Mundial a cambada tem que ouvir as tácticas do José Estebes que bem poderia ser adjunto do sinhor inginheiro.

Com uma "Cinderela" à procura de sapatinho, o príncipe tímido, meteu-se num "Foguete" e foi de viagem televisiva na companhia do António Sala, outro grande amigo do Paião.

E agora vou-me embora depois deste exercício de memória, porque a Amália convidou-me  para um chazinho.

Quer-me apresentar um "Senhor extra-terrestre" e  não vou perder a oportunidade de a ouvir cantar. Uma gracinha musical da Diva, escrita pelo Carlos e que estreou no Passeio dos Alegres num retorno da nossa maior depois de um “exílio” motivado por… este despeito, esta inveja, este veneno, que corre  na massa do sangue de tantos , nas redes anti-sociais.

Passaram 32 anos sobre a noite em que a música morreu, assim como escreveu Don McLean na canção “American Pie”, homenagem ao acidente aéreo que levou três pioneiros do rock ,Buddy Holly, Ritchie Valens, e JP Richardson o Big Bopper, em 1959.

Ainda ninguém escreveu uma canção ao Carlos que em tão pouco tempo, nos deixou tanto.

Até sempre amigo. Siga a vida com a "Marcha do Pião das Nicas".

No final de Agosto de  1988, caiu a noite da nossa saudade e hoje, mesmo em tempo de seca, as nuvens vão chorar.

Júlio Isidro, Facebook, 26/08/2022





terça-feira, 17 de novembro de 2020

Casa Branca


Há uma referência verdadeiramente sentimental na escolha do genérico deste álbum - todo ele uma homenagem à memória do Carlos Paião.

CASA BRANCA é, ainda hoje, o nome de uma bonita vivenda de Tires, onde o Carlos partilhou com a Zaida os seus últimos anos de vida. Foi lá que ele foi feliz. Foi lá que ele compôs a maioria dos temas escolhidos para o álbum da DULCE GUIMARÃES.

Foi de lá que ele partiu em direcção ao acidente de 26 de Agosto de 1988.

Foi na CASA BRANCA que tomámos a inspiração para todo este disco e foi de lá também que se tiraram as fotografias da capa de um álbum que, para além de outras facetas, vem mais uma vez evidenciar o imenso talento do CARLOS PAIÃO."

Texto de Luis Arriaga incluído no disco Casa Branca de Dulce Guimarães

A mais recente edição em CD inclui outra capa.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Carlos Paião: um nome que ficará para sempre

Entrevista feita aos pais do cantor no dia 13 de Outubro de 2014

- O Carlos nasceu em Ílhavo ou em Coimbra?

Ofélia Paião - Nasceu em Coimbra, porque foi cesariana. Nasceu na maternidade de S.António dos Olivais. Não havia outra forma, só por isso, e por recomendação do médico, teve de ir a Coimbra. Com 2 semanas voltou novamente para Ílhavo. Foi lá baptizado, na Igreja de S.Salvador, a 29 de Dezembro de 1958 e foi nesta igreja que fez a 1ª comunhão.

C. Paião - Por engraçado que pareça, foi nessa igreja que nós nos casámos em 1956. O casamento foi em casa (embora tivéssemos estado antes na missa) com o Prior da nossa terra, o Padre Júlio Tavares Rebimbas, que mais tarde seria Bispo do Porto.

- Mas a infância dele, desde essa altura, foi em Ílhavo?

Mãe - Sim, o Carlos é de Ílhavo. Viveu em Ílhavo até aos 9 anos, quando o pai veio para Lisboa para os Pilotos da Barra, em 1965. Depois dessa altura, fomos viver para Rana. Chegou a fazer a 1ª a 2ª classe em Ílhavo, depois estudou nos Salesianos do Estoril até à admissão ao liceu. Frequentou o Liceu de Nova Oeiras, 1º e 2º ano e depois até ao 7º ano, no Liceu de S.João do Estoril. Licenciou-se na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Acabou o curso. Fez internato, como aluno. Esteve nos hospitais: Maternidade Alfredo da Costa, Pulido Valente, Medicina Legal, Hospital de S.José, e no Egas Moniz. Mas esteve sempre ligado à música. Nisso saiu ao pai, que adorava tocar guitarra e fazer serenatas.Tirou o curso de medicina, clínica geral. Mas o seu destino era a música, era um ´bichinho´ que lhe estava no sangue.

- Quais eram os sonhos do Carlos quando era criança?

Pai - Não queria ir para o mar, como eu. No 5º ano, foi fazer os testes no Instituto Português de Orientação Profissional em Lisboa. Deu aptidão para médico, em clínica geral, letras, investigação e música. Foi sempre um excelente aluno. Ciências ou letras, porque era bom aluno nas duas. Mas a vocação dele era outra.

- Mas depois vieram viver para Rana.

Mãe - Viémos para cá, para o Carlos estudar e também por causa do trabalho do meu marido, mas de vez em quando íamos a Ílhavo. Lá estava a nossa família. As férias é que, normalmente eram passadas na Costa Nova.

- Quais eram os hobbys do Carlos?

Pai - Inventar jogos. Mas a música vivia com ele. A 1ª letra foi feita com 10 anos. A letra era mais ou menos assim: “Eu ainda sou um rapaz, apenas com 10 anos, mas nunca fiquei para trás como o carro dos ciganos. Ó minha terra, meu Portugal...” era uma letra muito bonita para uma rapazito tão novo. Com 13 anos, fez uma biografia: o auto retrato de um presunçoso.

- Qual foi a 1ª canção?

Mãe - O Carlos concorreu ao Festival de Ílhavo com duas canções: “Canto de Guerra” e “Eu quero cantar a vida”. A 1ª foi a vencedora do festival e a 2ª ficou em 4º lugar. O Carlos ganhou ainda o prémio de melhor interpretação. E é em 1978 que assina contrato exclusivo com a Valentim de Carvalho.

- O salto foi mesmo o Play-Back.

Pai - Foi, em 1981. Mas já tinha escrito muito e cantado muitas canções. Mas foi aí que as coisas começaram a ficar mais sérias. Começou com muitos espectáculos e a escrever. Começou a escrever letras e músicas para outros artistas, nomeadamente para o Herman José, que afirma ainda hoje continuar a cantá-las nos seus espetáculos.

- Quando ele faleceu, foi para o Cemitério de S.Domingos de Rana

Mãe - Foi. O Carlos tinha 31 anos, era casado e vivia aqui. Quem celebrou a missa foi o Padre Ribeiro, que era na altura o Prior da igreja. Ainda hoje nos telefona. Mas o nosso maior desejo era levá-lo para Ílhavo. Eu e o meu marido queríamos muito, porque é lá a nossa terra, temos a nossa família e sabíamos que o Carlos gostaria de estar em Ílhavo.

Houve uma homenagem em Ílhavo, o ano passado.

Pai - Foi no Centro Cultural, pela Orquestra Filarmonia das Beiras. “Reviver Carlos Paião”, no dia 12 de Outubro. Houve uma grande exposição, Pegaram nas canções do Carlos, e orquestraram tudo. Os estudantes do canto da Universidade de Aveiro, cantaram as canções do Carlos. O maestro, António Vassado, tinha feito um programa com 12 canções e foram feitos novos arranjos. Quatro estudantes deram a voz. Em palco estiveram 40 elementos. Foi emocionante, foi uma noite inesquecível !

- A comunicação social foi informada da transladação?

Mãe - Não foi. Nem os amigos do Carlos. Que nos perdoem aqueles que gostariam de o acompanhar à última e derradeira morada, mas...queremos levar o nosso filho com a paz e a dignidade que ele merecia. Queremos sigilo absoluto. É um momento nosso, muito nosso, e queremos vivê-lo à nossa maneira. Temos a certeza que todos vão entender. Agora ele vai voltar para ´casa´.

Entrevista de Rosário Azedo - Jornal CascaisAlgés

Uma vida que não se apaga Uma história que não terminou no dia 26 de Agosto de 1988...porque havia muito para contar, para relembrar. Um filho não morre, um filho fica sempre presente em todos os cantos, em cada canto, em todos os pensamentos, no coração de um pai e de uma mãe. A lei da vida, nem sempre é a lei da vida. Há caminhos que gostaríamos de não os traçar. Passaram 26 anos, e perguntamos: que sonhos ? Muitos ! O sonho de recordar momentos deliciosos que partilharam com ele, momentos que passam como um filme que não pára, momentos que são a vida, fazem parte de uma vida onde só houve felicidade. E tanto amor não pode partir, porque um amor assim, nunca morre. Esta é uma história onde agora não há filhos, só há pais. Não partiu como quem nasce. Partiu como quem não podia morrer. Mas um filho não parte...um filho nunca parte. Deixou o coração dos pais muito apertado, por vezes sem ar para respirar. E a pergunta permanece: porquê ? Um filho não é nosso, mas será sempre. Ninguém é de ninguém, mas o amor rebenta com essas ´portas´ e avança, mesmo sem perguntar. Pensar: que bom que foi quando ele nasceu ! O privilégio de o verem crescer saudável e cheio de dons, de ternura. Um rapaz que tinha tanto para dar... Hoje têm que agradecer pelos 31 anos que Deus o deixou estar com eles. A vida não nos pertence, mas não mandamos no nosso coração. Como era bom traçar o destino e virar a rota. Hoje, ficam as doces lembranças, o querer voltar atrás no tempo, mas ao mesmo tempo o agradecer pelo filho extraordinário que tiveram. Sepultado no Cemitério de S.Domingos de Rana, desde o dia 28 de Agosto de 1988, finalmente voltou para ´casa´. O sonho de uns pais: “O maior sonho que eu tenho na vida, é levar o meu filho para Ílhavo. Depois posso morrer descansado.” Dói muito ouvir esta frase. Fica marcada. Mas o milagre de Deus, se é que para Deus há milagres...concretizou-se e, no dia 14 de Outubro pelas 9 horas da manhã, a transladação foi feita para o Cemitério de Ílhavo. Foi muito difícil manter tudo em segredo desde o dia em que o corpo foi levantado de S.Domingos. Pedimos à Presidente da Junta, aos responsáveis pelo cemitério, para que nada fosse divulgado. A Presidente da Junta de S. Domingos de Rana enviou-nos uma mensagem nesse dia 14: “Como foi difícil para os serviços da Junta guardar este segredo... mas conseguimos. Foram muitos os telefonemas, de pessoas a perguntar...mas nós não podíamos dar essa informação. Estão de parabéns todos os funcionários que sabiam e quantas desculpas deram para que fosse cumprido o desejo destes pais maravilhosos, que mais não queriam do que fazer uma homenagem familiar a este ídolo de todos os tempos." Quiseram levar o Carlos em paz e fazer uma despedida só com os familiares. O que ficou ? Um sorriso cheio de amor naqueles dois seres que nada mais queriam do que despedir-se do filho no silêncio dos seus corações.

Rosário Azedo, 23 de Outubro de 2014
Jornal CascaisAlgés
https://issuu.com/rosarioazedo/docs/edi____o_n___19_completa

Carlos Paião: Há 27 anos a ´cantar´ nos Céus Carlos Paião: um homem que não ´morre´ no tempo, mas que se constrói em cada tempo vivido e repartido em pensamentos, em melodias, em canções. Um autor, compositor, artista, que não existiu: ele existe e será eterno. Carlos Paião é um nome que continua e continuará ´vivo´. Houve muitas histórias lindas: muitas cinderelas; muitos play-backs, onde a cegonha trouxe o bebé mais lindo do Mundo; muitas ´nuvens´ que continuam a chorar; as cores do arco-íris onde a pergunta permanece: “Quantos homens são precisos p´ra sonhar ?” Havia tantos beijos, abraços para dar. Tantos gestos de ternura, de quem ama. O Carlos ´vive´ naquela casa, ´vive´ naqueles dois corações e ´vive´ na certeza da vida eterna. Como uns segundos serviram para destruir uma família e ´matar´ uns pais. E uma vida inteira está a servir para continuar a amar, e amar muito quem nunca deixará de viver. Só sabe o que é o amor, quem ama sem limites. E um dia, o Carlos compôr uma música dedicada aos pais: “História Linda”. E esta é uma história linda, uma história onde poderá até não haver filhos, mas há um filho que nunca se perdeu, porque o coração não deixou. E quantas lágrimas, quantos desesperos, quantas vontades de desistir....mas o Carlos, lá no Céu, foi compondo a sua ´canção´. Compôr uma melodia com todos os toques de magia, de uma magia sem fim, para que estes dois amores da sua vida, conseguissem erguer a cabeça, se conseguissem abraçar, com o abraço mais forte do Mundo, para que nunca desistissem de viver, nunca desistissem de sorrir. O Carlos continua a ´viver´, porque os pais e um povo, nunca deixaram que ele ´morresse´. Ele está vivo lá em casa: naquelas paredes, em Ílhavo, em cada foto, em todas as fotos, em cada recordação que perdura. E quando um pai que perdeu um filho, um filho único, diz que....tem um sonho.... ficamos comovidos, porque há tantos pais com filhos que não conseguem sonhar e muito menos ter um sonho ! Ele teve um sonho, eles os dois choraram e sonharam, e um dia, o sonho tornou-se realidade: Levar o filho para a terra deles e ´deitá-lo´ numa campa perpétua e que ficará para todas as gerações que hão-de vir e onde o Carlos Paião há-de ser sempre uma chama viva. Este ano, neste dia 26 de Agosto de 2015, pela primeira vez, será rezada a missa na Igreja de Ílhavo e as flores terão muito mais brilho do que antes. A mágoa, as mágoas de sentir que o que nos pertence não podemos mexer, faz da nossa vida uma tristeza ainda mais pesada do que aquela que a morte deixou. Não existem palavras para descrever a saudade. A saudade não se vê, não se toca. Mas sente-se e existe para uns pais que nunca poderiam voltar a ser como nos tempos em que o sorriso do Carlos vivia estampado nos seus rostos, mas sabem e estão ´felizes´ por sentir que valeu a pena sonhar. Ao fim de 26 anos, no dia 14 de Outubro de 2014, finalmente, e no maior sigilo, era feita a transladação: do Cemitério de S.Domingos de Rana, onde esteve sepultado durante todo esse tempo para o Cemítério de Ílhavo, onde ´vive´ desde essa data. E a pergunta foi feita aos pais: - Alguma vez perderam a esperança de levar o Carlos para Ílhavo ? O que é que sentem depois destes 26 anos de espera ? “Sinto o conforto de ter realizado um sonho que desde sempre tivemos. Era o meu maior sonho levá-lo para lá. Em Ílhavo, quando o Carlos nasceu, não havia condições de fazer cesarianas: ou Coimbra ou Porto. E optámos por ir para Coimbra. Mas a terra dele sempre foi esta. Não tinha perdido a esperança. Podia não dizer nada, mas nunca perdi.Tinha a esperança que um dia se iria realizar a transladação. Era um sonho muito grande. No nosso íntimo...realmente tínhamos uma secreta esperança que um dia conseguisse ser uma realidade.E hoje, e este ano, vai ser a primeira vez que sabemos que o nosso filho está no Cemitério de Ílhavo. Esperámos 26 anos, mas finalmente está.” (Manuel Paião)

“Estou em paz. O meu filho está onde eu sempre quis: na terra dele. Ao fim de 26 anos, já tinha perdido a esperança, mas continuaria a lutar. São feridas muito difíceis de sarar. O ter havido uma pessoa que compreendeu o nosso sofrimento, e que nos ajudou, mesmo

sabendo que seria quase impossível. E conseguiu. Agradeço a Deus porque o meu filho agora está em ´casa´. A missa sempre foi rezada em S.Domingos e Carcavelos. Pela 1ª vez vai ser rezada na Igreja de Ílhavo, porque pela 1ª vez nós vamos lá estar no dia 26 de Agosto.” (Ofélia Paião)

Rosário Azedo, 20 de Agosto de 2015
Jornal CascaisAlgés

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Paião apresenta



Paião é o nome de um novo projecto de tributo a Carlos Paião que é composto por João Pedro Coimbra (Mesa), Via, Marlon (dos Azeitonas) e Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo dos Virgem Suta).


O projecto foi criado no ano em que se assinalam os 30 anos da morte de Carlos Paião. Estrearam-se ao vivo no Terreiro do Paço no dia 6 de Maio, durante o programa do Festival Eurovisão da Canção.


O vídeo de apresentação, que conta com participação da modelo Angelina Pavli, é uma versão de “Pó de Arroz” e estreou em 23 de Abril deste ano.


O álbum “Paião” estava previsto para o mês de Maio mas ainda não foi lançado.


https://infocul.pt/cultura/projecto-de-tributo-a-carlos-paiao-junta-artistas-de-varias-vertentes-musicais/


Youtube


https://www.youtube.com/channel/UC-13pMB9swi5d7-gevUHdBg

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica - 1984

Estávamos em 1984. O Casino da Figueira completava o seu primeiro centenário.

Para assinalar a efeméride, a realização dum grande espectáculo de música original , intitulado “Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica”.

Certamente muitos já esqueceram o acontecimento, inédito, e outros, presentes quer na assistência quer no próprio júri, já deixaram este mundo.

Sansão Coelho, o conhecido locutor, apresentou o espectáculo que encheu literalmente o Casino.
Artistas de renome da canção ligeira, como Maria Guinot (“Tantos mares tantas marés” e "As Órfãs do Rei”), Natércia Maria (Ai D. Pedro, porque tardas?” e “Mare nostrum”), Ronda dos Quatro Caminhos (“Quedos, quedos, cavaleiros” e “Sua Alteza a quem Deus guarde”)), Fernando Pedro (“Sobre este mar”), Elsa Coimbra (“Linda Inês”), Marta (“Sonho de Criança”) e António Sala (“A História de Portugal”), fizeram o encanto do vasto público, numa noite memorável.

Algumas das canções interpretadas faziam referência à Figueira da Foz, como, por exemplo, a que António Sala cantou intitulada “A História de Portugal”, que continha um verso que rezava: “Da Praia da Figueira até à Foz das despedidas”.

Mas Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal.

De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista (viria a falecer num acidente de viação em 26 de Agosto de 1988), entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”.

A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, cabendo aqui relembrá-la no seu todo:

Pro Fide, pro Pátria, pro Regae
Pro Fide, pro Pátria, pro Regae,
Pela Fé, pela Pátria, pelo Rei,

Em 1808 era o terror,
O Rei no Brasil, Portugal entregue à dor.
A nossa bandeira a um canto sem esperança,
Do alto do mastro,
As cores são as de França.
Para Bonaparte, o império que sonhou,
E um país a saque pelas tropas de Junot.

A velha Coimbra, a Universidade,
Já pensa revolta e ferve de vontade,
E ali se forma um grupo em movimento,
Um corpo académico de um só pensamento.
Quarenta estudantes avançam com coragem,
Bernardo Zagalo no comando da viagem.
Em Carapinheira, Tentúgal, Montemor,
Junta-se mais gente, a força ainda é maior,
Conquistam o forte de Santa Catarina,
Figueira da Foz, a França não domina.

Chega enfim a ajuda dos nossos aliados,
Vem Sir Arthur Wellesley e com 13 mil soldados.
Na praia de Lavos, a coberto do forte,
Dá-se o desembarque e muda a nossa sorte,
O Duque de Wellington começa suas glórias
Roliça [*] e Vimeiro [**] transformam-se em vitórias.
E a nossa bandeira de novo desfraldou
Finalmente livre das tropas de Junot.

E assim prosseguiu este sonho,
O qual se chamou Portugal.

Pró fide, pró Pátria, pró Regae,
Pela Fé, pela Pátria, por nós.
.

[*] Freguesia do Concelho do Bombarral – Leiria -, célebre pela batalha de que foi teatro, em 17 de Agosto de 1808, e na qual o exército anglo-luso, comandado por Sir Wellesley (depois Duque de Wellington), bateu o exército francês do General Labord.

[**] Freguesia do Concelho da Lourinhã – Lisboa -, célebre pela batalha de 21 de Agosto de 1898, a que deu o nome, e em que os franceses, comandados por Junot, foram destroçados pelas tropas anglo-lusas sob o comando de Sir Arthur Wellesley.

Do júri que participou neste evento, faziam parte Ferrer Trindade (presidente), Mário Nunes, Helena Duarte, Armando Garrido, Miguel Maduro, Marcos Viana e Maria Clara que deu a voz à canção “Figueira da Foz”, de António de Sousa Freitas e Nóbrega e Sousa. “A grande responsável pela divulgação do nome da Figueira da Foz”, como opinou Sansão Coelho.

Hoje e aqui, lembramos o acontecimento, completando o trabalho com imagens que retratam o que foi essa memorável noite do ano de 1984, em que foi assinalada a data do primeiro centenário do Casino, na origem com a designação de Teatro-Circo Saraiva de Carvalho.

Aníbal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/2009/09/efemerides_03.html

(...) Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal. De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista, entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho [o apresentador] diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”. A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, (...)

AJM

Pode-se agora ouvir no youtube video no You Tube

 Canal carlospaiao1

Outros videos do mesmo canal

(não há qualquer ligação entre este blog e o canal do youtube)

Blog de Anibal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/search?q=pai%C3%A3o

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Outros temas - Videos

* Carlos Paião & Manuela Bravo - Cegonha
Publicado a 20/01/2014

Carlos Paião e Manuela Bravo interpretam o tema "Cegonha", no programa "Já Está", apresentado por Joaquim Letria em 1987.
https://www.youtube.com/watch?v=1RhEJgFJvlY

* Carlos Paião & Manuela Bravo - Quero 
Publicado a 20/01/2014

Carlos Paião e Manuela Bravo interpretam o tema "Quero", no programa "Já Está", apresentado por Joaquim Letria em 1987.
https://www.youtube.com/watch?v=i19y6JGmNhg

* Carlos Paião O Jaquim
Publicado a 11/09/2013

Tema inédito interpretado no programa"O Foguete"
https://www.youtube.com/watch?v=w-SQBPAskxU

* Carlos Paião Tó Kratintas
Publicado a 05/06/2011

Tema inédito interpretado no programa"O Foguete"
https://www.youtube.com/watch?v=oAN5_dqTEV8

* Cavalo à Solta
Publicado a 06/03/2013

No Festival RTP da Canção (1986) foi interpretada uma nova versão pela maioria dos vencedores do Festival.

https://www.youtube.com/watch?v=unuxgA5bKOo

* Carlos Paião Festival da Figueira da Foz 1984
Publicado a 28/06/2011

A divulgação do vencedor é feita pelo apresentador Sansão Coelho. A canção tem o título PELA FÉ, PELA PÁTRIA, PELO REI - é a canção com mais portugalidade de ESTE É UM DOCUMENTO ÍMPAR E HISTÓRICO. IMPERDÍVEL E A SER RECUPERADO COM TODA A URGÊNCIAABSOLUTAMENTE NOTÁVEL E A JUSTIFICAR UM ABAIXO-ASSINADO AO MUNICÍPIO DA FIGUEIRA PARA FAZER UMA EDIÇÃO DESTA HISTÓRICA CANÇÃO - NOTABILÍSSIMA, TALVEZ A MELHOR DE CARLOS PAIÃO (foz do mondego, lda. foz do mondego)
 
https://www.youtube.com/watch?v=7iLywHeT3J0

* Teledisco Discoteca / Cangurik - Amigos Clube Disney
https://www.youtube.com/watch?v=3_lA4uxmQnQ&list=UUC73WxoDvaP-gDhJgMuLwLg

* Canal CarlosPaião1
https://www.youtube.com/channel/UCC73WxoDvaP-gDhJgMuLwLg

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Programas de Televisão - RTP

ERA UMA VEZ


Era Uma Vez… é um programa em que, em episódios de curta duração – cerca de 10 minutos – se contam histórias tradicionais para crianças.

(...) as canções são assinadas por nomes sonantes da música ligeira, que musicaram as letras escritas por Maria Alberta Menéres.

Fugindo à regra dos restantes músicos convidados, que se faziam acompanhar pela viola, Carlos Paião utilizou um sintetizador.

Era Uma Vez… foi exibido às quartas-feiras, no Brinca Brincando.

4º. O Gato das Botas (11/11/1987) Convidado: Carlos Paião


ROQUE E ROLE

Roque e Role foi produzido em 1987, mas apenas exibido a partir do último trimestre de 1988.

O programa com Carlos Paião foi propositadamente exibido no dia 26/11/1988, como homenagem pelos 3 meses do seu desaparecimento.

link brinca brincando

O FOGUETE

Carlos Paião, António Sala e Luis Arriaga eram os anfitriões deste programa que misturava música e comédia.

link brinca brincando

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Canções e memórias são o melhor presente deixado por Carlos Paião


“Vou contar-lhe uma coisa. Ain­da há uns dois meses me vieram aqui bater à porta. Eram duas crianças com 5 ou 6 anos que tinham aprendido uma música na escola, e, como sabiam que era do meu filho, quiseram vir cantá-la para mim. E foi tão giro estarem ali a cantar a ‘Cinderela’ à minha porta. Também no outro dia, no supermercado, encontrei uma criança a cantar o ‘Vinho do Porto’, acredita? E essas coisas simples são uma consolação e uma alegria tremendas. Ver crianças de uma geração tão posterior à do Carlos a cantarem as canções dele”. É habitual Ofélia Marques emocionar-se com a “presença” constante do filho, Carlos Paião, no seu dia-a-dia, tantas vezes trazida no embalo da imortalidade das suas músicas. E é fácil perceber quão orgulhosa fica a antiga professora primária, hoje com 82 anos, pelo reconhecimento que é prestado ao filho, falecido em 1988, aos 30 anos. O que Ofélia garante que não esperava era a homenagem que, hoje, Ílhavo, a sua terra natal e local onde Carlos Paião passou os primeiros sete anos da sua infância, começa a prestar ao cantautor que teria celebrado 60 anos na passada quar­ta-feira. “Fui apanhada de surpresa e fico muito emocionada por perceber que ele não está esquecido”, revela, de voz embargada, em conversa telefónica com o Diário de Aveiro. Devido a questões de saúde, Ofélia Marques e o marido, Carlos Paião, não vão poder estar presentes em nenhum dos dias da Milha - Festa da Música e dos Músicos de Ílhavo, que se prolonga até domingo. Mas como este evento foi recebido pelo casal como um presente para eles, conforme o nosso jornal percebeu durante a conversa - “seria uma alegria enorme poder assistir a essa homenagem e viver esse momento” -, o guião destas linhas será construído com frases e memórias desfiadas por Ofélia Marques. Na “Milha”, “Carlos Paião é o mote”, resume Luís Ferreira, director do 23 Milhas que, em parceria com a Associação Artística Cais do Som, promove um evento que vai envolver cerca de 600 músicos do concelho. Serão três dias de festa que integra dez concertos na Casa da Cultura de Ílhavo e na Fábrica das Ideias da Gafanha da Naza­ré, mas que inclui ainda duas oficinas sobre a obra de Carlos Paião. Tudo de entrada livre.

ADÉRITO ESTEVES, DIARIO DE AVEIRO, 03/11/2017

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Inéditos

Os pais de Carlos Paião com os cantores Nuno da Câmara Pereira e Ana e o produtor Mário Martins

INÉDITOS

Nomes que gravaram inéditos de Carlos Paião após o seu falecimento:

O tema "Tudo Acabou" aparece numa compilação de Alexandra editada anda em 1988.

- José Alberto Reis participou no Festival RTP da Canção de 1989 com "Palavras Cruzadas" que nunca foi gravado. Também cantou o tema "Sol Maior" que foi gravado em 1994, no disco "Alma Rebelde.

- Ana que foi dos primeiros nomes a cantar Carlos Paião gravou o tema "ilusão" no seu álbum de 1989.

- O álbum "Microfone e Voz" de António Sala, de 1989, inclui o tema "A Um Amigo" com letra de António Sala e música de Paião.

- Mísia gravou, em 1991, o tema "Ai Que Pena" de Carlos Paião e Mário Martins.

- José da Câmara gravou o tema "Ai Fadinho" em 1991.

- Nuno da Câmara Pereira gravou em 1992 o tema "A Marcha do Castelo",

- A cantora Alexandra Cruz gravou em 1993 três inéditos: "Amigos eu voltei", "A vida quer, a vida Manda" e "Vamos parar o tempo". "Amigos eu voltei" foi o tema com que Carlos Paião concorreu ao Festival da Canção de 1980 mas sem ser apurado.

- O álbum "Histórias" de António Sala, de 1993, inclui o tema "Pecado Capital".

- O cantor Pedro Vilar gravou os temas "Talvez" (1992) e "Canção da Última Idade" e "Beijo Roubado" em 1993.

- O segundo volume do projecto "Novo Canto Português" de Pedro Brito, lançado em 2008, inclui o tema "Tempo". 

- O tema "O Novo Povo" não chegou a ser lançado em disco por Amália mas em 2016 foi gravado pela cantora Yolanda Soares.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Melodias eternas e inacabadas

"Acordar ao ´som´ destes 27 anos de saudade, que não pararam no tempo. 

Acordar e sentir o quanto o tempo voou, mas deixou tantas recordações de momentos tão bem vividos, tão amados e tão pautadas por uma família que só queria estar unida e viver com os sorrisos das certezas. Esta foi a realidade que ninguém consegue enfrentar e muito menos deixar que o tempo apague.
 
A ´Cegonha´ nunca vai deixar de sonhar, porque houve muitas Cinderelas, muitos Versos de Amor ´pintados´ com Pó de Arroz e os Cinco Dedos não foram suficientes para contar os momentos inesquecíveis. Aqui não há Intervalo...porque o tempo continua a passar, quando o tempo parou e ficou naquela imagem da dor sofrida e vivida, que será eterna, será amarga, com ´sabor´ a um amor que não se esquece.
 
E nos Intervalos da vida, não há pausas nem tempo para andar em frente, porque as recordações são as melhores que uns pais podem ter.
 
Houve tantos Versos de Amor que ficaram inacabados, mas as Nuvens nunca vão deixar de Chorar, porque Lá Longe.....o Carlos continua a escrever a História Linda e continua a ´cantar´ as canções que serão eternas, porque há homens que nunca morrem, há homens que ficam para a história, para as muitas histórias que vão sendo contadas e cantadas...lá no Céu."


(Rosário Azedo)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Super Zequinha

"Super Zequinha" com letra de Carlos Paião e música de Luís Filipe Aguiar esteve para ser gravado por Fátima Padinha das Doce. Esta revelação foi feita no programa INESQUÉCIVEL, de 26/05/2013, onde estiveram as Doce Teresa Miguel e Fá e ainda António Sala e onde foi recordado o nome de Carlos Paião.

Através do site discogs descobrimos que Os Maternitas lançaram em 1987 o single "Super Zequinha" na etiqueta Vaga na qual gravava habitualmente o músico Luís Filipe Aguiar.

Single:

Super Zéquinha / Super Zéquinha (instrumental) - Os Maternitas - 1987

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ílhavo - Romaria à campa de Carlos Paião

Dezenas de pessoas depositaram flores no túmulo do cantor e compositor.

Após 26 anos da morte do cantor Carlos Paião, os seus restos mortais foram trasladados para o Cemitério de Ílhavo. Embora a campa ainda não esteja identificada com o seu nome, são muitos os locais que se aperceberam da situação e visitam o túmulo.

A mudança de Cascais para Ílhavo aconteceu a 15 de outubro por vontade dos pais do artista, que residem na freguesia de São Salvador, no centro histórico. "O que a mãe dele mais queria era ter o filho perto de casa. Afinal, ele é da terra e faz todo

o sentido", explica uma amiga. Desde outubro que a família quis manter em segredo a trasladação até a campa estar concluída mas, num meio pequeno, as notícias correm rápido. "Vim cá tentar ver se conseguia descobrir qual era a campa dele para lhe deixar uma flor", explicou João Santos, morador de Ílhavo.

O cantor estava sepultado no Cemitério de São Domingos de Rana, em Cascais, e agora regressa "à casa que é dele, onde cresceu e se começou a formar como pessoa e artista". "Para nós é uma honra enorme tê-lo cá e vamos receber com muito gosto todos os que o quiserem vir visitar", conta João Campolargo, presidente da Junta de Freguesia de São Salvador. "Está sepultado no talhão 8, no sítio mais antigo do nosso cemitério. Agora todos os que o quiserem visitar vão poder fazê-lo e de certeza que os moradores, com ajuda da autarquia, vão querer fazer uma homenagem assim que a sua campa estiver concluída", acrescenta.

O cantor português perdeu a vida a 26 de agosto de 1988, aos 30 anos, num acidente de viação quando se dirigia para um concerto em Penalva do Castelo. Desde então, tem sido recordado por vários músicos e bandas que cantam as suas músicas. Em 2008, foi editado um álbum de tributo ao artista português com os seus maiores êxitos.

CM / Ágata Rodrigues, 08/11/2014

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

David Ferreira a contar

Os episódios desta semana da rubrica "David Ferreira a contar" da Antena 1 são dedicados a Carlos Paião. David Ferreira era o responsável máximo da editora para a qual Carlos Paião gravou.

Carlos Paião um quarto de século depois

Segunda, 26 de Agosto de 2013

As canções dos portugueses e as suas histórias. Como eram, elas e os cantores. Como era a Música que se ouvia. Como éramos nós. Dos primeiros sucessos em 78 rotações à era digital, passando pelo Centro de Preparação dos Artistas da Rádio, o ié-ié, o velho Fado e os fados novos, a Revista à Portuguesa e o rock em português, a balada e as canções do contra. O bom e o bonito - e o pimba, com certeza. Muita música nossa: se calhar nem sabia como ela sabe tão bem!

Autoria e Apresentação: David Ferreira
Produção: António Santos

sábado, 20 de abril de 2013

Cassete de 1987



Imagens do facebook de Marco de Sousa Caneira (filho da cantora Ágata) com um autógrafo de Carlos Paião

segunda-feira, 1 de abril de 2013

SIC / Boa Tarde

25 anos depois, amigo que conduzia o carro fala pela primeira vez 

SIC

terça-feira, 19 de março de 2013

Os últimos dias de Carlos Paião

Um dos cantores e compositores mais populares da década de 80 sofreu um terrível acidente de carro há 25 anos. A SÁBADO falou com o homem que seguia ao seu lado naquele dia

Por Tânia Pereirinha/Sábado, 19/03/2013

Tinham passado os últimos dois dias em casa, a descansar; um verdadeiro luxo, sobretudo por se estar em Agosto. Faziam uma média de 60 espectáculos por ano, grande parte deles concentrados naqueles 31 dias, em que os emigrantes voltavam a casa com os bolsos cheios de notas para oferecer à associação de festas das aldeias. Entre 1981 e 1987, chegaram a ter 26 ou 27 espectáculos naquele mês. O ano de 1988 não estava a ser assim tão exigente.
Como combinado, a meio da manhã de sexta-feira, dia 26, Carlos Paião, 30 anos, arrancou da casa onde vivia, em São Domingos de Rana, com a mulher, Zaida, e o cocker Yazamuri (ou Yari, como lhe chamava por ser mais fácil), e parou em Caxias, à porta do amigo e técnico de som Jorge Esteves.

Era um dia especial: Elsa, mulher de Jorge, fazia 24 anos; e a viagem que se preparavam para fazer, para um concerto em Penalva do Castelo, seria a última da velha carrinha Datsun Urvan, em que já tinham feito quilómetros suficientes para dar uma série de voltas a Portugal. Mas, ao contrário do que era habitual, Carlos estava pouco animado.

Não fez nenhuma referência à nova carrinha, com muito mais espaço e um pequeno beliche, que já tinham encomendado. Nem sequer deu os parabéns à amiga, que no fim-de-semana anterior tinha atormentado ao volante, durante uma viagem ao Alentejo, em que cantou, riu, acelerou e discorreu sobre o livro que andava a ler: a história de uma rapariga que sofre um acidente de carro e tem uma experiência de quase morte.

“Pode parecer daquelas coisas que se dizem só porque sim, mas a verdade é que naquele dia o Carlos estava muito esquisito”, recorda à SÁBADO Jorge Esteves.

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Depois de apanharem o também colega e amigo Carlos Miguel Sousa, puseram-se a caminho. Jorge, a pedido do intérprete de 'Playback', 'Cinderela' e 'Pó-de-Arroz', passou para o volante. “Alternávamos sempre os dois; o Carlos Miguel não conduzia.

Estava um calor daqueles! Quando cheguei ao Carregado tirei a T-shirt e fui a guiar assim. Eles iam os dois a dormir.” É das últimas coisas de que se recorda: “Passado um quarto de hora estava sentado no alcatrão, a acordar, com um monte de pernas à minha volta, cheio de sede.”

Já dentro da ambulância, Jorge avisou os bombeiros de que a carrinha levava mais dois passageiros. Passou por quatro hospitais nesse dia e os médicos chegaram a ponderar amputar-lhe um pé. Quando lhe disseram que os amigos estavam em Vila Franca de Xira, ficou aliviado: “Estão melhores do que eu, senão também tinham vindo para Lisboa.”

Nesse dia, a mulher de Carlos Paião foi a Caxias, falar com a de Jorge: “Diz ao Jorge que eu sei que ele não teve culpa.”

Elsa preferiu manter o marido na ignorância: o técnico de som só soube que Carlos Miguel e Carlos Paião tinham morrido dois dias depois, já o País sabia da morte inesperada do compositor e vencedor do Festival da Canção da RTP em 1981.

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Os óbitos foram declarados ainda na Estrada Nacional 1, na zona de Rio Maior, cerca das 15h, apenas um dia depois do também histórico incêndio do Chiado. O cantor – que, recordam os amigos, era muito espiritual, acreditava na vida depois da morte e, por isso, gostava de dizer que nunca desapareceria – não resistiu à violência do embate frontal da Datsun Urvan com um camião que circulava em sentido contrário. Só o lugar do condutor ficou mais ou menos intacto. O acidente fará 25 anos em Agosto.

Para assinalar a data, a EMI lançou este mês uma colectânea dos 37 melhores temas compostos e interpretados por Paião (há um inédito: 'Caminhar').

Carlos Manuel Marques Paião nasceu a 1 de Novembro de 1957, em Coimbra, filho de uma professora e de um piloto de barra, que anos antes se dedicara à pesca do bacalhau. Viveu em Ílhavo até aos 6 anos, altura em qu se mudou com os pais para a zona de Oeiras.

Catorze anos depois, foi no Festival da Canção da cidade onde aprendeu a tocar harmónica e onde tentou fazer o mesmo com o acordeão (a professora acabou por desistir porque ele preferia tocar de ouvido a ler as pautas) que se iniciou no mundo da música. Ficou em primeiro lugar, assinou um contrato exclusivo com a Valentim de Carvalho e começou a ponderar deixar o curso de Medicina, na Universidade Nova de Lisboa. Acabou por não o fazer. Mas nunca exerceu a profissão, nem sequer em casa, para ajudar os amigos.

“Às vezes, se tínhamos algum problema, íamos ter com ele. A mulher dele também era médica, ouvíamos sempre a mesma resposta:

‘Queres curar-te ou queres morrer? Se queres morrer, consulta-me; se te queres safar, fala com a Zaida’”, recorda António Sala.


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De acordo com o locutor, que trabalhou com Paião na Rádio Difusão Portuguesa e também no 'Foguete', na RTP (um programa de

humor nonsense passado num comboio em que Carlos Paião fazia de maquinista tresloucado, António Sala de pica-bilhetes e Luís Arriaga de barman), a boa disposição do músico era constante. Apesar da timidez, adorava pregar partidas aos amigos, como quando incendiou uma folha de papel que Sala tinha nas mãos e estava a ler em directo.

Outra vez, às 4h, em casa, depois de ser repreendido pela mulher, que queria que ele e os colegas fizessem menos barulho e tocassem mais baixo, levantou-se com ar bem-comportado e rodou o botão do volume... para o máximo. E houve inúmeras ocasiões, na RDP, em que se virou para o amigo locutor e lhe perguntou: “Que disco vais pôr a seguir?”, apenas para o tirar da prateleira e partir ao meio: “Agora vais ter de escolher outro!”

Não consta que o tivesse feito com alguns dos 13 singles e dois LPs que editou ao longo da curta (mas prolífera) carreira, entre 1981 e 1989. Mais do que um intérprete, recordam amigos e colegas, Paião era um compositor exímio que gostava de palavras. Andava sempre com um dicionário de rimas debaixo do braço e era capaz de escrever, com a mesma rapidez e facilidade, letras infantis, humorísticas, românticas ou pungentes.

“Uma vez estávamos em casa e apareceram uns tipos da rádio, atrapalhados porque precisavam de uma música para o programa da manhã do dia seguinte. Já devia passar das 23h, o Carlos agarrou-se a uma folha de papel e ao órgão e num instante passou-lhes a música para a mão”, conta Jorge Esteves.

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Amália Rodrigues, Herman José, Joel Branco, Rodrigo, Cândida Branca Flor, Carlos Quintas, Lenita Gentil, Vasco Rafael e Fafá de Belém foram apenas alguns dos que o cantaram. “Se ele tivesse continuado, tenho a certeza de que hoje seria dos nomes mais procurados para escrever neste país. Tinha um talento incrível”, diz à SÁBADO Tozé Brito.

Para o compositor e administrador da Sociedade Portuguesa de Autores – que partilhou com Paião os bastidores das edições de 1981 e 1983 do Festival da Canção e do programa Hermanias, de 1984 –, o talento do autor de Playback com as palavras só seria comparável, à época, com o de José Carlos Ary dos Santos. “Naquela altura havia pouca gente a escrever bem. E as músicas boas do Carlos Paião nem sequer são estas, as que o povo canta...”

Ao contrário de Ary dos Santos, cuja predilecção por gin (puro, não tónico) era conhecida, Carlos Paião não tocava em álcool.

Também não fumava e irritava-se com os amigos quando, nas maratonas que faziam pelo País, de concerto em concerto, fumavam dentro da carrinha. Esta e passar a vida a cofiar a barba – que se recusava terminantemente a fazer – eram as únicas esquisitices que se lhe conheciam.

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Na estrada, sempre fez questão de ser tratado como os colegas da equipa técnica, o que tanto podia incluir comer frangos de churrasco meio crus dentro da carrinha em que viajavam com o material, como participar em torneios de matraquilhos com viseenses, nas Festas de São Mateus; ou até dormir no chão das salas de emigrantes portugueses em França ou na Alemanha, porque não havia dinheiro para pagar hotéis.

Na altura, explica Tozé Brito, o sucesso de um artista era medido sobretudo a partir do número de espectáculos que dava e dos programas para que era convidado: “O Carlos vivia só da música e o que recebia chegava e sobrava para viver bem. Calculo que recebesse cachês de 50 ou 60 contos [250 ou 300 euros] por espectáculo. Apesar de nunca ter sido um grande vendedor de discos, ia sempre para o top. E estava no grupo dos eleitos pelo público, fazia parte da primeira divisão dos convidados para a rádio e para a televisão”.

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Na RTP, além de Foguete e de Hermanias, participou em 'Humor de Perdição' (1988), também com Herman José. Ficaram amigos. “O Carlos tinha um talento total, um carácter de granito, uma alegria deliciosamente infantil. As nossas sessões de trabalho acabavam invariavelmente no chão da sala, a brincar com a cadela dele”, revela o humorista.

Apesar de ser recordado essencialmente por ter ganho o Festival da Canção com uma música em que criticava as vedetas que cantavam em playback, com a ajuda de um coro que incluía Ana Bola de fato-de-macaco de cetim amarelo, Carlos Paião é responsável por alguns dos maiores êxitos de Herman José.

“Bamos lá cambada, todos à molhada que isto é futebol total”? Letra e música de Carlos Paião. “Serafim, Serafim Saudade, aqui estou e, na verdade, sei que sou o que sonhei”? Letra e música de Carlos Paião. “Ora dá cá um e a seguir dá outro, depois dá mais um, que só dois é pouco”?

Letra e música de Carlos Paião.

“A Canção do Beijinho ajudou a mudar-me a vida. No ano da sua saída, atingi a pole position das vedetas contratáveis para espectáculos populares”, assume Herman.

Por Tânia Pereirinha/Sábado, 19/03/2013


quarta-feira, 6 de março de 2013

David Ferreira a contar

Nos mais recentes episódios da rubrica "David Ferreira a contar" da Antena 1 tem sido abordados vários autores de canções portugueses.

O episódio de 6 de Março de 2013 foi dedicado a Carlos Paião e à sua colaboração com Herman Jose. Relembre-se que David Ferreira era o responsável máximo da EMI-Valentim de Carvalho para a qual Carlos Paião gravou.

Carlos Paião escreve para Herman José

As canções dos portugueses e as suas histórias. Como eram, elas e os cantores. Como era a Música que se ouvia. Como éramos nós. Dos primeiros sucessos em 78 rotações à era digital, passando pelo Centro de Preparação dos Artistas da Rádio, o ié-ié, o velho Fado e os fados novos, a Revista à Portuguesa e o rock em português, a balada e as canções do contra. O bom e o bonito - e o pimba, com certeza. Muita música nossa: se calhar nem sabia como ela sabe tão bem!

Autoria e Apresentação: David Ferreira
Produção: António Santos

terça-feira, 5 de junho de 2012

Leite e Nesquik

Excerto do programa infantil "Clube Amigos Disney" com publicidade à Nesquik e em que aparece a mascote Cangurik ; conta a participação de Carlos Paião.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jornal de Notícias


http://www.jn.pt/infos/aniversariojornalinfos/mortecarlospaiao.pdf

Por ocasião das comemorações dos 123 anos do jornal de Notícias e da iniciativa "123 anos, 123 capas do JN".