quarta-feira, 20 de março de 2019

Os Namorados


Bem sabemos que esta música não faz parte do nosso primeiro álbum, mas não podíamos deixar passar este dia sem relembrar que a Felicidade não anda sozinha! Ou anda? 

PAIÃO

#DiaInternacionaldaFelicidade

"Os Namorados" faz parte do alinhamento do álbum "Algarismos". É a terceira faixa e corresponde ao nº 2. Em 1985 foi incluído no lado b do single "Versos de Amor". Aparece nas principais compilações do artista ("O Melhor de Carlos Paião", "Letra e Música", "Perfil") e ainda em outras de menos importância.

Os namorados,
vão abraçados, torcidos, curvados, felizes, sozinhos.
Vão aos parzinhos, seguem no mundo, segundo a segundo, descobrem caminhos.
De par em par,
chegam pela rua, fazem dela sua e passam de par em par.
Abrem-se as janelas muitas sentinelas ficam a ver passar.
E enchem a avenida, levam tudo de vencida.
Par a par, par a par,
para ver, para dar.
Par a par, par a par,
pertencer, partilhar.
Os namorados,
têm sonhos e recados para ouvir,
espartilhados,
mas risonhos, encantados por existir, e vão em frente,
como quem caminha e não adivinha o que há para além do presente,
são rei e rainha,
são por vezes dois reis de gente
Reis, contos de fadas, namorados de mãos dadas
Par a par, par a par,
Par a par, par a par,
para ver, para dar
Par a par, par a par,
Par a par, par a par,
pertencer, partilhar
Vão,
andando a par e passo, mão na mão,
a vida é par ou impar e então,
não param, estão a par,
querem dizer, que, não é cedo pra viver,
o tempo é pouco e vai correr,
um par de jarras hão-de ser,
um par, a par
para ter, para dar,
para dar
Par a par,
pertencer, partilhar
()
Os namorados,
seguem unidos, apaixonados, embebecidos
São delicados, comprometidos,
lançam os dados, fazem sentidos…
Os namorados,
seguem unidos, apaixonados, embebecidos
São delicados, comprometidos,
lançam os dados, fazem sentidos…



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Tributo Paião

A superbanda de homenagem a Carlos Paião junta Marlon (Os Azeitonas), Jorge Benvinda (Virgem Suta) João Pedro Coimbra (Mesa), Via e Nuno Figueiredo (Virgem Suta/Ultraleve).

"Pó de Arroz" foi o single de apresentação do álbum Paião. O álbum foi lançado em Outubro de 2018.


Alinhamento: Pó de Arroz, Cinderela, Não Há Duas Sem Três, Souvenir de Portugal, Vinho do Porto (Vinho de Portugal), Zero a Zero, Play Back, 8.Ga-Gago, Canção do Beijinho, O Senhor Extraterrestre,  Cinderela (Radio Version)

https://www.facebook.com/tributopaiao/?tn-str=k*F

Os Paião reinterpretam canções escritas pelo autor de Playback. Sábado, apresentam o álbum homónimo do ano passado no Capitólio. E vão estrear novas versões.

Carlos Paião foi um dos grandes nomes da canção pop portuguesa durante a década de 80. Venceu o Festival da Canção, compôs para Herman José e Amália Rodrigues, cantou com Cândida Branca Flor, editou um par de álbuns e vários singles de sucesso. Até que morreu, em Agosto de 1988, num acidente de automóvel. Tinha 30 anos. E foi por ocasião dos 30 anos da sua morte, em 2018, que Nuno Galopim convidou João Pedro Coimbra, dos Mesa, e Nuno Figueiredo, dos Virgem Suta, para fazerem uma homenagem ao compositor durante o Festival da Canção. Nasciam os Paião.

“Depois de recebermos o convite fomos ver quem poderia fazer parte [do projecto]”, lembra João Pedro Coimbra. “O Galopim sugeriu logo o [Jorge] Benvinda, porque os Virgem Suta faziam uma versão da “Playback” nos concertos. E ficámos com o plano em aberto para encontrarmos outras vozes.” Falaram com Marlon, de Os Azeitonas, e a cantora VIA, e começaram a trabalhar. “Escolhemos na altura dez canções, que eram fundamentais, mas o Festival da Canção não permitia que mostrássemos todas, por constrangimentos de tempo. Então pensámos fazer um disco.” O CD, chamado apenas Paião, saiu no ano passado e será apresentado este sábado no Capitólio.

Mas o concerto vai ser maior do que o disco. “Porque o disco deve ter 40 minutos e um concerto não pode ter só 40 minutos”, reconhece João Pedro Coimbra. “Fomos procurar outras canções que por uma razão ou outra não entraram, como a ‘Trocas e Baldrocas’ e ‘O Foguete’. Sei que vamos tocar ao todo 16 ou 17 canções. Deu um bocado de trabalho, porque ele era um compositor cheio de estrica. Mas o resultado está muito giro.”

É possível que este e outros concertos que vão dar ao longo dos próximos meses, sejam as únicas oportunidades para ouvir estas canções. “Para já não pensámos [em gravá-las]. Estamos mais preocupados com os ensaios”, confessa João Pedro. “Tínhamos era uma ideia que era encontrar um inédito ou dois, mas acho que não ficou nada. Talvez uma letra ou outra. Quando passar o período destes concertos vamos tentar perceber isso. Gostava de pegar num inédito e musicar, como os Humanos fizeram.”

Luís Filipe Rodrigues, Time Out, 02/02/2019

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Paião apresenta



Paião é o nome de um novo projecto de tributo a Carlos Paião que é composto por João Pedro Coimbra (Mesa), Via, Marlon (dos Azeitonas) e Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo dos Virgem Suta).


O projecto foi criado no ano em que se assinalam os 30 anos da morte de Carlos Paião. Estrearam-se ao vivo no Terreiro do Paço no dia 6 de Maio, durante o programa do Festival Eurovisão da Canção.


O vídeo de apresentação, que conta com participação da modelo Angelina Pavli, é uma versão de “Pó de Arroz” e estreou em 23 de Abril deste ano.


O álbum “Paião” estava previsto para o mês de Maio mas ainda não foi lançado.


https://infocul.pt/cultura/projecto-de-tributo-a-carlos-paiao-junta-artistas-de-varias-vertentes-musicais/


Youtube


https://www.youtube.com/channel/UC-13pMB9swi5d7-gevUHdBg

domingo, 20 de maio de 2018

Glória de Lourdes



O álbum "Amigo Brasileiro" de Glória de Lourdes, editado no Brasil em 1980, inclui dois temas de Carlos Paião: "Amigo Brasileiro" e "Este Dia É Mais Um Dia". "Amigo Brasileiro" foi o lado B do Máxi-single "O Senhor Extraterrestre" de Amália Rodrigues lançado no início de 1982.

Mário Martins já tinha referido, em entrevista à RDP-Antena 1, que Carlos Paião tinha escrito para "uma Fadista brasileira que ia ausentar-se de Portugal e que precisava urgentemente de um inédito".

É assim mais um disco a contar com temas de Carlos Paião embora não sejam dos mais conhecidos. O álbum foi reeditado em CD.

GLÓRIA DE LOURDES (MARIA DA GLÓRIA PIRES) NASCEU NA ALDEIA DE SENDIM - CONSELHO DE MIRANDA DO DOURO, DISTRITO DE BRAGANÇA - PROVÍNCIA DE TRÁS-OS-MONTES - PORTUGAL.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica - 1984

Estávamos em 1984. O Casino da Figueira completava o seu primeiro centenário.

Para assinalar a efeméride, a realização dum grande espectáculo de música original , intitulado “Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica”.

Certamente muitos já esqueceram o acontecimento, inédito, e outros, presentes quer na assistência quer no próprio júri, já deixaram este mundo.

Sansão Coelho, o conhecido locutor, apresentou o espectáculo que encheu literalmente o Casino.
Artistas de renome da canção ligeira, como Maria Guinot (“Tantos mares tantas marés” e "As Órfãs do Rei”), Natércia Maria (Ai D. Pedro, porque tardas?” e “Mare nostrum”), Ronda dos Quatro Caminhos (“Quedos, quedos, cavaleiros” e “Sua Alteza a quem Deus guarde”)), Fernando Pedro (“Sobre este mar”), Elsa Coimbra (“Linda Inês”), Marta (“Sonho de Criança”) e António Sala (“A História de Portugal”), fizeram o encanto do vasto público, numa noite memorável.

Algumas das canções interpretadas faziam referência à Figueira da Foz, como, por exemplo, a que António Sala cantou intitulada “A História de Portugal”, que continha um verso que rezava: “Da Praia da Figueira até à Foz das despedidas”.

Mas Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal.

De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista (viria a falecer num acidente de viação em 26 de Agosto de 1988), entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”.

A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, cabendo aqui relembrá-la no seu todo:

Pro Fide, pro Pátria, pro Regae
Pro Fide, pro Pátria, pro Regae,
Pela Fé, pela Pátria, pelo Rei,

Em 1808 era o terror,
O Rei no Brasil, Portugal entregue à dor.
A nossa bandeira a um canto sem esperança,
Do alto do mastro,
As cores são as de França.
Para Bonaparte, o império que sonhou,
E um país a saque pelas tropas de Junot.

A velha Coimbra, a Universidade,
Já pensa revolta e ferve de vontade,
E ali se forma um grupo em movimento,
Um corpo académico de um só pensamento.
Quarenta estudantes avançam com coragem,
Bernardo Zagalo no comando da viagem.
Em Carapinheira, Tentúgal, Montemor,
Junta-se mais gente, a força ainda é maior,
Conquistam o forte de Santa Catarina,
Figueira da Foz, a França não domina.

Chega enfim a ajuda dos nossos aliados,
Vem Sir Arthur Wellesley e com 13 mil soldados.
Na praia de Lavos, a coberto do forte,
Dá-se o desembarque e muda a nossa sorte,
O Duque de Wellington começa suas glórias
Roliça [*] e Vimeiro [**] transformam-se em vitórias.
E a nossa bandeira de novo desfraldou
Finalmente livre das tropas de Junot.

E assim prosseguiu este sonho,
O qual se chamou Portugal.

Pró fide, pró Pátria, pró Regae,
Pela Fé, pela Pátria, por nós.
.

[*] Freguesia do Concelho do Bombarral – Leiria -, célebre pela batalha de que foi teatro, em 17 de Agosto de 1808, e na qual o exército anglo-luso, comandado por Sir Wellesley (depois Duque de Wellington), bateu o exército francês do General Labord.

[**] Freguesia do Concelho da Lourinhã – Lisboa -, célebre pela batalha de 21 de Agosto de 1898, a que deu o nome, e em que os franceses, comandados por Junot, foram destroçados pelas tropas anglo-lusas sob o comando de Sir Arthur Wellesley.

Do júri que participou neste evento, faziam parte Ferrer Trindade (presidente), Mário Nunes, Helena Duarte, Armando Garrido, Miguel Maduro, Marcos Viana e Maria Clara que deu a voz à canção “Figueira da Foz”, de António de Sousa Freitas e Nóbrega e Sousa. “A grande responsável pela divulgação do nome da Figueira da Foz”, como opinou Sansão Coelho.

Hoje e aqui, lembramos o acontecimento, completando o trabalho com imagens que retratam o que foi essa memorável noite do ano de 1984, em que foi assinalada a data do primeiro centenário do Casino, na origem com a designação de Teatro-Circo Saraiva de Carvalho.

Aníbal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/2009/09/efemerides_03.html

(...) Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal. De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista, entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho [o apresentador] diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”. A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, (...)

AJM

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 Canal carlospaiao1

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(não há qualquer ligação entre este blog e o canal do youtube)

Blog de Anibal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/search?q=pai%C3%A3o