terça-feira, 18 de agosto de 2026

Versões

Luís Duarte - Play-Back (1981)

 Mendes Harmónica Trio - Cinderela (1986)

 [_]Dulce Guimarães - Casa Branca [Canta Carlos Paião] (1990)

 Ministars - Playback (1993)

 José Calvário - Playback/Marcha do Pião das Nicas (1993)

 Jovens Cantores de Lisboa - Play-Back* [CeD] (1993)

 Jovens Cantores de Lisboa - Vinho do Porto (1993)

 Sandra Aguiar - Cinderela (1996)

 Renato Filipe - Eu Não Sou Poeta (1996)

 Paulo Salgueiro - Eu Não Sou Poeta / Playback / Cinderela (1997)

 Valentinos - Pó de Arroz (1999)

 Kit Carlos - Cinderela (1999)

 Pop 21 [Ovação 492CD] - Versos de Amor ()

 Tuna Académica do ISCTE - Marcha do Pião das Nicas (2001)

 Vários - Pó de Arroz, Cinderela, Souvenir de Portugal, Play-back (2001)

 Teófilo Granja - Pó de Arroz / Cinderela / Lá Longe Senhora (2001)

 Azeituna - Versos de Amor (2003)

 Nonstop - Play-back (2004)

 My-Tie - Play-back (2004)

 Os Carrapatos - Refilar Faz Mal À Vesícula... (2005)

Rádio Clube Nora - Pó de Arroz (2006)

 Teenagers - Play-back (2006)

 A Canção da Minha Vida - Cinderela (2006)

 OT3 [Ricardo Soler] - Play-back (2007)

 Can Can - Pó de Arroz (2007)

 4 Taste - Play-back (2008)

 [_]Vários - Tributo (2008)

1       Rui Veloso– Cinderela

2 Tiago Bettencourt– Pó De Arroz

3 Donna Maria– Vinho Do Porto

4 Filipa Cardoso, Fábia Rebordão– Cegonha

5 Pólo Norte– Eu Não Sou Poeta

6 Per7ume– Versos De Amor

7 Balla– Não Há Duas Sem Três

8 Mesa– O Senhor-Extraterrestre

9 Loto– Telefonia Nas Ondas Do Ar

10 M.A.U.– Ga-Gago

11 Sam The Kid– Playback (Instrumental)

12 4Taste– Playback

13 OiOAi– Discoteca

14 The Vicious Five– Zero A Zero

 Uma Canção Para Ti (Vários) - Cinderela (2009)

 Gonçalo Medeiros - Play-back (2009)

 Íris - Cinderela (2009)

 Chave d'Ouro - Cinderela (2010)

 Sons do Tejo - Cinderela (2010)

 Os Conquistadores - Play-back (2010)

 Coração Português - Pó de Arroz (2010)

 Hugo Sampaio - Lá Longe Senhora (2011)

 Virgem Suta - Play-back (2012)

 Avô Cantigas - Cinderela (2012)

x

Conjunto Musical Vitória - Peão Das Nicas (1982)

Vanessa - Cinderela / Souvenir De Portugal (1996)

Inoportuna - Afinal Era Poeta (Um Tributo A Carlos Paião) (2002)

Companhia - Playback (2003)

Starlight - Cinderela (2005)

Putos & Pulos - Arco Iris (2008)

Portugal dos Pequeninos - Play-Back (2013)

Ricardo Oliveira - Play-Back (2013)

Contraponto - Pó De Arroz (2017)

Miguel Correia - Lá Longe Senhora (2017)

Rua Das Pretas + Pierre Aderne + Maria Inês Paris - Vinho Do Porto (2017)

Tony Gama - Macha Do Peão Das Nicas (2017)

Sons Da Terra - Playback (2018)

 [_]Paião - Paião (2018)

1 Pó de Arroz 3:52

2 Cinderela 4:06

3 Não Há Duas Sem Três 3:03

4 Souvenir de Portugal 2:45

5 Vinho do Porto (Vinho de Portugal) 3:18

6 Zero a Zero 3:44

7 Playback 3:05

8 Ga-Gago 3:10

9 Canção do Beijinho 3:15

10 O Senhor Extra-Terrestre 2:56

11 Cinderela (Radio Version) 3:45

Alma de Coimbra - Versos De Amor (2018)

Nelson Mendes / Constança Mendes - Cinderela (2020)

Perpétua - Playback (2021)

[]Perpétua - 

Vanessa - Cinderela / Souvenir De Portugal ()

"vera varatojo"+"história linda" 2021

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Playback (1981)

Playback by Sam the Kid (2007)

Playback by Macacos Do Chinês (2009)

Pó De Arroz (1981)

Isto É by XEG feat. NBC (2004)

Eu Não Sou Poeta (1981)

Pretugal by Chullage (2004)

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Biografia de NGP

CURIOSIDADES

- Nasceu em Coimbra na Clinica dos Montes Claros (1/11/1957 17h31), Em 1962 ,matriculou-se na Escola Primária Masculina de Ílhavo onde ondou nos dois primeiros anos. Com a mudança para Lisboa, em 1962, frequentou a Escola Primária dos Salesianos. Frequentou o Liceu Nacional de Oeiras (1,2) e o Liceu de São joão de Estoril (3-7). Em 1975 iniciou o curso de medicina

-escreveu a primeira quadra (Aveiro) em 1966. Um ano depois a escreveu o primeiro poema  e música (Ainda Sou Um rapaz).

-1978 assinou contrato com a Valentim de carvalho. Um amigo pretendia lançar um disco com canções dele mas não foi possível.  Em 1979 foi gravado o primeiro disco com temas da sua autoria (Single de António Mourão)

Raul Solnado esteve para gravar um disco com 2 ou 3 canções de Raul Solnado (p. 52, por iniciativa de David Ferreira, ainda nos anos 70). Um dos temas era Tó Katrintas apresentado depois por Paião no programa Foguete. Amália escolheu 36 temas (p. 73) Gravou duas vezes com orquesta, duas vezes com guitarras e violas. Só ficou satisfeita com a 5ª versão com arranjos e dir orquesta do Maestro brasileiro Lindolpho Gaya. (p. 73)

Paulo Lemos ganhou o festival de Ilhavo no ano em que participou Peter Petersen. 1980?) com "Há quanto tempo o mundo se acabou" (p.45) ou Amigo, meu Amigo (p.8, p. 47) 

Paião enviou seis canções pra o festival rtp de 1980: bom dia, madrugada (p-um coimbrão), vou falar (p-um falador), o canguro (p-chico australiano), não me tirem as palavras (p-manuel sozinho), Amor vivido (p-d. pedro I) e Fiquei Eu (p-um confiante). Amigos Eu Voltei foi a única seleccionada.

Herman e Joel Branco gravam coisas dele bem como Ana em dois temas estreados no eu show nico de 1/11/1980.

Colabora na música da revista Escabeche estreada em 08/06/1981.

1981 a coreografia de Playback foi feita por Joel Branco, No coro estava ana bola, cristina águas, Peter Petersen e pedro calvinho 

Entrevista no jornal A Capital de 17 de Dezembro. Escrevia músicas desde os 7/8 anos. Quando entrou para a editora já tinha cerca de 200. Gá-gago tinha 4 anos e a canção do beijinho tinha 6 ou 7 anos (p.64). Desde há dois anos tentava simplificar as letras sem cair no piroso. Tentava por musicalidade nas palavras preferindo alterar uma frase do que mexer na melodia. 

Florbela diz que numa paródia ao Hamlet fez uma versão de Playback. Também canções infantis feitas por ele.(p. 62)

Revista tv top de 29/01/1982 cada música e são 10, conta uma estória relacionada com um algarismo, desde o zero até ao nove. (...)  no entanto, quer no texto quer na música, todas são muito diferentes. cada uma não tem nada a ver com a anterior, nem com a seguinte. (p.86)

Em 08/05/1982 toca no festival da canção de ilhavo (interrompido entre 1979 e 1981?) com o grupo Bária (com Nelo, o ex-Jakarandá Paulo Lemos, Quim Gregório e Gilberto da Banda Pátria) e ainda Artur Trincheiras e Firmino.

Participa no passeio dos alegres onde declamou o soneto para o passeio (p.87-88) e cantou pó de arroz.

1983 é o ano de Foguete. Oonde cantou O Jaquim foi-se a ela e as canções A TV, A canção por fazer, vamos à bola , não descalçes os sapatos, um poema importante, o tó katrintas, a razão, canção da última idade, e o foguete (versão para o último programa)(p.90-91) Dois anos antes apenas com Sala e Arriaga o programa esteve para se chamar corta-unhas 

Serafim Saudade foi criado por Herman e Paião numa deslocação, conjuntamente com maria de lourdes resende a feira de são mateus.(p.101)-12 hermanias, 11 humor de perdi, 6 disco

O bocas de 22/11/1983 - texto babá e os quarenta ladrões (p. 111)

1984 concluiu o curso de medicina. Na página 94 indica o ano de 1983.

1984 concurso das marchas populares 3º lugar para a macha do castelo mais tarde gravado por Nuno da Câmara Pereira.

Cinderela foi lançado em nov/1984.

1984 Festival da Canção Portuguesa de temática histórica da Figueira da Foz.

1985 Participação Festival da Cançaõ de Lisboa com "Pecado capital" gravado mais tarde por António Sala.

1985 VIII Gala dos Pequenos cantores Dia de Festa - Nuno Miguel

1987 assinou todas as canções do personagem estebes dos 12 episódios do programa Humor De Perdição.  

Os primeiros ensaios com a banda que acompanhou Paião ao vivo foi no início de 1988. Paulo Lemos, Nelo e Quim . lo lema era "pela música portuguesa". ver fotos

O livro transcreve o poema "O drama da musa" (p 23,24)  e "Auto retrato de um presunçoso" (p. 25,28). Ou "Eu quero cantar a vida" (p. 30-32) apresentado em 15/12/1978 na 6ª edição do festival da canção de Ilhavo. O nosso Povo (p. 80,81)

Nuno Miguel dIA DE FESTA  (cp), gostava d e ser crescido (josé mário/daniel fernandes) prod daniel fernandes estudios tnt productions canada

P.230

EDA -- ERRATA OU DADOS ADICIONAIS

Eu Já namoro - melhor voz masculina nacional (como indicado na p. 44) na II Gala dos Pequenos cantores e não melhor letra. 10º festival infantil (?), Meninos Rabinos/Tricanas ; Sansão Coelho e não Ascensão (p.44)-

Máxi single de Amália Rodrigues lançado no carnaval de 1982 (p. 73) mas já estaria gravado. Tem mais de dois anos essa colaboração. (p. 73) 

A versão de Trocas e Baldrocas das Harmony Cats aparece na novela Transas e Caretas de 1984 mas já aparecia no álbum do ano anterior.

O festival da Canção da Rádio Comercial  foi em 1981 e não em 1984 (p.66). Vamos danças na rua de Carlos Quintas (foi eliminada) e "É Tarde demais" de Peter Petersen (prémio interpretação.)

Participação de Herman José no Festival de Slanchev Briag na Bulgária. O tema chamava-se "Apaixonado" e não "Namorado". Terá sido em 1981? No livro indica o ano de 1984 e o 2º lugar no concurso. (p. 115) mas na contracapa do livro tem a contracapa do single com o ano de 1981 bem visivel. 

Festival Figueira terá sido em 1985 e não 1984. (p.9 , fotos)

Temas indicados como não encontrados p240

hino dos comilões-fernando pereira

a nossa escola maranata

beijo sonhado e canção da ultima idade - pedro vilar

alfacinha - rodrigo

terça-feira, 26 de março de 2024

Outras Versões - Versões de canções escritas para outros

Carlos Paião escreveu para muitos cantores. Algumas dessas canções obtiveram um grande sucesso nas carreiras desses artistas e também existem versões gravadas por outros.

Deixamos aqui a informação sobre as versões que conhecemos:

* A Gente Cresce, Cresce (Joel Branco):

3 -----  Kirka [Sateinen Päivä] (1981); Cremilde (1993); Al Mouraria (2006)

* Ah Fadista (Vasco Rafael):

2 -----  Sérgio Nunes (1998); Entre Vozes (2001)

* Amigo Brasileiro (Glória de Lourdes):

1 -----  Amália Rodrigues (1982)

* A Nossa Serenata (Cândida Branca-Flor):

1 -----  Tuna Feminina do ISEP (2005)

* Bamos Lá Cambada (Estebes):

2 -----  No Stress (2020); Herman José (2013)

* Canção do Beijinho (Herman José):

6 -----  Quim Botica (1981); Quim Barreiros E O Seu Super Trio (1981); Azeituna (); Dr. Carne Crua (1996); Os Carrapatos (2003); Paião (2018)

Eles Foram Tão Longe (Lenita Gentil):

1 -----  Alma Rosa (1988)

* Eu Já Namoro / O Meu Avôzinho (Pedro Couceiro):

1 -----  Manuel João (1985)

* Minha Escola - (Maranata):

1 -----  António Sala (1987)

* Não Me Cantes Esse Fado (Nuno Câmara Pereira):

2 -----  Nicolau Rocha (1994); José Gonzalez (2015)

* O Senhor Extraterrestre (Amália Rodrigues):

5 -----  Mesa (2007); Extraterrestres (2015); Gisela João (2016); Maja Milinković (2017); Paião (2018)

* Parece Que É Bruxo - (Rodrigo):

1 -----  Florbela / Norberto (1984)

* Quanto Mais Te Bato - (Ana):

1 -----  Florbela / Norberto (1984)

* Trocas e Baldrocas - (Cândida Branca-Flor):

3 -----  Harmony Cats (1983); Florbela / Norberto (1984); Sons da Terra (2021)

* Tudo Bem (Alexandra):

1 -----  Fáfa de Belém (1993)

* Uma Árvore, Um Amigo (Joel Branco):

1 -----  Nuno Miguel Henriques (2017)

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Amigos, Eu Voltei

O Festival da Canção de 1980 teve três semifinais mas a RTP não tem gravações dessas emissões. Por isso não eram conhecidas várias das canções concorrentes. Recentemente foram colocadas no youtube as versões audio de cada uma  dessas canções. Foi assim possível ouvir o tema "Amigos, Eu Voltei" com que Carlos Paião se estreou, ainda em 1980, no Festival da Canção da RTP.

Apenas era conhecida a versão que Alexandra Cruz gravou em 1993.    



Canção nº 20

Título - Amigos, Eu Voltei

Intérprete - Carlos Paião

Classificação - 6º lugar - 9 pontos

Não foi finalista



CANÇÃO Nº 20

TÍTULO: AMIGOS EU VOLTEI

INTÉRPRETE: CARLOS PAIÃO

MÚSICA: CARLOS PAIÃO

LETRA: CARLOS PAIÃO

ORQUESTRAÇÃO: MIKE SERGEANT

DIR. DE ORQUESTRA: JORGE MACHADO

Letra:

(Da ram da da ram…)

(Du ru ru…)


Voltei à casa que deixei

Às gentes que lembrei

Enquanto ganhei longe o pão

Tudo o que aprendi

Foi este amor por ti

Ó terra tão distante

Que eu jamais esqueci


Voltei, amigos, eu voltei

E muito trabalhei

Para poder voltar assim

Mas não há dinheiro

Que nos pare a dor

De andar por longes terras

Sem sabermos de amor

Voltei


Por fim, eu voltei

Aos amores que deixei

No meu velho país

Nesta terra feliz

Eu voltei para a gente

Mais quente que diz

Que partir é morrer

Mas voltar é vencer


Voltei e é tudo o que hoje sei

Que importa se chorei

Nunca mais vou ter de partir

Ai, ó terra minha

Vais me perdoar

Se eu te abandonei

Não foi por não te amar

Voltei


Por fim, eu voltei

Aos amores que deixei

No meu velho país

Nesta terra feliz

Eu voltei para a gente

Mais quente que diz

Que partir é morrer

Mas voltar é vencer


E agora, voltei

Aos amores que deixei

No meu velho país

Nesta terra feliz


Eu voltei (Por fim, eu voltei aos amores que deixei)

Eu voltei (No meu velho país, nesta terra feliz)

Eu esperei (E agora, voltei aos amores que deixei)

Só eu sei (No meu velho país, nesta terra feliz)

Maѕ voltei (Voltei)


La la la…


E agora já voltei (la la lа…)

https://eurovisionworld.com/national/portugal/festival-da-cancao-1980/carlos-paiao-amigos-eu-voltei

VOLTEI

À CASA QUE DEIXEI,

ÀS GENTES QUE LEMBREI

ENQUANTO GANHEI

LONGE O PÃO...

TUDO O QUE APRENDI

FOI ESTE AMOR POR TI,

Ó TERRA TÃO DISTANTE

QUE JAMAIS ESQUECI...


VOLTEI, AMIGOS,

EU VOLTEI,

E MUITO TRABALHEI,

PARA PODER VOLTAR AQUI. ---assim

MAS, NÃO HÁ DINHEIRO

QUE NOS PAGUE A DOR  ----pare

DE ANDAR POR LONGES TERRAS,

SEM SABERMOS DE AMOR....


VOLTEI...

SIM, EU VOLTEI AOS AMORES  --por fim

QUE DEIXEI

NO MEU VELHO PAÍS,

NESTA TERRA FELIZ...

EU VOLTEI

PARA A GENTE MAIS QUENTE

QUE DIZ

QUE PARTIR É MORRER

MAS VOLTAR É VENCER...


VOLTEI, A TUDO QUE HOJE SEI,    e é 

QUE IMPORTA SE CHOREI,

NUNCA MAIS, VOU TER QUE PARTIR.

AI, Ó MINHA TERRA   terra minha

VAIS-ME PERDOAR...

FUI EU QUE ABANDONEI    ---- se eu te abando

NÃO FOI POR NÃO TE AMAR...



VOLTEI, SIM EU VOLTEI    por fim, eu voltei

AOS AMORES QUE DEIXEI

NO MEU VELHO PAÍS,

NESTA TERRA FELIZ

EU VOLTEI

PARA A GENTE MAIS QUENTE

QUE DIZ

QUE PARTIR É MORRER

MAS VOLTAR É VENCER...


E AGORA EU VOLTEI    --- (eu) e agor voltei

AOS AMORES QUE DEIXEI

NO MEU VELHO PAÍS,

NESTA TERRA FELIZ,


 EU VOLTEI !...

EU VOLTEI

EU SEREI,

SÓ EU SEI,

MAS VOLTEI...

https://arquivo.pt/wayback/20110120224546/http://fes80.no.sapo.pt/

https://arquivo.pt/wayback/20110120225141/http://festival1980.no.sapo.pt/

https://festivais.wixsite.com/1980/semifinal-3?lightbox=i4q90



sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Maçarico


Mais de quarenta anos depois do meu primeiro encontro com o Carlos Paião, que resultou em grandes sucessos como a "Canção do Beijinho", a marcha do "Serafim Saudade", ou o eterno hino da seleção "Bamos Lá Cambada", tenho agora a felicidade de poder lançar um inédito, descoberta recente que resultou em paixão musical à primeira audição. "Maçarico", é o nome de um cão viciado em música, com uma dona que cantava o fado e um dono caçador. É sobretudo um hino à alegria, ao reencontro com o meu compositor favorito, e sobretudo, ao imenso talento do imortal Carlos Paião. 

Herman José, Facebook

Single disponível em https://orcd.co/macarico

LETRA:

O Maçarico era um cão de várias raças

Tinha pulgas e carraças 

e a rua como cama

Se alguém o olhava, 

soltava logo à cintura

Num acesso de ternura, 

com as patas cheias de lama


O Maçarico arranjou um dono rico

Para o xixi deu-lhe um penico

Mas ele nunca acertava

Só para a música 

o cachorro era dotado

Se a dona cantava o fado, 

então ele colaborava:


Aiaiaiai cantava a dona

Ão ão ão ão ladrava o cão

E lá no bairro toda a gente

Ia buscar mais algodão

Ai ai ai ai tornava a dona

Caím caím gania o cão

Como quem diz

“dona cuidado, com a desafinação”


O Maçarico era um cão tão invulgar

Que com música a tocar, 

tinha um sono mais pachola

Passava horas a mirar uma guitarra,

Uma vez deitou-lhe a garra, 

foi-se a guitarra à viola

O Maçarico teve casotas doiradas

Com catorze assoalhadas, 

WC, aquecimento

Mas como à noite, 

em casa havia canções

Mesmo com chuva e trovões, 

ele dormia ao relento


Aiaiaiai cantava a dona

Ão ão ão ão ladrava o cão

E lá no bairro toda a gente

Ia buscar mais algodão

Ai ai ai ai tornava a dona

Caím caím gania o cão

Como quem diz

“dona cuidado, com a desafinação”


O Maçarico foi à caça com o dono 

Mas estava com tanto sono, 

que dormiu o dia inteiro

De qualquer modo, 

não foi perda muito grande

Pois que se ele visse o sangue, desmaiava só com o cheiro

O Maçarico teve uma paixão canina,

Pela gata da vizinha, 

que ele julgava cadela 

de madrugada

fazia-lhe serenata, 

a pedir a sua pata

Pois gostava tanto dela

Aiaiaiai cantava a dona

Ão ão ão ão ladrava o cão

E lá no bairro toda a gente

Ia buscar mais algodão

Ai ai ai ai tornava a dona

Caím caím gania o cão

Como quem diz

“dona cuidado, com a desafinação”

Mas um dia, 

o Maçarico não voltou para o jantar

Diz o dono para a dona

“talvez não torne a voltar”

Todavia o Maçarico 

não esquecera o seu papel

E voltou com dez cãezinhos, 

com dez maçaricozinhos,

Tão espertinhos como ele

Ai ai ai ai cantava a dona

Ão ão ão ão ladrava o coro

E lá no bairro toda a gente 

dava à sola em desaforo

Ai ai ai ai gemia o dono

Serei assim tão pecador?

E eis a história do cachorro 

Maçarico cantador

(Herman também regravou o tema Vamos Lá Cambada para apoio da selecção portuguesa de futebol)

Canais do youtube / Inéditos

Destaca-se o canal Carlos Paião mas que não permite fazer comentários. Poderá ainda haver mais videos porque o canal tem sido actualizado periodicamente. Tem bons videos e alguns desconhecidos ou pouco lembrados.

Tem por exemplo as colaborações com Manuela Bravo. E também com os Nevada para um programa de Joaquim Letria. Não se percebe o erro no nome do tema dos Nevada! Destacaram também o pouco conhecido video do inédito Amigos, Leite e Nesquik gravado no programa "Clube Amigos Disney". Alguns videos do programa "Foguete" de que existe só um programa (?) nos arquivos da RTP.

O canal Carlospaiao1 é bastante antigo mas ainda tem alguns tesourinhos importantes. O tema gravado no festival da Figueira da foz. Alguns extractos do programa "Foguete" com temas inéditos inhcluíndo "Nao Me Descalces os Sapatos" que foi gravado por Herman José no seu álbum de estreia.

20/09/2022

REGISTOS NA SPA MAS QUE NÃO CONHECÍAMOS A ORIGEM 

A AMIZADE (=Amigos, Leite e Nesquik?) https://www.youtube.com/watch?v=KV93fBQ_Iz8

A CANÇÃO POR FAZER https://www.youtube.com/watch?v=sY46ZesUhII - Foguete

A CIDADE

A FESTA COMEÇA PARA NÓS OS DOIS

A LAS PIEDRAS

A SALA ESTA VAZIA

A TV

AI SE EU QUISESSE

AMAR E MAIS

AMOR ESPERO POR TI

AMOR VIVIDO

ARCA DE NOÉ

ARTISTA REFORMADO https://www.youtube.com/watch?v=_W68uMhUs60 - Programa Piano Bar

ÁRVORE AMIGA

BRINCADEIRAS DA ALDEIA

CANTIGA DA BOLA

CANTIGA DO PETRÓLEO (?Não Me Descalces?)

CANTIGA DO XADREZ

CANTOR DA TV

CATERINA

CIDADE DE LISBOA (algum Festival de Lisboa?)

DESENCANTOS

E É DE GRAÇA

É SÓ TABACO

ELA QUER AMOR

ESTE DIA E MAIS UM DIA

ESTICA LARICA

FAZ COMO EU TE DIGO

FIM DE FESTA http://www.ondapop.pt/nordm77.html (Cândida Branca-Flor)

FLY ME TO THE MOON

FUTREZINHO (pode ser um texto para a personagem Estebes)

GUINESS (referido em entrevistas de pessoas ligadas a Carlos Paião)

HORTÊNCIA PLUMBEA

KEK

MAÇARICO (inédito gravado por Herman José em 2022 )

MUSICA

MUSICA COMPASSOS PERDIDOS

NÃO DESCALCES OS SAPATOS QUE AINDA TENS https://youtu.be/sY46ZesUhII?t=207 (versão Foguete, gravado por Herman José no álbum "Canção do Beijinho")

NÃO E NINGUÉM

NOSTALGIA

NOVO ZÉ POVINHO

O CANGURU

O CAPUCHINHO /TONY SILVA autorias erradas

O ESPÍRITO

O JAQUIM FOI SE A ELA https://www.youtube.com/watch?v=w-SQBPAskxU

O PIRATA E O TESOURO

O TO KATRINTAS https://www.youtube.com/watch?v=oAN5_dqTEV8

O TRIPAS NÃO BEBAS MAIS

O VELHO BONZÃO

ORIGENS

OS CROQUETES

OUR FANCY ROCKIN

OUTRO MUNDO

PART TIME

PIMENTA MALAGUETA

POLITICIANS

QUANDO ALGUÉM DISSER O SIM

REBUÇADO

ROMANCE

SAY WHAT YOU FEEL

SE TU VIERES COMIGO

SEGREDO

TEMA AFRICANO

TU NÃO ME ENERVES

U XUTU NU COISU

UM CARRO SÓ MEU

UM POEMA IMPORTANTE https://youtu.be/sY46ZesUhII?t=464

UM POUCO DO TEU AMOR

UMA VEZ MAIS

VEM DANÇAR ESTE SLOW

VISON

domingo, 28 de agosto de 2022

Perpétua


O E.P "Muito Mais", com canções de Carlos Paião, já pode ser ouvido no Spotify desde Julho de 2022


Foi a 26 de agosto de 1988 que Carlos Paião partiu. Nenhum de nós era vivo. Nascemos todos nos anos 90. Foi na nossa infância que Carlos Paião nasceu em nós. 

Crescemos com a "Cinderela" (ai os amores de infância!), brincámos 'aos músicos' com a Playback e a "Pó de Arroz" fez-nos sonhar incessantemente com os contos de fada. 

Em 2021, ano de estreia do nosso "Esperar Pra Ver", fomos surpreendidos pelo Município de Ílhavo com o convite para participar neste "Em Playback". Depois do primeiro telefonema fomos logo para as plataformas escutar com atenção a discografia de Carlos Paião. Tínhamos algumas opções mas a "Muito Mais" e a "Eu Não Sou Poeta", por alguma razão, agradaram a todos, sem exceção. 

Começámos a trabalhar nestas duas canções e apresentámos o resultado final nesta bonita homenagem que Ílhavo organizou e onde participaram muitos músicos do nosso concelho. 

Achámos que não podia ficar por aqui. Fomos novamente convidados para participar na inauguração da estátua de Carlos Paião, onde pudemos tocar estas duas músicas e as três que fizeram parte do nosso imaginário infantil. 

Carlos Paião passou a fazer parte do nosso ADN. Temos pelo Carlos (perdoa-nos Carlos, tratar-te pelo primeiro nome, mas sentimo-nos amigos) um grande amor. 

É por isso que o dia 26 de agosto marca a partida do Carlos mas não é o dia que marca a morte dele. O Carlos está vivo e queremos ajudar a perpetuá-lo.

"Muito Mais" vai contar com cinco versões do nosso Carlos Paião. Vai estar disponível em vinil, numa edição muito limitada, graças ao Município de Ílhavo.

Obrigado, Carlos. Obrigado por tudo. Obrigado pela herança que nos deixaste. Esperamos que gostes. 

Não podemos deixar de agradecer a todos os que tornaram isto possível: Município de Ílhavo, 23 Milhas - Ílhavo, Ílhavo Ativa-te Hugo Pequeno, Fátima Teles, Vanessa Marieiro, Haff Delta, Wakai Studios, entre muitos outros

Estamos felizes

Perpétua, 26/08/2021

https://www.facebook.com/perpetuamusic


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Texto de Júlio Isidro

UM TRISTE SOUVENIR 

Mais uma Febre de Sábado de manhã. Hoje vai haver consulta em palco.

O cinema Nimas a abarrotar. O apresentador, o ainda jovem Júlio Isidro, apresenta em estreia um jovem compositor e intérprete de seu nome Carlos Paião.

E não é que entra em cena, um médico, bata branca, estetoscópio ao pescoço? 

Não há emergência, o pessoal está todo de saúde, nem um chilique de uma jovem acalorada com a febre.

Nada disso, o médico mesmo médico, vem cantar. 

E cantou "Souvenir de Portugal", o pessoal achou graça aplaudiu, e o dótor fechou com "Eu não sou poeta". Mas era, porque a poesia estava-lhe na massa do sangue.

Uma breve entrevista e estava lançado no éter da rádio o Carlos que cantou em directo no Festival de 81, um "Play back" que a Eurovisão não percebeu o humor que tinha dentro. Percebemos nós, e ainda hoje tanta gente canta em play back.

Os encontros com o Júlio em televisão ou na rádio foram frequentes. Quando levou o "Pó de Arroz" ao Passeio dos Alegres ou quando estreou "A cegonha" rodeado de crianças.

Ou quando lhe fez umas quadras em directo invocando a popularidade do programa e, a evidência nasal do apresentador.

O "Vinho do Porto, vinho de Portugal" surgiu muito antes desta onda de turismo. Com esta canção o Carlos teria hoje o seu nome ligado às caves "Charles Pay on , special Port wine"

O Herman continua  eternamente agradecido ao Carlos porque nem todos mandam  "Beijinhos" numa canção.

E o Serafim Saudade ainda tenta  ajudar a cambada a ganhar campeonatos, o da Europa que foi um sonho que vive no Éder. Quanto ao  Mundial a cambada tem que ouvir as tácticas do José Estebes que bem poderia ser adjunto do sinhor inginheiro.

Com uma "Cinderela" à procura de sapatinho, o príncipe tímido, meteu-se num "Foguete" e foi de viagem televisiva na companhia do António Sala, outro grande amigo do Paião.

E agora vou-me embora depois deste exercício de memória, porque a Amália convidou-me  para um chazinho.

Quer-me apresentar um "Senhor extra-terrestre" e  não vou perder a oportunidade de a ouvir cantar. Uma gracinha musical da Diva, escrita pelo Carlos e que estreou no Passeio dos Alegres num retorno da nossa maior depois de um “exílio” motivado por… este despeito, esta inveja, este veneno, que corre  na massa do sangue de tantos , nas redes anti-sociais.

Passaram 32 anos sobre a noite em que a música morreu, assim como escreveu Don McLean na canção “American Pie”, homenagem ao acidente aéreo que levou três pioneiros do rock ,Buddy Holly, Ritchie Valens, e JP Richardson o Big Bopper, em 1959.

Ainda ninguém escreveu uma canção ao Carlos que em tão pouco tempo, nos deixou tanto.

Até sempre amigo. Siga a vida com a "Marcha do Pião das Nicas".

No final de Agosto de  1988, caiu a noite da nossa saudade e hoje, mesmo em tempo de seca, as nuvens vão chorar.

Júlio Isidro, Facebook, 26/08/2022





domingo, 4 de julho de 2021

Estátua de homenagem a Carlos Paião



Fotografia dos pais do Carlos Paião junto à estátua do seu filho, no dia em que esta foi inaugurada em Ílhavo.

Absolutamente comovedoras as expressões faciais do pai do Carlos abraçado à imagem do seu saudoso filho, assim como a tristeza no rosto da sua esposa. 

Há imagens que dizem mais que mil palavras. 

Esta fotografia traduz todo o sofrimento, dor e cruel saudade que moram nos corações destes pais. Um vazio gigantesco e muito sofrido que irá durar até ao fim das suas vidas nesta terra. 

É com os olhos marejados de lágrimas que vejo esta foto e que escrevo estas simples palavras. Até sempre meu Amigo, Irmão, Companheiro.

António Sala, 02/07/2021

A estátua de homenagem a Carlos Paião será colocada na Calçada que tem o seu nome, no âmbito da requalificação em curso do Centro Urbano de Ílhavo. Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião viveu grande parte da sua vida em Ílhavo, terra natural dos seus pais, e foi num festival da canção de Ílhavo que começou a ser notado e publicamente reconhecido.

"A escultura, com a inscrição '#emplayback', será feita em bronze, com 1,80 metros de altura e ficará colocada ao nível do solo. Este contexto permitirá um enquadramento de Carlos Paião com o espaço requalificado, integrando-o nas vivências culturais que ali forem desenvolvidas e promovidas no futuro, bem como uma interação e uma proximidade muito direta com as pessoas que usufruem daquela zona, valorizando e simbolizando a relação de intimidade que o artista sempre procurou manter com o seu público e fãs", revela uma nota municipal.

A iniciativa, que conta com a curadoria de Nuno Sacramento, "espelha o reconhecimento público da Câmara Municipal de Ílhavo do papel cultural e do peso musical de Carlos Paião, enquadrado no esforço conjunto, desenvolvido em 2020, pela autarquia e pelo biógrafo Nuno Gonçalo da Paula (autor da biografia de Carlos Paião), com o propósito de assinalar os 40 anos do lançamento do primeiro disco e da profissionalização da sua intensa carreira, tragicamente interrompida ao fim de uma década".

Lusa, 15/03/2021

terça-feira, 8 de junho de 2021

Fernando Pereira



Marcha dos Excursionistas - Fernando Pereira (1988)

"Marcha dos Excursionistas" foi, na sua forma final, escrito por Carlos Paião e por Fernando Pereira, com o pseudónimo Zé Venâncio, usado apenas para temas humorísticos. O primeiro álbum de Fernando Pereira, ainda inédito em CD, foi editado pela editora MBP em 1988.

imagens

Marcha dos Comilões - Fernando Pereira (2016)

A “Marcha dos Comilões” é um dos temas mais gulosos e satíricos do CD duplo - “Amores & Humores em 30 anos de música". A música é da autoria de Carlos Paião, Alexandre Honrado e de Fernando Pereira.


Na base de dados da SPA apareciam os temas "Hino dos Comilões" e "Marcha dos Excursionistas" que deverão corresponder à mesma canção embora em fases diferentes da concepção da mesma.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

ANTÓNIO SALA


A UM AMIGO

Então amigo, irmão, companheiro,

paraste a viagem?

Em tarde tão quente deixaste-nos frios,

levaste a coragem.


Então amigo, irmão, companheiro,

deixaste-nos sós.

E o silêncio da tua partida

levou tua voz.


Foram contigo cantigas em flor

desde a “Cinderela”

aos “Versos de Amor”.

Tudo o que escreveste

e tantos cantámos de ti,

todos os meninos sabiam de cor:

desde o “Play Back”

ao “Peão das Nicas” do Senhor Doutor.


E fomos tantos os teus companheiros

na curta jornada.

Mas nós levaremos as tuas canções

pela mesma estrada.


Do “Vinho do Porto” ao velho “Foguete”

e ao “Estebes” também.

Brincava com as notas e com as palavras

ai, como ninguém.


Do teu “Pó de Arroz”, que fica marcado

nos nossos sentidos,

se eleva um silêncio que sabe a saudade.

Só tinha amigos.


E agora amigo, irmão, companheiro

deixaste-nos sós.

Mas ficam no povo as tuas canções,

pois, Carlos Paião,

o povo tem voz!


António Sala in PALAVRAS DESPIDAS DE MÚSICA (1997)

Gravado em 1990 com música de Carlos Paião

A TRIBUNA DOS POETAS - ANTÓNIO SALA

Livro de letras de músicas feitas por António Sala, como marco comemorativo de 30 anos de carreira deste grande comunicador da nossa cultura radiofónica. Este livro é um desnudar de canções.

https://tertuliabocage.blogs.sapo.pt/42027.html



terça-feira, 17 de novembro de 2020

Casa Branca


Há uma referência verdadeiramente sentimental na escolha do genérico deste álbum - todo ele uma homenagem à memória do Carlos Paião.

CASA BRANCA é, ainda hoje, o nome de uma bonita vivenda de Tires, onde o Carlos partilhou com a Zaida os seus últimos anos de vida. Foi lá que ele foi feliz. Foi lá que ele compôs a maioria dos temas escolhidos para o álbum da DULCE GUIMARÃES.

Foi de lá que ele partiu em direcção ao acidente de 26 de Agosto de 1988.

Foi na CASA BRANCA que tomámos a inspiração para todo este disco e foi de lá também que se tiraram as fotografias da capa de um álbum que, para além de outras facetas, vem mais uma vez evidenciar o imenso talento do CARLOS PAIÃO."

Texto de Luis Arriaga incluído no disco Casa Branca de Dulce Guimarães

A mais recente edição em CD inclui outra capa.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Carlos Paião: um nome que ficará para sempre

Entrevista feita aos pais do cantor no dia 13 de Outubro de 2014

- O Carlos nasceu em Ílhavo ou em Coimbra?

Ofélia Paião - Nasceu em Coimbra, porque foi cesariana. Nasceu na maternidade de S.António dos Olivais. Não havia outra forma, só por isso, e por recomendação do médico, teve de ir a Coimbra. Com 2 semanas voltou novamente para Ílhavo. Foi lá baptizado, na Igreja de S.Salvador, a 29 de Dezembro de 1958 e foi nesta igreja que fez a 1ª comunhão.

C. Paião - Por engraçado que pareça, foi nessa igreja que nós nos casámos em 1956. O casamento foi em casa (embora tivéssemos estado antes na missa) com o Prior da nossa terra, o Padre Júlio Tavares Rebimbas, que mais tarde seria Bispo do Porto.

- Mas a infância dele, desde essa altura, foi em Ílhavo?

Mãe - Sim, o Carlos é de Ílhavo. Viveu em Ílhavo até aos 9 anos, quando o pai veio para Lisboa para os Pilotos da Barra, em 1965. Depois dessa altura, fomos viver para Rana. Chegou a fazer a 1ª a 2ª classe em Ílhavo, depois estudou nos Salesianos do Estoril até à admissão ao liceu. Frequentou o Liceu de Nova Oeiras, 1º e 2º ano e depois até ao 7º ano, no Liceu de S.João do Estoril. Licenciou-se na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Acabou o curso. Fez internato, como aluno. Esteve nos hospitais: Maternidade Alfredo da Costa, Pulido Valente, Medicina Legal, Hospital de S.José, e no Egas Moniz. Mas esteve sempre ligado à música. Nisso saiu ao pai, que adorava tocar guitarra e fazer serenatas.Tirou o curso de medicina, clínica geral. Mas o seu destino era a música, era um ´bichinho´ que lhe estava no sangue.

- Quais eram os sonhos do Carlos quando era criança?

Pai - Não queria ir para o mar, como eu. No 5º ano, foi fazer os testes no Instituto Português de Orientação Profissional em Lisboa. Deu aptidão para médico, em clínica geral, letras, investigação e música. Foi sempre um excelente aluno. Ciências ou letras, porque era bom aluno nas duas. Mas a vocação dele era outra.

- Mas depois vieram viver para Rana.

Mãe - Viémos para cá, para o Carlos estudar e também por causa do trabalho do meu marido, mas de vez em quando íamos a Ílhavo. Lá estava a nossa família. As férias é que, normalmente eram passadas na Costa Nova.

- Quais eram os hobbys do Carlos?

Pai - Inventar jogos. Mas a música vivia com ele. A 1ª letra foi feita com 10 anos. A letra era mais ou menos assim: “Eu ainda sou um rapaz, apenas com 10 anos, mas nunca fiquei para trás como o carro dos ciganos. Ó minha terra, meu Portugal...” era uma letra muito bonita para uma rapazito tão novo. Com 13 anos, fez uma biografia: o auto retrato de um presunçoso.

- Qual foi a 1ª canção?

Mãe - O Carlos concorreu ao Festival de Ílhavo com duas canções: “Canto de Guerra” e “Eu quero cantar a vida”. A 1ª foi a vencedora do festival e a 2ª ficou em 4º lugar. O Carlos ganhou ainda o prémio de melhor interpretação. E é em 1978 que assina contrato exclusivo com a Valentim de Carvalho.

- O salto foi mesmo o Play-Back.

Pai - Foi, em 1981. Mas já tinha escrito muito e cantado muitas canções. Mas foi aí que as coisas começaram a ficar mais sérias. Começou com muitos espectáculos e a escrever. Começou a escrever letras e músicas para outros artistas, nomeadamente para o Herman José, que afirma ainda hoje continuar a cantá-las nos seus espetáculos.

- Quando ele faleceu, foi para o Cemitério de S.Domingos de Rana

Mãe - Foi. O Carlos tinha 31 anos, era casado e vivia aqui. Quem celebrou a missa foi o Padre Ribeiro, que era na altura o Prior da igreja. Ainda hoje nos telefona. Mas o nosso maior desejo era levá-lo para Ílhavo. Eu e o meu marido queríamos muito, porque é lá a nossa terra, temos a nossa família e sabíamos que o Carlos gostaria de estar em Ílhavo.

Houve uma homenagem em Ílhavo, o ano passado.

Pai - Foi no Centro Cultural, pela Orquestra Filarmonia das Beiras. “Reviver Carlos Paião”, no dia 12 de Outubro. Houve uma grande exposição, Pegaram nas canções do Carlos, e orquestraram tudo. Os estudantes do canto da Universidade de Aveiro, cantaram as canções do Carlos. O maestro, António Vassado, tinha feito um programa com 12 canções e foram feitos novos arranjos. Quatro estudantes deram a voz. Em palco estiveram 40 elementos. Foi emocionante, foi uma noite inesquecível !

- A comunicação social foi informada da transladação?

Mãe - Não foi. Nem os amigos do Carlos. Que nos perdoem aqueles que gostariam de o acompanhar à última e derradeira morada, mas...queremos levar o nosso filho com a paz e a dignidade que ele merecia. Queremos sigilo absoluto. É um momento nosso, muito nosso, e queremos vivê-lo à nossa maneira. Temos a certeza que todos vão entender. Agora ele vai voltar para ´casa´.

Entrevista de Rosário Azedo - Jornal CascaisAlgés

Uma vida que não se apaga Uma história que não terminou no dia 26 de Agosto de 1988...porque havia muito para contar, para relembrar. Um filho não morre, um filho fica sempre presente em todos os cantos, em cada canto, em todos os pensamentos, no coração de um pai e de uma mãe. A lei da vida, nem sempre é a lei da vida. Há caminhos que gostaríamos de não os traçar. Passaram 26 anos, e perguntamos: que sonhos ? Muitos ! O sonho de recordar momentos deliciosos que partilharam com ele, momentos que passam como um filme que não pára, momentos que são a vida, fazem parte de uma vida onde só houve felicidade. E tanto amor não pode partir, porque um amor assim, nunca morre. Esta é uma história onde agora não há filhos, só há pais. Não partiu como quem nasce. Partiu como quem não podia morrer. Mas um filho não parte...um filho nunca parte. Deixou o coração dos pais muito apertado, por vezes sem ar para respirar. E a pergunta permanece: porquê ? Um filho não é nosso, mas será sempre. Ninguém é de ninguém, mas o amor rebenta com essas ´portas´ e avança, mesmo sem perguntar. Pensar: que bom que foi quando ele nasceu ! O privilégio de o verem crescer saudável e cheio de dons, de ternura. Um rapaz que tinha tanto para dar... Hoje têm que agradecer pelos 31 anos que Deus o deixou estar com eles. A vida não nos pertence, mas não mandamos no nosso coração. Como era bom traçar o destino e virar a rota. Hoje, ficam as doces lembranças, o querer voltar atrás no tempo, mas ao mesmo tempo o agradecer pelo filho extraordinário que tiveram. Sepultado no Cemitério de S.Domingos de Rana, desde o dia 28 de Agosto de 1988, finalmente voltou para ´casa´. O sonho de uns pais: “O maior sonho que eu tenho na vida, é levar o meu filho para Ílhavo. Depois posso morrer descansado.” Dói muito ouvir esta frase. Fica marcada. Mas o milagre de Deus, se é que para Deus há milagres...concretizou-se e, no dia 14 de Outubro pelas 9 horas da manhã, a transladação foi feita para o Cemitério de Ílhavo. Foi muito difícil manter tudo em segredo desde o dia em que o corpo foi levantado de S.Domingos. Pedimos à Presidente da Junta, aos responsáveis pelo cemitério, para que nada fosse divulgado. A Presidente da Junta de S. Domingos de Rana enviou-nos uma mensagem nesse dia 14: “Como foi difícil para os serviços da Junta guardar este segredo... mas conseguimos. Foram muitos os telefonemas, de pessoas a perguntar...mas nós não podíamos dar essa informação. Estão de parabéns todos os funcionários que sabiam e quantas desculpas deram para que fosse cumprido o desejo destes pais maravilhosos, que mais não queriam do que fazer uma homenagem familiar a este ídolo de todos os tempos." Quiseram levar o Carlos em paz e fazer uma despedida só com os familiares. O que ficou ? Um sorriso cheio de amor naqueles dois seres que nada mais queriam do que despedir-se do filho no silêncio dos seus corações.

Rosário Azedo, 23 de Outubro de 2014
Jornal CascaisAlgés
https://issuu.com/rosarioazedo/docs/edi____o_n___19_completa

Carlos Paião: Há 27 anos a ´cantar´ nos Céus Carlos Paião: um homem que não ´morre´ no tempo, mas que se constrói em cada tempo vivido e repartido em pensamentos, em melodias, em canções. Um autor, compositor, artista, que não existiu: ele existe e será eterno. Carlos Paião é um nome que continua e continuará ´vivo´. Houve muitas histórias lindas: muitas cinderelas; muitos play-backs, onde a cegonha trouxe o bebé mais lindo do Mundo; muitas ´nuvens´ que continuam a chorar; as cores do arco-íris onde a pergunta permanece: “Quantos homens são precisos p´ra sonhar ?” Havia tantos beijos, abraços para dar. Tantos gestos de ternura, de quem ama. O Carlos ´vive´ naquela casa, ´vive´ naqueles dois corações e ´vive´ na certeza da vida eterna. Como uns segundos serviram para destruir uma família e ´matar´ uns pais. E uma vida inteira está a servir para continuar a amar, e amar muito quem nunca deixará de viver. Só sabe o que é o amor, quem ama sem limites. E um dia, o Carlos compôr uma música dedicada aos pais: “História Linda”. E esta é uma história linda, uma história onde poderá até não haver filhos, mas há um filho que nunca se perdeu, porque o coração não deixou. E quantas lágrimas, quantos desesperos, quantas vontades de desistir....mas o Carlos, lá no Céu, foi compondo a sua ´canção´. Compôr uma melodia com todos os toques de magia, de uma magia sem fim, para que estes dois amores da sua vida, conseguissem erguer a cabeça, se conseguissem abraçar, com o abraço mais forte do Mundo, para que nunca desistissem de viver, nunca desistissem de sorrir. O Carlos continua a ´viver´, porque os pais e um povo, nunca deixaram que ele ´morresse´. Ele está vivo lá em casa: naquelas paredes, em Ílhavo, em cada foto, em todas as fotos, em cada recordação que perdura. E quando um pai que perdeu um filho, um filho único, diz que....tem um sonho.... ficamos comovidos, porque há tantos pais com filhos que não conseguem sonhar e muito menos ter um sonho ! Ele teve um sonho, eles os dois choraram e sonharam, e um dia, o sonho tornou-se realidade: Levar o filho para a terra deles e ´deitá-lo´ numa campa perpétua e que ficará para todas as gerações que hão-de vir e onde o Carlos Paião há-de ser sempre uma chama viva. Este ano, neste dia 26 de Agosto de 2015, pela primeira vez, será rezada a missa na Igreja de Ílhavo e as flores terão muito mais brilho do que antes. A mágoa, as mágoas de sentir que o que nos pertence não podemos mexer, faz da nossa vida uma tristeza ainda mais pesada do que aquela que a morte deixou. Não existem palavras para descrever a saudade. A saudade não se vê, não se toca. Mas sente-se e existe para uns pais que nunca poderiam voltar a ser como nos tempos em que o sorriso do Carlos vivia estampado nos seus rostos, mas sabem e estão ´felizes´ por sentir que valeu a pena sonhar. Ao fim de 26 anos, no dia 14 de Outubro de 2014, finalmente, e no maior sigilo, era feita a transladação: do Cemitério de S.Domingos de Rana, onde esteve sepultado durante todo esse tempo para o Cemítério de Ílhavo, onde ´vive´ desde essa data. E a pergunta foi feita aos pais: - Alguma vez perderam a esperança de levar o Carlos para Ílhavo ? O que é que sentem depois destes 26 anos de espera ? “Sinto o conforto de ter realizado um sonho que desde sempre tivemos. Era o meu maior sonho levá-lo para lá. Em Ílhavo, quando o Carlos nasceu, não havia condições de fazer cesarianas: ou Coimbra ou Porto. E optámos por ir para Coimbra. Mas a terra dele sempre foi esta. Não tinha perdido a esperança. Podia não dizer nada, mas nunca perdi.Tinha a esperança que um dia se iria realizar a transladação. Era um sonho muito grande. No nosso íntimo...realmente tínhamos uma secreta esperança que um dia conseguisse ser uma realidade.E hoje, e este ano, vai ser a primeira vez que sabemos que o nosso filho está no Cemitério de Ílhavo. Esperámos 26 anos, mas finalmente está.” (Manuel Paião)

“Estou em paz. O meu filho está onde eu sempre quis: na terra dele. Ao fim de 26 anos, já tinha perdido a esperança, mas continuaria a lutar. São feridas muito difíceis de sarar. O ter havido uma pessoa que compreendeu o nosso sofrimento, e que nos ajudou, mesmo

sabendo que seria quase impossível. E conseguiu. Agradeço a Deus porque o meu filho agora está em ´casa´. A missa sempre foi rezada em S.Domingos e Carcavelos. Pela 1ª vez vai ser rezada na Igreja de Ílhavo, porque pela 1ª vez nós vamos lá estar no dia 26 de Agosto.” (Ofélia Paião)

Rosário Azedo, 20 de Agosto de 2015
Jornal CascaisAlgés

quarta-feira, 20 de março de 2019

Os Namorados


Bem sabemos que esta música não faz parte do nosso primeiro álbum, mas não podíamos deixar passar este dia sem relembrar que a Felicidade não anda sozinha! Ou anda? 

PAIÃO

#DiaInternacionaldaFelicidade

"Os Namorados" faz parte do alinhamento do álbum "Algarismos". É a terceira faixa e corresponde ao nº 2. Em 1985 foi incluído no lado b do single "Versos de Amor". Aparece nas principais compilações do artista ("O Melhor de Carlos Paião", "Letra e Música", "Perfil") e ainda em outras de menos importância.

Os namorados,
vão abraçados, torcidos, curvados, felizes, sozinhos.
Vão aos parzinhos, seguem no mundo, segundo a segundo, descobrem caminhos.
De par em par,
chegam pela rua, fazem dela sua e passam de par em par.
Abrem-se as janelas muitas sentinelas ficam a ver passar.
E enchem a avenida, levam tudo de vencida.
Par a par, par a par,
para ver, para dar.
Par a par, par a par,
pertencer, partilhar.
Os namorados,
têm sonhos e recados para ouvir,
espartilhados,
mas risonhos, encantados por existir, e vão em frente,
como quem caminha e não adivinha o que há para além do presente,
são rei e rainha,
são por vezes dois reis de gente
Reis, contos de fadas, namorados de mãos dadas
Par a par, par a par,
Par a par, par a par,
para ver, para dar
Par a par, par a par,
Par a par, par a par,
pertencer, partilhar
Vão,
andando a par e passo, mão na mão,
a vida é par ou impar e então,
não param, estão a par,
querem dizer, que, não é cedo pra viver,
o tempo é pouco e vai correr,
um par de jarras hão-de ser,
um par, a par
para ter, para dar,
para dar
Par a par,
pertencer, partilhar
()
Os namorados,
seguem unidos, apaixonados, embebecidos
São delicados, comprometidos,
lançam os dados, fazem sentidos…
Os namorados,
seguem unidos, apaixonados, embebecidos
São delicados, comprometidos,
lançam os dados, fazem sentidos…



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Tributo Paião

A superbanda de homenagem a Carlos Paião junta Marlon (Os Azeitonas), Jorge Benvinda (Virgem Suta) João Pedro Coimbra (Mesa), Via e Nuno Figueiredo (Virgem Suta/Ultraleve).

"Pó de Arroz" foi o single de apresentação do álbum Paião. O álbum foi lançado em Outubro de 2018.


Alinhamento: Pó de Arroz, Cinderela, Não Há Duas Sem Três, Souvenir de Portugal, Vinho do Porto (Vinho de Portugal), Zero a Zero, Play Back, 8.Ga-Gago, Canção do Beijinho, O Senhor Extraterrestre,  Cinderela (Radio Version)

https://www.facebook.com/tributopaiao/?tn-str=k*F

Os Paião reinterpretam canções escritas pelo autor de Playback. Sábado, apresentam o álbum homónimo do ano passado no Capitólio. E vão estrear novas versões.

Carlos Paião foi um dos grandes nomes da canção pop portuguesa durante a década de 80. Venceu o Festival da Canção, compôs para Herman José e Amália Rodrigues, cantou com Cândida Branca Flor, editou um par de álbuns e vários singles de sucesso. Até que morreu, em Agosto de 1988, num acidente de automóvel. Tinha 30 anos. E foi por ocasião dos 30 anos da sua morte, em 2018, que Nuno Galopim convidou João Pedro Coimbra, dos Mesa, e Nuno Figueiredo, dos Virgem Suta, para fazerem uma homenagem ao compositor durante o Festival da Canção. Nasciam os Paião.

“Depois de recebermos o convite fomos ver quem poderia fazer parte [do projecto]”, lembra João Pedro Coimbra. “O Galopim sugeriu logo o [Jorge] Benvinda, porque os Virgem Suta faziam uma versão da “Playback” nos concertos. E ficámos com o plano em aberto para encontrarmos outras vozes.” Falaram com Marlon, de Os Azeitonas, e a cantora VIA, e começaram a trabalhar. “Escolhemos na altura dez canções, que eram fundamentais, mas o Festival da Canção não permitia que mostrássemos todas, por constrangimentos de tempo. Então pensámos fazer um disco.” O CD, chamado apenas Paião, saiu no ano passado e será apresentado este sábado no Capitólio.

Mas o concerto vai ser maior do que o disco. “Porque o disco deve ter 40 minutos e um concerto não pode ter só 40 minutos”, reconhece João Pedro Coimbra. “Fomos procurar outras canções que por uma razão ou outra não entraram, como a ‘Trocas e Baldrocas’ e ‘O Foguete’. Sei que vamos tocar ao todo 16 ou 17 canções. Deu um bocado de trabalho, porque ele era um compositor cheio de estrica. Mas o resultado está muito giro.”

É possível que este e outros concertos que vão dar ao longo dos próximos meses, sejam as únicas oportunidades para ouvir estas canções. “Para já não pensámos [em gravá-las]. Estamos mais preocupados com os ensaios”, confessa João Pedro. “Tínhamos era uma ideia que era encontrar um inédito ou dois, mas acho que não ficou nada. Talvez uma letra ou outra. Quando passar o período destes concertos vamos tentar perceber isso. Gostava de pegar num inédito e musicar, como os Humanos fizeram.”

Luís Filipe Rodrigues, Time Out, 02/02/2019

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Paião apresenta



Paião é o nome de um novo projecto de tributo a Carlos Paião que é composto por João Pedro Coimbra (Mesa), Via, Marlon (dos Azeitonas) e Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo dos Virgem Suta).


O projecto foi criado no ano em que se assinalam os 30 anos da morte de Carlos Paião. Estrearam-se ao vivo no Terreiro do Paço no dia 6 de Maio, durante o programa do Festival Eurovisão da Canção.


O vídeo de apresentação, que conta com participação da modelo Angelina Pavli, é uma versão de “Pó de Arroz” e estreou em 23 de Abril deste ano.


O álbum “Paião” estava previsto para o mês de Maio mas ainda não foi lançado.


https://infocul.pt/cultura/projecto-de-tributo-a-carlos-paiao-junta-artistas-de-varias-vertentes-musicais/


Youtube


https://www.youtube.com/channel/UC-13pMB9swi5d7-gevUHdBg

domingo, 20 de maio de 2018

Glória de Lourdes



O álbum "Amigo Brasileiro" de Glória de Lourdes, editado no Brasil em 1980, inclui dois temas de Carlos Paião: "Amigo Brasileiro" e "Este Dia É Mais Um Dia". "Amigo Brasileiro" foi o lado B do Máxi-single "O Senhor Extraterrestre" de Amália Rodrigues lançado no início de 1982.

Mário Martins já tinha referido, em entrevista à RDP-Antena 1, que Carlos Paião tinha escrito para "uma Fadista brasileira que ia ausentar-se de Portugal e que precisava urgentemente de um inédito".

É assim mais um disco a contar com temas de Carlos Paião embora não sejam dos mais conhecidos. O álbum foi reeditado em CD.

GLÓRIA DE LOURDES (MARIA DA GLÓRIA PIRES) NASCEU NA ALDEIA DE SENDIM - CONSELHO DE MIRANDA DO DOURO, DISTRITO DE BRAGANÇA - PROVÍNCIA DE TRÁS-OS-MONTES - PORTUGAL.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica - 1984

Estávamos em 1984. O Casino da Figueira completava o seu primeiro centenário.

Para assinalar a efeméride, a realização dum grande espectáculo de música original , intitulado “Festival da Canção Portuguesa de Temática Histórica”.

Certamente muitos já esqueceram o acontecimento, inédito, e outros, presentes quer na assistência quer no próprio júri, já deixaram este mundo.

Sansão Coelho, o conhecido locutor, apresentou o espectáculo que encheu literalmente o Casino.
Artistas de renome da canção ligeira, como Maria Guinot (“Tantos mares tantas marés” e "As Órfãs do Rei”), Natércia Maria (Ai D. Pedro, porque tardas?” e “Mare nostrum”), Ronda dos Quatro Caminhos (“Quedos, quedos, cavaleiros” e “Sua Alteza a quem Deus guarde”)), Fernando Pedro (“Sobre este mar”), Elsa Coimbra (“Linda Inês”), Marta (“Sonho de Criança”) e António Sala (“A História de Portugal”), fizeram o encanto do vasto público, numa noite memorável.

Algumas das canções interpretadas faziam referência à Figueira da Foz, como, por exemplo, a que António Sala cantou intitulada “A História de Portugal”, que continha um verso que rezava: “Da Praia da Figueira até à Foz das despedidas”.

Mas Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal.

De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista (viria a falecer num acidente de viação em 26 de Agosto de 1988), entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”.

A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, cabendo aqui relembrá-la no seu todo:

Pro Fide, pro Pátria, pro Regae
Pro Fide, pro Pátria, pro Regae,
Pela Fé, pela Pátria, pelo Rei,

Em 1808 era o terror,
O Rei no Brasil, Portugal entregue à dor.
A nossa bandeira a um canto sem esperança,
Do alto do mastro,
As cores são as de França.
Para Bonaparte, o império que sonhou,
E um país a saque pelas tropas de Junot.

A velha Coimbra, a Universidade,
Já pensa revolta e ferve de vontade,
E ali se forma um grupo em movimento,
Um corpo académico de um só pensamento.
Quarenta estudantes avançam com coragem,
Bernardo Zagalo no comando da viagem.
Em Carapinheira, Tentúgal, Montemor,
Junta-se mais gente, a força ainda é maior,
Conquistam o forte de Santa Catarina,
Figueira da Foz, a França não domina.

Chega enfim a ajuda dos nossos aliados,
Vem Sir Arthur Wellesley e com 13 mil soldados.
Na praia de Lavos, a coberto do forte,
Dá-se o desembarque e muda a nossa sorte,
O Duque de Wellington começa suas glórias
Roliça [*] e Vimeiro [**] transformam-se em vitórias.
E a nossa bandeira de novo desfraldou
Finalmente livre das tropas de Junot.

E assim prosseguiu este sonho,
O qual se chamou Portugal.

Pró fide, pró Pátria, pró Regae,
Pela Fé, pela Pátria, por nós.
.

[*] Freguesia do Concelho do Bombarral – Leiria -, célebre pela batalha de que foi teatro, em 17 de Agosto de 1808, e na qual o exército anglo-luso, comandado por Sir Wellesley (depois Duque de Wellington), bateu o exército francês do General Labord.

[**] Freguesia do Concelho da Lourinhã – Lisboa -, célebre pela batalha de 21 de Agosto de 1898, a que deu o nome, e em que os franceses, comandados por Junot, foram destroçados pelas tropas anglo-lusas sob o comando de Sir Arthur Wellesley.

Do júri que participou neste evento, faziam parte Ferrer Trindade (presidente), Mário Nunes, Helena Duarte, Armando Garrido, Miguel Maduro, Marcos Viana e Maria Clara que deu a voz à canção “Figueira da Foz”, de António de Sousa Freitas e Nóbrega e Sousa. “A grande responsável pela divulgação do nome da Figueira da Foz”, como opinou Sansão Coelho.

Hoje e aqui, lembramos o acontecimento, completando o trabalho com imagens que retratam o que foi essa memorável noite do ano de 1984, em que foi assinalada a data do primeiro centenário do Casino, na origem com a designação de Teatro-Circo Saraiva de Carvalho.

Aníbal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/2009/09/efemerides_03.html

(...) Carlos Paião sobressaiu, cantando um pedaço da história desta cidade, simultaneamente um episódio da própria História de Portugal. De seu título, “Pró Fide, pró Pátria, pró Regae”, o malogrado artista, entusiasmou a assistência.

Ao apresentá-lo, Sansão Coelho [o apresentador] diria que “Carlos Paião regressa para contar por música um episódio importante da História de Portugal e da Figueira da Foz”. A canção, inédita, escrita, composta e cantada pelo artista, nunca mais se ouviu, (...)

AJM

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 Canal carlospaiao1

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Blog de Anibal José de Matos

http://anibaljosedematos.blogspot.com/search?q=pai%C3%A3o

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Outros temas - Videos

* Carlos Paião & Manuela Bravo - Cegonha
Publicado a 20/01/2014

Carlos Paião e Manuela Bravo interpretam o tema "Cegonha", no programa "Já Está", apresentado por Joaquim Letria em 1987.
https://www.youtube.com/watch?v=1RhEJgFJvlY

* Carlos Paião & Manuela Bravo - Quero 
Publicado a 20/01/2014

Carlos Paião e Manuela Bravo interpretam o tema "Quero", no programa "Já Está", apresentado por Joaquim Letria em 1987.
https://www.youtube.com/watch?v=i19y6JGmNhg

* Carlos Paião O Jaquim
Publicado a 11/09/2013

Tema inédito interpretado no programa"O Foguete"
https://www.youtube.com/watch?v=w-SQBPAskxU

* Carlos Paião Tó Kratintas
Publicado a 05/06/2011

Tema inédito interpretado no programa"O Foguete"
https://www.youtube.com/watch?v=oAN5_dqTEV8

* Cavalo à Solta
Publicado a 06/03/2013

No Festival RTP da Canção (1986) foi interpretada uma nova versão pela maioria dos vencedores do Festival.

https://www.youtube.com/watch?v=unuxgA5bKOo

* Carlos Paião Festival da Figueira da Foz 1984
Publicado a 28/06/2011

A divulgação do vencedor é feita pelo apresentador Sansão Coelho. A canção tem o título PELA FÉ, PELA PÁTRIA, PELO REI - é a canção com mais portugalidade de ESTE É UM DOCUMENTO ÍMPAR E HISTÓRICO. IMPERDÍVEL E A SER RECUPERADO COM TODA A URGÊNCIAABSOLUTAMENTE NOTÁVEL E A JUSTIFICAR UM ABAIXO-ASSINADO AO MUNICÍPIO DA FIGUEIRA PARA FAZER UMA EDIÇÃO DESTA HISTÓRICA CANÇÃO - NOTABILÍSSIMA, TALVEZ A MELHOR DE CARLOS PAIÃO (foz do mondego, lda. foz do mondego)
 
https://www.youtube.com/watch?v=7iLywHeT3J0

* Teledisco Discoteca / Cangurik - Amigos Clube Disney
https://www.youtube.com/watch?v=3_lA4uxmQnQ&list=UUC73WxoDvaP-gDhJgMuLwLg

* Canal CarlosPaião1
https://www.youtube.com/channel/UCC73WxoDvaP-gDhJgMuLwLg

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Programas de Televisão - RTP

ERA UMA VEZ


Era Uma Vez… é um programa em que, em episódios de curta duração – cerca de 10 minutos – se contam histórias tradicionais para crianças.

(...) as canções são assinadas por nomes sonantes da música ligeira, que musicaram as letras escritas por Maria Alberta Menéres.

Fugindo à regra dos restantes músicos convidados, que se faziam acompanhar pela viola, Carlos Paião utilizou um sintetizador.

Era Uma Vez… foi exibido às quartas-feiras, no Brinca Brincando.

4º. O Gato das Botas (11/11/1987) Convidado: Carlos Paião


ROQUE E ROLE

Roque e Role foi produzido em 1987, mas apenas exibido a partir do último trimestre de 1988.

O programa com Carlos Paião foi propositadamente exibido no dia 26/11/1988, como homenagem pelos 3 meses do seu desaparecimento.

link brinca brincando

O FOGUETE

Carlos Paião, António Sala e Luis Arriaga eram os anfitriões deste programa que misturava música e comédia.

link brinca brincando