domingo, 3 de novembro de 2013

Portugal No Coração

A emissão de 1 de Novembro de 2013 do programa "Portugal No Coração" da RTP foi dedicado a Carlos Paião. O programa apresentado por José Carlos Malato e Silvia Alberto foi transmitido do Casino Estoril e teve muitos convidados ligados a Carlos Paião que faria anos nessa data. Como convidados estiveram Herman José, Ana, Rui Nova, José Alberto reis, Joel Branco, entre outros.

http://www.rtp.pt/play/p1058/e133292/portugal-no-coracao-ii


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A Rádio vai ao circo

De cima para baixo
Esquerda para Direita
 

- Nuno Feist e Joel Branco

- Carlos Lopes, Olga Cardoso, António Sala, Henrique Feist, Candida Branca Flôr, Avô Cantigas
- Rodrigo, Carlos Paião e Paulo Frischknecht
 
Emissão especial "A Rádio vai ao Circo"

Facebook António Sala

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

David Ferreira a contar

Os episódios desta semana da rubrica "David Ferreira a contar" da Antena 1 são dedicados a Carlos Paião. David Ferreira era o responsável máximo da editora para a qual Carlos Paião gravou.

Carlos Paião um quarto de século depois

Segunda, 26 de Agosto de 2013

As canções dos portugueses e as suas histórias. Como eram, elas e os cantores. Como era a Música que se ouvia. Como éramos nós. Dos primeiros sucessos em 78 rotações à era digital, passando pelo Centro de Preparação dos Artistas da Rádio, o ié-ié, o velho Fado e os fados novos, a Revista à Portuguesa e o rock em português, a balada e as canções do contra. O bom e o bonito - e o pimba, com certeza. Muita música nossa: se calhar nem sabia como ela sabe tão bem!

Autoria e Apresentação: David Ferreira
Produção: António Santos

domingo, 25 de agosto de 2013

Carlos Paião - 25 anos depois

Carlos Paião, falecido há 25 anos, foi "um compositor e autor de mérito único", mas o começo de carreira não foi fácil, como recordou à Lusa o produtor musical Mário Martins, o primeiro a reconhecer-lhe o talento.

"Se hoje estivesse vivo, seria provavelmente o maior compositor e autor de música ligeira", enfatizou Mário Martins, que conheceu Carlos Paião por intermédio de "outro grande compositor", Manuel Paião, seu primo, autor de sucessos como "Ó tempo volta p`ra trás".

"O Carlos Paião tinha ganhado o Festival da Canção de Ílhavo, e tinha enviado uma cassete com temas seus para a Valentim de Carvalho, que nunca mereceu qualquer resposta, até que o Manuel Paião, com quem eu trabalhava regularmente, me pediu para ouvir a cassete e eu fiquei abismado, pois havia ali muita qualidade", contou Mário Martins, na altura diretor do Departamento de Artistas e Repertório da antiga discográfica.

"O Carlos [Paião] não tinha uma grande voz, mas era um extraordinário compositor e autor e, quando entrei em contacto com ele para gravar temas, disse-me que também não estava interessado em gravar", recordou.

O fadista António Mourão foi o primeiro a gravar um tema de Carlos Paião, "Fado Reguila", que "não alcançou o sucesso esperado", mas Mário Martins recorreu a uma outra estratégia - tornar Amália Rodrigues uma aliada.

Reconhecendo em Paião "características idênticas às de outro grande autor, que foi o Alberto Janes", e notando-lhe "um grande sentido de humor", Mário Martins recorreu a Amália, "o milagre português, que seria a pessoa capaz de percecionar essa genialidade".

Amália Rodrigues ouviu várias canções, "deu gargalhadas ao ouvi-las, e escolheu logo uma dúzia delas, nomeadamente `O Senhor Extraterrestre`, que gravou".

Estava dado o pontapé de saída. No dia seguinte, Mário Martins fez saber no meio radiofónico que a fadista ia gravar Carlos Paião, e os temas de sua autoria começaram a rodar.

Amália Rodrigues gravou "O Senhor Extraterrestre", num maxi-single, cujo lado B era um tema de Janes, "Ó meu irmão brasileiro".

Segundo Mário Martins, "há um ou dois inéditos de Paião" que Amália gravou, entre os quais "O nosso povo".

Carlos Paião estava lançado, e começaram a surgir na rádio as diferentes canções com a sua assinatura. Concorreu ao festival da canção infantil da Figueira da Foz, com os temas "Eu já namoro" e "O meu avozinho", e a cançonetista Ana gravou temas seus.

Ana foi a primeira de muitos outros nomes como Mísia, Florência, Lenita Gentil, José Alberto Reis, Alexandra, Vasco Rafael e Cândida Branca Flor, que foi a intérprete que mais o cantou, segundo o seu biógrafo, Nuno Gonçalo da Paula.

O primeiro disco que Carlos Paião gravou, como intérprete, incluiu os temas "Souvenir de Portugal" e "Eu não sou poeta". Colaborou na música para a revista "Escabeche", no Teatro ABC, em Lisboa. Ganhou, em 1981, o Festival RTP da Canção, com "Playback", batendo temas interpretados por nomes como José Cid, as Doce, Maria Guinot e a dupla Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo.

Colaborou na televisão com Herman José, António Sala e Luís Arriaga, tendo sido um dos criadores das personagens "Estebes" e "Serafim Saudade", para o qual compôs o repertório.

Carlos Paião, que terminara o curso de Medicina, acabou por se tornar um nome de referência na música e, em pouco menos de uma década, impôs-se como autor, compositor e intérprete, deixando "canções antológicas" que novos nomes têm recuperado. São os casos de Filipa Cardoso, Fábia Rebordão, Rui Veloso, Sam The Kid, Mesa e Tiago Bettencourt & Mantha.

O autor e intérprete de "Pó de arroz", "Cinderela", "Cartas de amor", "Refilar faz mal à vesícula", "zero a zero", "P`ras sogras que encontrei na vida", entre outras, morreu num acidente de viação, em Rio Maior, no dia 26 de agosto de 1988.

"Na sua aparente fragilidade, ele foi mais forte do que a morte, que não jogou limpo e perdeu, porque o Carlos Paião ficará sempre vivo na memória dos que o conheceram e admiraram", disse Mário Martins.

Lusa, 23/08/2013

Notas

- "O Amigo Brasileiro" é da autoria de Carlos Paião

- Carlos Paião não foi o criador das personagens "Estebes" e "Serafim Saudade", para o qual compôs o repertório como "Bamos La Cambada" ou os discos de Serafim Saudade.

sábado, 20 de abril de 2013

Cassete de 1987



Imagens do facebook de Marco de Sousa Caneira (filho da cantora Ágata) com um autógrafo de Carlos Paião

segunda-feira, 1 de abril de 2013

SIC / Boa Tarde

25 anos depois, amigo que conduzia o carro fala pela primeira vez 

SIC

terça-feira, 19 de março de 2013

Os últimos dias de Carlos Paião

Um dos cantores e compositores mais populares da década de 80 sofreu um terrível acidente de carro há 25 anos. A SÁBADO falou com o homem que seguia ao seu lado naquele dia

Por Tânia Pereirinha/Sábado, 19/03/2013

Tinham passado os últimos dois dias em casa, a descansar; um verdadeiro luxo, sobretudo por se estar em Agosto. Faziam uma média de 60 espectáculos por ano, grande parte deles concentrados naqueles 31 dias, em que os emigrantes voltavam a casa com os bolsos cheios de notas para oferecer à associação de festas das aldeias. Entre 1981 e 1987, chegaram a ter 26 ou 27 espectáculos naquele mês. O ano de 1988 não estava a ser assim tão exigente.
Como combinado, a meio da manhã de sexta-feira, dia 26, Carlos Paião, 30 anos, arrancou da casa onde vivia, em São Domingos de Rana, com a mulher, Zaida, e o cocker Yazamuri (ou Yari, como lhe chamava por ser mais fácil), e parou em Caxias, à porta do amigo e técnico de som Jorge Esteves.

Era um dia especial: Elsa, mulher de Jorge, fazia 24 anos; e a viagem que se preparavam para fazer, para um concerto em Penalva do Castelo, seria a última da velha carrinha Datsun Urvan, em que já tinham feito quilómetros suficientes para dar uma série de voltas a Portugal. Mas, ao contrário do que era habitual, Carlos estava pouco animado.

Não fez nenhuma referência à nova carrinha, com muito mais espaço e um pequeno beliche, que já tinham encomendado. Nem sequer deu os parabéns à amiga, que no fim-de-semana anterior tinha atormentado ao volante, durante uma viagem ao Alentejo, em que cantou, riu, acelerou e discorreu sobre o livro que andava a ler: a história de uma rapariga que sofre um acidente de carro e tem uma experiência de quase morte.

“Pode parecer daquelas coisas que se dizem só porque sim, mas a verdade é que naquele dia o Carlos estava muito esquisito”, recorda à SÁBADO Jorge Esteves.

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Depois de apanharem o também colega e amigo Carlos Miguel Sousa, puseram-se a caminho. Jorge, a pedido do intérprete de 'Playback', 'Cinderela' e 'Pó-de-Arroz', passou para o volante. “Alternávamos sempre os dois; o Carlos Miguel não conduzia.

Estava um calor daqueles! Quando cheguei ao Carregado tirei a T-shirt e fui a guiar assim. Eles iam os dois a dormir.” É das últimas coisas de que se recorda: “Passado um quarto de hora estava sentado no alcatrão, a acordar, com um monte de pernas à minha volta, cheio de sede.”

Já dentro da ambulância, Jorge avisou os bombeiros de que a carrinha levava mais dois passageiros. Passou por quatro hospitais nesse dia e os médicos chegaram a ponderar amputar-lhe um pé. Quando lhe disseram que os amigos estavam em Vila Franca de Xira, ficou aliviado: “Estão melhores do que eu, senão também tinham vindo para Lisboa.”

Nesse dia, a mulher de Carlos Paião foi a Caxias, falar com a de Jorge: “Diz ao Jorge que eu sei que ele não teve culpa.”

Elsa preferiu manter o marido na ignorância: o técnico de som só soube que Carlos Miguel e Carlos Paião tinham morrido dois dias depois, já o País sabia da morte inesperada do compositor e vencedor do Festival da Canção da RTP em 1981.

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Os óbitos foram declarados ainda na Estrada Nacional 1, na zona de Rio Maior, cerca das 15h, apenas um dia depois do também histórico incêndio do Chiado. O cantor – que, recordam os amigos, era muito espiritual, acreditava na vida depois da morte e, por isso, gostava de dizer que nunca desapareceria – não resistiu à violência do embate frontal da Datsun Urvan com um camião que circulava em sentido contrário. Só o lugar do condutor ficou mais ou menos intacto. O acidente fará 25 anos em Agosto.

Para assinalar a data, a EMI lançou este mês uma colectânea dos 37 melhores temas compostos e interpretados por Paião (há um inédito: 'Caminhar').

Carlos Manuel Marques Paião nasceu a 1 de Novembro de 1957, em Coimbra, filho de uma professora e de um piloto de barra, que anos antes se dedicara à pesca do bacalhau. Viveu em Ílhavo até aos 6 anos, altura em qu se mudou com os pais para a zona de Oeiras.

Catorze anos depois, foi no Festival da Canção da cidade onde aprendeu a tocar harmónica e onde tentou fazer o mesmo com o acordeão (a professora acabou por desistir porque ele preferia tocar de ouvido a ler as pautas) que se iniciou no mundo da música. Ficou em primeiro lugar, assinou um contrato exclusivo com a Valentim de Carvalho e começou a ponderar deixar o curso de Medicina, na Universidade Nova de Lisboa. Acabou por não o fazer. Mas nunca exerceu a profissão, nem sequer em casa, para ajudar os amigos.

“Às vezes, se tínhamos algum problema, íamos ter com ele. A mulher dele também era médica, ouvíamos sempre a mesma resposta:

‘Queres curar-te ou queres morrer? Se queres morrer, consulta-me; se te queres safar, fala com a Zaida’”, recorda António Sala.


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De acordo com o locutor, que trabalhou com Paião na Rádio Difusão Portuguesa e também no 'Foguete', na RTP (um programa de

humor nonsense passado num comboio em que Carlos Paião fazia de maquinista tresloucado, António Sala de pica-bilhetes e Luís Arriaga de barman), a boa disposição do músico era constante. Apesar da timidez, adorava pregar partidas aos amigos, como quando incendiou uma folha de papel que Sala tinha nas mãos e estava a ler em directo.

Outra vez, às 4h, em casa, depois de ser repreendido pela mulher, que queria que ele e os colegas fizessem menos barulho e tocassem mais baixo, levantou-se com ar bem-comportado e rodou o botão do volume... para o máximo. E houve inúmeras ocasiões, na RDP, em que se virou para o amigo locutor e lhe perguntou: “Que disco vais pôr a seguir?”, apenas para o tirar da prateleira e partir ao meio: “Agora vais ter de escolher outro!”

Não consta que o tivesse feito com alguns dos 13 singles e dois LPs que editou ao longo da curta (mas prolífera) carreira, entre 1981 e 1989. Mais do que um intérprete, recordam amigos e colegas, Paião era um compositor exímio que gostava de palavras. Andava sempre com um dicionário de rimas debaixo do braço e era capaz de escrever, com a mesma rapidez e facilidade, letras infantis, humorísticas, românticas ou pungentes.

“Uma vez estávamos em casa e apareceram uns tipos da rádio, atrapalhados porque precisavam de uma música para o programa da manhã do dia seguinte. Já devia passar das 23h, o Carlos agarrou-se a uma folha de papel e ao órgão e num instante passou-lhes a música para a mão”, conta Jorge Esteves.

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Amália Rodrigues, Herman José, Joel Branco, Rodrigo, Cândida Branca Flor, Carlos Quintas, Lenita Gentil, Vasco Rafael e Fafá de Belém foram apenas alguns dos que o cantaram. “Se ele tivesse continuado, tenho a certeza de que hoje seria dos nomes mais procurados para escrever neste país. Tinha um talento incrível”, diz à SÁBADO Tozé Brito.

Para o compositor e administrador da Sociedade Portuguesa de Autores – que partilhou com Paião os bastidores das edições de 1981 e 1983 do Festival da Canção e do programa Hermanias, de 1984 –, o talento do autor de Playback com as palavras só seria comparável, à época, com o de José Carlos Ary dos Santos. “Naquela altura havia pouca gente a escrever bem. E as músicas boas do Carlos Paião nem sequer são estas, as que o povo canta...”

Ao contrário de Ary dos Santos, cuja predilecção por gin (puro, não tónico) era conhecida, Carlos Paião não tocava em álcool.

Também não fumava e irritava-se com os amigos quando, nas maratonas que faziam pelo País, de concerto em concerto, fumavam dentro da carrinha. Esta e passar a vida a cofiar a barba – que se recusava terminantemente a fazer – eram as únicas esquisitices que se lhe conheciam.

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Na estrada, sempre fez questão de ser tratado como os colegas da equipa técnica, o que tanto podia incluir comer frangos de churrasco meio crus dentro da carrinha em que viajavam com o material, como participar em torneios de matraquilhos com viseenses, nas Festas de São Mateus; ou até dormir no chão das salas de emigrantes portugueses em França ou na Alemanha, porque não havia dinheiro para pagar hotéis.

Na altura, explica Tozé Brito, o sucesso de um artista era medido sobretudo a partir do número de espectáculos que dava e dos programas para que era convidado: “O Carlos vivia só da música e o que recebia chegava e sobrava para viver bem. Calculo que recebesse cachês de 50 ou 60 contos [250 ou 300 euros] por espectáculo. Apesar de nunca ter sido um grande vendedor de discos, ia sempre para o top. E estava no grupo dos eleitos pelo público, fazia parte da primeira divisão dos convidados para a rádio e para a televisão”.

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Na RTP, além de Foguete e de Hermanias, participou em 'Humor de Perdição' (1988), também com Herman José. Ficaram amigos. “O Carlos tinha um talento total, um carácter de granito, uma alegria deliciosamente infantil. As nossas sessões de trabalho acabavam invariavelmente no chão da sala, a brincar com a cadela dele”, revela o humorista.

Apesar de ser recordado essencialmente por ter ganho o Festival da Canção com uma música em que criticava as vedetas que cantavam em playback, com a ajuda de um coro que incluía Ana Bola de fato-de-macaco de cetim amarelo, Carlos Paião é responsável por alguns dos maiores êxitos de Herman José.

“Bamos lá cambada, todos à molhada que isto é futebol total”? Letra e música de Carlos Paião. “Serafim, Serafim Saudade, aqui estou e, na verdade, sei que sou o que sonhei”? Letra e música de Carlos Paião. “Ora dá cá um e a seguir dá outro, depois dá mais um, que só dois é pouco”?

Letra e música de Carlos Paião.

“A Canção do Beijinho ajudou a mudar-me a vida. No ano da sua saída, atingi a pole position das vedetas contratáveis para espectáculos populares”, assume Herman.

Por Tânia Pereirinha/Sábado, 19/03/2013


quarta-feira, 6 de março de 2013

David Ferreira a contar

Nos mais recentes episódios da rubrica "David Ferreira a contar" da Antena 1 tem sido abordados vários autores de canções portugueses.

O episódio de 6 de Março de 2013 foi dedicado a Carlos Paião e à sua colaboração com Herman Jose. Relembre-se que David Ferreira era o responsável máximo da EMI-Valentim de Carvalho para a qual Carlos Paião gravou.

Carlos Paião escreve para Herman José

As canções dos portugueses e as suas histórias. Como eram, elas e os cantores. Como era a Música que se ouvia. Como éramos nós. Dos primeiros sucessos em 78 rotações à era digital, passando pelo Centro de Preparação dos Artistas da Rádio, o ié-ié, o velho Fado e os fados novos, a Revista à Portuguesa e o rock em português, a balada e as canções do contra. O bom e o bonito - e o pimba, com certeza. Muita música nossa: se calhar nem sabia como ela sabe tão bem!

Autoria e Apresentação: David Ferreira
Produção: António Santos

segunda-feira, 4 de março de 2013

Letra e Música - 25 Anos Depois

10 anos depois a EMI está a relançar a compilação de 2003 com um novo nome e uma nova capa. A compilação inclui trinta e sete temas da carreira de Carlos Paião.

É a compilação que melhor representa a carreira de Carlos Paião. No disco 1 inclui "as rápidas" e no disco 2 "as lentas". São 18 temas editados em formato single, 7 temas de "Algarismos", 10 temas de "intervalo" (o disco na sua totalidade), 1 tema com Herman José (Serafim Saudade) e o inedito "Caminhar".


O Carlos Paião tinha tanto talento, tanto talento, que ainda hoje, vinte cinco anos depois de nos ter deixado, nos confunde ele não ter sabido administrar melhor esse extraordinário dom. Com menos talento podia ter feito um grande álbum (que nunca fez), daqueles que marcam, que definem para sempre um ‘antes’ e um ‘depois’. Podia ter sido revolucionário – mas não era coisa que lhe interessasse. Podia ter concentrado a sua atenção em construir ‘um som’, tão inesperado como as soluções que encontrava para as suas canções – mas preferiu deixar correr o marfim. Podia ter entrado directo para a ‘História’ com ‘h’ grande – mas parecia não ligar muito para esse ‘número’, talvez porque receasse encontrá-lo ‘ocupado’. E nem tinha muito ‘ar de Artista’: nem pose, nem extravagância, nem aparente paixão - ‘…eu não sou poeta, nunca fui um grande sofredor…’. Talento à parte, o Carlos não tinha sinais exteriores de talento… 

“Letra e Música – 25 anos depois” reúne o melhor lote de canções que Carlos Paião, compôs e interpretou ao longo da sua (curta) carreira a que se junta o inédito “Caminhar” com que se fecha esta colectânea.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Martim

"Em Banho Maria" é o álbum de estreia de O Martim. A segunda faixa chama-se "Eu Também Não Sou Poeta".


O Martim, ar­tista adidas trends de Ja­neiro, numa ac­tu­ação ex­clu­siva para o Mys­pace.
No site A Música Portuguesa a Gostar Dela tem um video [PROJECTO 428] gravado a 19 de Junho de 2012 no Jardim das Amoreiras (Realização: Tiago Pereira Som: Elvira Pomar)

 http://vimeo.com/44385870

No site A Trompa, a propósito da edição do álbum, tem uma descrição sobre as várias canções do disco.

 2. Eu também não sou poeta Acabou por ser um tributo involuntário ao senhor Carlos Paião, que tinha roubado o título original da canção. É uma canção com uma mensagem muito simples, que acaba por estar em harmonia com a temática geral do disco: a derrota.

imagem


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Klepht

Sem Palheta, à segunda feira, depois das 18h, na RFM

Todas as segundas feiras, depois das 18h e sem espaço para grande conversa, a Joana Cruz convida artistas para fazer uma versão acústica de uma música que não seja deles.


Os Klepht Sem Palheta com "Ga-gago" de Carlos Paião